Vinte de outubro, dia D de combate à Sífilis!

De acordo com os dados apresentados pelo Ministério da Saúde, a estimativa é que a cada ano ocorram aproximadamente novecentos e trinta e sete mil casos da doença

As secretarias Estaduais e Municipais de saúde e a Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis (SBDST), realizaram no dia dezenove ações e atividades para marcar o Dia Nacional de Combate à Sífilis.

Todas as ações realizadas tiveram como objetivo ampliar o debate da doença nas comunidades bem como a prevenção, além da conscientização para a eliminação da sífilis congênita (transmitida da mãe para o bebê).

A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. Sua transmissão pode ser feita através das relações sexuais sem preservativos, transfusão de sangue contaminado e da mãe para o bebê, durante a gestação e no parto.

De acordo com os dados apresentados pelo Ministério da Saúde, a estimativa é que a cada ano ocorram aproximadamente novecentos e trinta e sete mil casos da doença, sendo seiscentos e três mil em mulheres e trezentos e trinta e quatro mil em homens.

Sintomas da doença

Os sintomas variam de acordo com o estágio da doença:
Sintomas primários
• Ferida, geralmente única, no local de entrada do corpo pela bactéria: pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca ou outros locais da pele. Esse sintoma costuma aparecer de dez a noventa dias após o contágio.
• Normalmente, não dói, não coça, não arde e não tem pus, e pode vir acompanhada por ínguas na virilha.
Sintomas secundários
• Os primeiros sinais aparecem de seis semanas a seis meses após a cicatrização da ferida.
• Podendo acarretar manchas pelo corpo, incluindo as palmas das mãos e planta dos pés, (essas lesões são ricas em bactérias).
• Também pode ocorrer febre, mal-estar dor de cabeça e ínguas pelo corpo.
Fase latente da doença
• Não aparece sinais ou sintomas.
• É dividida em sífilis latente recente (com menos de dois anos de infecção), e sífilis latente tardia (com mais de dois anos de infecção).
• Sua duração pode variar, podendo ser interrompida com o surgimento de sinais e sintomas da fase secundária ou terciária.
Sintomas terciários
• Pode surgir depois de quarenta anos do início da infecção.
• Normalmente apresenta sinais e sintomas, como: lesões na pele, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar à morte.

Diagnóstico

O diagnóstico pode ser feito através de um exame rápido (TR) de sífilis, que está disponível nos serviços de saúde do SUS. O exame é rápido e fácil de ser lido, seu tempo de resultado é de no máximo trinta minutos, além de ser a principal forma de diagnosticar a doença, não necessita de uma estrutura laboratorial.

Tratamento

O tratamento também é muito fácil, em geral, é feito com penicilina benzatina (benzetacil), até o presente momento, é a principal e mais eficaz forma de combater a bactéria que causa a doença. Em casos específicos, o médico também pode adotar a doxiciclina de 100 mg via oral.

Lembrando que o parceiro também deve ser testado e ser tratado. A melhor forma de prevenção, ainda é o uso de preservativo. Não deixe de se cuidar, compartilhe para que a conscientização da prevenção e tratamento da doença, chegue a mais pessoas.

Marttha Franco Ramos, Secretária Executiva de Saúde de Palmas e Conselheira Federal de Farmácia

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