Ministro Gilmar Mendes diz que redução das zonas eleitorais são necessárias para acabar com gastos injustificáveis

O ministro participou da solenidade que encerra o cadastramento biométrico no Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Gilmar Mendes, esteve na Capital do Tocantins nesta sexta-feira, 02, em solenidade que marcou a conclusão do projeto Tocantins 100% biométrico.


O Estado é o primeiro do país a concluir o cadastramento biométrico dos eleitores em 2017, juntando-se a outros três Estados, Amapá, Alagoas, Sergipe e o Distrito Federal, que concluíram o cadastramento biométrico em anos anteriores.


Na solenidade que aconteceu no auditório do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO), o ministro destacou que o sucesso da biometria no Tocantins torna o processo eleitoral mais moderno e seguro. “O voto dos eleitores do Estado está ainda mais seguro, o Tocantins é 100% Biométrico, todos os seus municípios podem contar com mais uma ferramenta de transparência e segurança na hora do voto”.


O presidente também ressaltou a importância desse processo para evitar qualquer tipo de fraude ou insegurança nas eleições. "Com o Tocantins 100% biometrizado, não precisaremos mais depender de um documento de identificação, o qual as pessoas poderiam ter 27, um em cada Estado do território brasileiro". Ele também parabenizou a equipe do TRE pelo árduo trabalho de levar a impressão digital em territórios de difícil acesso, como as aldeias indígenas, e a dedicação de atendimentos itinerantes e em dias de feriados e finais de semana.


Questionado sobre a portaria do TSE que reduz em mais da metade das zonas eleitorais do Tocantins (54% serão extintas, das 35 existentes, 19 serão retiradas), o ministro afirmou estar analisando as peculiaridades locais com todos os tribunais. "Há uma falta de parâmetro, por exemplo, o Estado do Rio de Janeiro embora tenha metade do eleitorado de São Paulo, tinha o dobro de zonas eleitorais, portanto, nós acabávamos com gastos que não se justificavam, e isso envolve também outros Estados do interior, como o Tocantins. Estamos dialogando para que tenhamos uma adequada solução, de modo que a redução das zonas eleitorais não prejudique a qualidade dos serviços".

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