Justiça pode converter prisão de Advogado em preventiva por falta de colaboração

Leopoldo em 2019 nos Correios enquanto a Polícia Civil investigava suspeitas de outros crimes cometidos pelo advogado

Após a “Operação Missiva” da Polícia Federal na última terça-feira, que prendeu o advogado e funcionário dos Correios Leopoldo Souza Lima por suspeita de crimes como associação criminosa, estelionato e peculato, com penas que podem superar os 20 anos de cadeia, a Agência dos Correios da cidade vai ter um novo funcionário a partir da próxima segunda-feira. (continua abaixo)

Ainda na quarta-feira, servidores dos correios realizavam uma auditoria interna na agência de Pequizeiro para apurar eventuais prejuízos e outros crimes que podem ter sido cometidos contra a instituição, uma vez que Leopoldo era o único funcionário do Local.

Leopoldo permanece preso temporariamente pela Polícia Federal em Palmas por suspeita de ter causado prejuízos de R$ 50 mil aos cofres da instituição. Segundo a Polícia Federal a organização criminosa enviava falsas encomendas para amigos e parentes que nunca eram entregues de propósito. Em seguida as supostas vítimas ingressavam com ações judiciais pedindo indenizações na justiça.

Além de Leopoldo, alguns amigos, parentes e até uma ex-namorada são suspeitos de envolvimento nos crimes. Segundo a Folha Capital apurou a Polícia Federal deve pedir a conversão da prisão temporária de Leopoldo em prisão preventiva, uma vez que ele não teria colaborado em seu depoimento.

Aniversário

A operação da polícia federal ocorre um ano depois de uma outra operação, mas da polícia civil, a pedido do Ministério Público Estadual que investiga um contrato suspeito de superfaturamento entre Leopoldo Souza Lima e o seu tio Valdez de Souza Lima Filho (PT), que é vereador e presidente da Câmara Municipal de Pequizeiro.

Nossa reportagem procurou o presidente da OAB, Gedeon Pitaluga, que informou que a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins está acompanhando o caso de Leopoldo para a garantia das prerrogativas de Leopoldo. No entanto, no dia da operação a OAB sequer foi avisada que ele seria preso.

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