Novo medicamento contra Epilepsia

Ele poderá auxiliar em qualquer reação adversa ou encaminhá-lo novamente ao médico.
Neste mês de agosto, um novo medicamento contra epilepsia entrou no mercado brasileiro. Com o nome de Levetiracetam ele é de fórmula genérica, foi registrado pela Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária e se tornou uma nova opção para o tratamento da doença no país. O Levetiracetam tem como Detentora do registro no país é a empresa EMS S/A. além disso, pelo fato de ser genérico, ele é de extrema importância para ampliar o acesso da população a medicamentos com qualidade e com redução de custo.
O medicamento será comercializado em solução oral e poderá ser usado em vários tipos de manifestações relacionados à epilepsia. É indicado como monoterapia para o tratamento de crises parciais, com ou sem generalização secundária, em pacientes a partir dos 16 anos, com diagnóstico recente da doença.
Além disso, ele é indicado como terapia complementar no tratamento de crises parciais em adultos, crianças e bebês a partir de um mês de idade e está autorizado para uso durante crises mioclônicas que são aqueles espasmos rápidos e repentinos, em adultos e adolescentes a partir dos 12 anos.
Ele ainda poderá ser usado em situações de crises tônico-clônicas que são aquelas combinações de contrações musculares primárias generalizadas. Mas isso, em adultos e crianças com mais de seis anos de idade, com epilepsia idiopática generalizada. Mas a comercialização dele em qualquer destas hipóteses só pode ser feita por um médico. E não se esqueça de monitorar os efeitos pós-consumo do medicamento sempre para o farmacêutico responsável pela venda. Porque ele poderá auxiliar em qualquer reação adversa ou encaminhá-lo novamente ao médico. 
Epilepsia saiba mais: A epilepsia é uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos e se expressa por crises epilépticas repetidas.
As crises epilépticas podem se manifestar de diferentes maneiras:
A crise convulsiva é a forma mais conhecida pelas pessoas e é identificada como “ataque epiléptico”. Nesse tipo de crise a pessoa pode cair ao chão, apresentar contrações musculares em todo o corpo, mordedura da língua, salivação intensa, respiração ofegante e, às vezes, até urinar. Existem outros tipos de crises que podem provocar quedas ao solo sem nenhum movimento ou contrações ou, então, ter percepções visuais ou auditivas estranhas ou, ainda, alterações transitórias da memória.
O tratamento das epilepsias é feito através de medicamentos que evitam as descargas elétricas cerebrais anormais, que são a origem das crises epilépticas. Acredita-se que pelo menos 25% dos pacientes com epilepsia no Brasil são portadores em estágios mais graves, ou seja, com necessidade do uso de medicamentos por toda a vida, sendo as crises frequentemente incontroláveis e então candidatos a intervenção cirúrgica. No Brasil já existem centros de tratamento cirúrgico, aprovados pelo Ministério da Saúde. (Fonte: ANVISA)

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