Mercado farmacêutico e os avanços em tempos de Covid-19

O mercado farmacêutico que obviamente sofreu impacto com a chegada da Covid-19, pois o bolso do consumidor sentiu o abalo

Mesmo diante da crise em saúde pública causada pelo novo coronavírus alguns setores continuam ativos fazendo a economia brasileira girar. Entre eles, está o mercado farmacêutico que obviamente sofreu impacto com a chegada da Covid-19, pois o bolso do consumidor sentiu o abalo devido às drásticas mudanças na rotina da população em geral.

Entretanto, mesmo com a queda nas projeções de 2020 com perdas acima dos 120 bilhões neste período de mudanças o varejo brasileiro, por exemplo, não perdeu as esperanças e acredita na retomada dos lucros até 2022.

De acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 40% dos brasileiros tiveram seus rendimentos reduzidos durante a pandemia e, 77% dos trabalhadores tem medo de ficar desempregados perante a crise. O estudo aponta ainda que 74% da população brasileira reduziu os gastos a partir do início da quarentena, passando a adquirir produtos básicos e essenciais. O que representa um cenário inconstante.

O Conselho Federal de Farmácia afirma que nos últimos quatro anos, a participação dos genéricos no mercado brasileiro de medicamentos cresceu significativamente, porque as vendas de unidades passaram de 27,54% do total, em 2015, para 34% este ano. A Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos) indica que 1,5 bilhão de caixas de genéricos no país foram vendidas nos últimos 12 meses.

Em contrapartida, o mercado de genéricos prevê avanços imensuráveis para indústria farmacêutica no Brasil, onde 120 fabricantes são responsáveis por mais de 3,8 mil registros de medicamentos. A líder global no uso de informação, tecnologias e análises avançadas IQVIA prevê que no mês de maio o mercado farmacêutico registre crescimento de 5%, em relação a abril de 2020.

Ainda de acordo com informações do CFF, o Brasil possui 20 medicamentos mais prescritos atualmente, desses 15 são genéricos e estão disponíveis de maneira opcional para tratar

mais de 90% das doenças. Desta forma, a nossa melhor condição no momento é torcer pelo retorno da normalidade em todos contextos comerciais e econômicos após a volta por cima contra o coronavírus.

Marttha Franco Ramos, Conselheira Federal de Farmácia

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