Dignidade, integridade e respeito: campanha Sinal Vermelho contra a violência doméstica

O objetivo da ação é encorajar as mulheres a denunciar seus agressores de maneira discreta e segura, bastando desenhar um ‘X’ em uma das mãos

A pandemia causada pelo novo Coronavírus modificou todos os padrões de interação social, essa alteração não está sendo de todo negativa pelo fato de proporcionar inovação de atividades e descoberta de potenciais nunca estimados. Entretanto, a Covid-19 afetou muitos segmentos da economia aumentando as taxas de desemprego e obrigando a população a aderir o isolamento social como ‘medida de segurança’. Porém, esse isolamento está trazendo a tona uma problemática social de desigualdade e abuso de gênero. É lamentável assumir que mulheres isoladas com seus companheiros estão sendo oprimidas, sofrendo agressão física, moral e psicológica, quando este momento deveria ser aproveitado para promover a aproximação, descoberta, companheirismo e confiança de maneira aprazível.

Atenta a esta questão a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) uniu forças ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e lançou na última quarta-feira, 10/06, a campanha Sinal Vermelho contra a violência doméstica. O objetivo da ação é encorajar as mulheres a denunciar seus agressores de maneira discreta e segura, bastando desenhar um ‘X’ em uma das mãos e exibir ao farmacêutico ou balconista da farmácia. Esta medida foi tomada porque é quase impossível fazer uma denúncia isolada junto ao agressor.

O Conselho Federal de Farmácia (CFF) é um dos apoiadores oficiais da campanha Sinal Vermelho contra a violência doméstica, através da representação de 220 mil farmacêuticos no Brasil. Inicialmente a ação conta com a participação de aproximadamente 10 mil farmácias em todo país, podendo alcançar 90 mil estabelecimentos de saúde. A adesão das farmácias e farmacêuticos é voluntária.

Como funciona?

As mulheres devem observar os estabelecimentos de saúde (farmácias) que exibem os cartazes e folders da campanha. Em seguida, devem apresentar ao farmacêutico ou balconista o ‘X’ marcado na mão, a mesma será acolhida para um local seguro onde possa se expressar sobre sua condição. A vítima de agressão também optar apenas por fornecer seu itinerário (endereço) e o nome do agressor, ou seja, seus dados pessoais.

As farmácias são estabelecimentos de saúde de caráter acolhedor e familiar, onde os pacientes contam com a atenção e orientação do farmacêutico. Por isso, visa auxiliar nesta campanha em prol da segurança do gênero feminino com o propósito de preservar a integridade da mulher.

Após receber a denúncia, o farmacêutico ou balconista deverá seguir um protocolo para comunicar a força policial para que as medidas cabíveis sejam tomadas. É necessário salientar que os intermediários da denúncia não precisarão ser conduzidos a delegacia e não será necessário prestar testemunho a favor da vítima, suas identidades serão preservadas. O CFF estará atento ao cumprimento do protocolo da campanha.

Acompanhe a campanha e saiba mais: http://www.cff.org.br/ | https://www.amb.com.br/ |

https://www.cnj.jus.br/

Marttha Franco Ramos, Conselheira Federal de Farmácia

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