Doe vida. Doe órgãos!

Em conjunto com o estado, o município de Palmas atua na busca ativa de pessoas que necessitam da doação de órgãos

Durante todo o mês de setembro no país, aconteceram ações para conscientizar e sensibilizar a população sobre a importância da doação, além de promover a conversa com familiares. Aqui em Palmas, a Assembleia Legislativa organizou uma sessão solene a qual participei representando a prefeita, destacando a importância sobre o assunto no dia 26 no plenário da assembleia.

Os pontos discutidos na sessão foram os números de doações no estado, e as políticas públicas para a melhora do cenário atual. Quanto mais informações as famílias tiverem e quanto mais conversarem sobre o assunto, maiores serão as chances de o número de doadores aumentar.

Nosso estado, conta com uma Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos e Tecidos do Tocantins (CETTO), a central é responsável principalmente por todo o gerenciamento da lista de doadores/receptores e da distribuição de córneas do banco estadual ou de outros bancos do país, além de monitorar a notificação e captação de órgãos e tecidos. Todas essas informações são da Secretaria Estadual de Saúde.

Em conjunto com o estado, o município de Palmas atua na busca ativa de pessoas que necessitam da doação de órgãos, além de contar com a parceria do serviço funerário para trazer o corpo para nossa cidade quando o doador é compatível com o receptor do nosso município.

Tocantins oferece desde o ano de 2016, o serviço de transplante de córnea por meio do banco de olhos públicos (BOTO), o estado conta ainda com a nossa cidade que oferece o serviço público de transplante de córnea no Hospital Geral de Palmas, além de três serviços privados, credenciados e aptos à realização de transplante.

O diálogo com a família sobre o assunto é muito importante, uma vez que a doação só acontece com a autorização de um membro da família. No Brasil, infelizmente, o número de famílias que são contra a autorização de doação de órgãos, ainda é alto, e você pode ajudar a mudar esse cenário. Pontos sobre a doação que você precisa saber:

Para ser um doador, é preciso deixar a família ciente do seu desejo de fazer a doação após a morte;

No Brasil, o diagnóstico de morte cefálica é regulamentado pela Resolução do Conselho Federal de Medicina, que determina a necessidade de dois exames clínicos realizados por médicos distintos, além de um exame complementar como: gráfico, metabólico ou de imagem, para a confirmação;

Órgãos e tecidos como: coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, córneas, peles, ossos e tendões podem ser doados, e uma única pessoa pode salvar várias vidas;

As doações vão para pacientes que precisam de um transplante e estão em uma lista de espera unificada e informatizada, ou seja, em uma mesma base de dados. É a Central Estadual de Transplantes quem gerencia essa lista, e fica responsável por fazer o elo entre os órgãos e os receptores compatíveis;

Essa lista de espera é definida através de critérios técnicos de compatibilidade entre o doador e o receptor, como: compatibilidade sanguínea, antropométrica, gravidade do quadro e tempo de espera na lista.

Converse com a sua família sobre a sua vontade de ser um doador, e ajude a salvar vidas. Afinal, poderia ser um de nós ou da nossa família, esperando na fila por uma doação.

Marttha Franco Ramos, Secretária Executiva de Saúde de Palmas e Conselheira Federal de Farmácia

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