Palmas registra a menor taxa de internação dos últimos meses, abaixo de 15%

Leitos nas Unidades de Pronto Atendimento continuam à disposição da população de Palmas - Fotos: Raiza Milhomem
O Boletim Epidemiológico Nº 232 desta sexta-feira, 06, traz a menor taxa de ocupação hospitalar total em Palmas dos últimos seis meses, 14,6%. Leitos clínicos públicos e privados estão com 7,8% de ocupação, enquanto a taxa de ocupação das UTIs (públicas e privadas) é de 22,3%. Os leitos exclusivos para Covid-19 nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul estão todos desocupados conforme a atualização mais recente do boletim. Já a taxa de transmissão do novo coranavírus em Palmas vem se mantendo abaixo de um nas últimas dez semanas. (continua abaixo)

Dados como taxa de internação e taxa de transmissão, que vêm numa tendência de queda nas últimas semanas, são utilizados pelo Comitê de Operação de Emergência em Saúde (COE Palmas Covid-19) para embasar decisões da Prefeitura de Palmas quanto à retomada gradual das atividades econômicas, do serviço público e de lazer na Capital. Desde que foi anunciado, em maio deste ano, o Plano de Descontingenciamento vem sendo executado de forma responsável e segura para a população palmense, a fim de que o retorno das atividades não comprometa o cenário epidemiológico.

Ao recomendar medidas restritivas ou de flexibilização de qualquer atividade, seja ela pública ou privada, comercial ou de lazer, o COE analisa a natureza da atividade e seu potencial de risco para a transmissão do novo coronavírus, combinados aos dados epidemiológicos que são monitorados diariamente. A Vigilância Sanitária (Visa), por sua vez, elabora as normas técnicas com base nos protocolos previamente discutidos com representantes dos segmentos em fase de reabertura.

Assim ocorreu com a reabertura gradativa do comércio em geral, incluindo bares e restaurantes, no mês de junho; a volta do acesso do público a espaços de lazer públicos e privados como praias, parques e clubes; o retorno de 100% do atendimento presencial nos órgãos da administração pública municipal e, mais recentemente, a permissão para realização de alguns tipos de eventos, sujeita à elaboração e cumprimento de protocolos específicos. 

Investimentos

Graças às medidas responsáveis adotadas logo no primeiro caso da doença em Palmas, o Município teve tempo de preparar sua estrutura de saúde pública para atender ao aumento da demanda no período mais crítico da pandemia, nos meses de julho e agosto. Mais de R$ 36 milhões, dos R$ 42 milhões destinados ao enfrentamento da pandemia, já foram investidos em várias ações. Dentre elas, destacam-se a destinação de mais de R$ 15 milhões para a compra de medicamentos; R$ 6 milhões em insumos de enfermagem e equipamentos de proteção aos profissionais da saúde; instalação de 41 leitos exclusivos para Covid-19 nas UPAs Sul e Norte; requisição de 36 leitos clínicos e credenciamento de 10 leitos de UTI na rede particular de hospitais; e oferta de mais de 45 mil testes de Covid-19 (outros 55 mil testes rápidos em fase de aquisição).

A Secretaria Municipal da Saúde (Semus) também criou cinco Unidades Sentinelas com mutirões de testes nos finais de semana; ampliou o horário de atendimento em 30, das 34 Unidades de Saúde da Família; contratou 64 novos profissionais de saúde, sendo 17 médicos; e dobrou o adicional de insalubridade pago aos servidores da Saúde. 

Assim, de forma segura e orientada pelo COE Palmas Covid-19, e contando com a colaboração da população no cumprimento das medidas sanitárias básicas como uso de máscara, distanciamento social e higienização das mãos, o Município de Palmas vem promovendo gradualmente a retomada de algumas atividades, mediante protocolos específicos para cada segmento, com segurança e responsabilidade. 

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