Atenção ao intelecto

A campanha foi criada para combater a falta de informação com o objetivo de promover o conceito da OMS de que a saúde vai além da ausência de doenças

O conhecimento leva à evolução ética e moral atuando no íntimo da sensibilidade para transformar a maneira como o ser humano percebe a vida e aceita ao próximo. O senso crítico molda decisões acertadas ou equivocadas sobre opiniões, as quais discriminam o que foge do padrão e não se enquadra no requisito de ‘lucidez’. A lista de desejos do instante seguinte significa ter condições em manter-se no mundo e sobreviver diariamente.

Diante de tantos avanços tecnológicos a sociedade vive cada vez mais imersa em um novo modelo de interação com pessoas, máquinas e sistemas. Porém, outros fatores sociais como educação, relacionamento familiar, falta de acolhimento e discriminação muitas vezes podem ocasionar o isolamento. Precisamos ser entendidos sobre o receio de ser feliz, porque a vida é curta. A depressão faz perder a noção do horizonte e cria barreiras de convívio A saúde mental possibilita a assistência a pessoas em situação de vulnerabilidade por uso de entorpecentes ou em situação de rua, para reinserção psicossocial e necessita dos cuidados da assistência farmacêutica, atendimento dos centros de apoio psicossociais (CAPS), serviços residenciais terapêuticos (SRT), em unidades de acolhimento entre outros métodos educativos de amparo.

Na manhã da última quinta-feira, 29, a equipe técnica da saúde mental da Secretaria Municipal da Saúde (Semus) realizou ações em alusão a campanha de saúde que designa o mês de janeiro aos cuidados da saúde psíquica. O grupo do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD III) promoveu orientações ao usuários sobre a importância do conhecimento acerca dos fatores que podem causar desequilíbrio emocional e psicológico. A ação também proporcionou a realização de um caminhada e roda de conversas nos arredores da Praça dos Girassóis e compôs a programação desempenhada no decorrer do mês.

Janeiro Branco

Desde os anos 2.000 a Organização Mundial da Saúde (OMS) vêm alertando sobre o aumento de casos de suicídio. A campanha surgiu em 2014, através da iniciativa de psicólogos de Uberlândia, em Minas Gerais. Até então, o assunto saúde mental era considerado semelhante a associar que pessoas com por algum desequilíbrio sofrem de transtorno mental ou esquizofrenia.

A campanha foi criada para combater a falta de informação com o objetivo de promover o conceito da OMS de que a saúde vai além da ausência de doenças. O Janeiro Branco busca flexibilizar a reflexão da sociedade sobre qualidade de vida e relacionamentos, tendo como foco ampliar o debate.

Política Nacional de Saúde Mental

Trata-se de uma ação do Ministério da Saúde (MS) com o apoio do Governo Federal para alinhar e estruturar estratégias de assistência a pessoas com necessidade acompanhamento em saúde mental. O acolhimento abrange a prestação de atenção assistencial, auxílio de tratamentos de intervenção medicamentosa e terapêutica.

O Ministério aponta que essa proposta de política é direcionada a atenção de necessidades vinculadas a desequilíbrios mentais como depressão, ansiedade, esquizofrenia, transtorno afetivo bipolar, transtorno obsessivo-compulsivo, pessoas com quadro de uso nocivo e dependência de substâncias psicoativas, como álcool, cocaína, crack e outras drogas.

Marttha Franco Ramos, Secretária Executiva de Saúde de Palmas e Conselheira Federal de Farmácia

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