Presidente do PSL quer fim das indicações políticas no Tocantins

Antônio Jorge afirma que vai trabalhar para lançar candidatos a prefeito nos municípios tocantinenses em 2020

Em entrevista exclusiva à folha Capital há menos de um mês da posse do novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, o presidente do PSL no Tocantins, Antônio Jorge, que foi candidato ao Senado nas eleições de outubro, disse que vai requerer que os cargos de órgãos federais no Tocantins sejam ocupados por técnicos.

Segundo Antônio Jorge atualmente os cargos federais no Tocantins como na Funasa, Funai, AGU, Receita Federal, entre outros, são ocupados por indicações políticas de deputados e senadores em troca de apoio político. “Os cargos precisam ser ocupados por técnicos com conhecimento nas áreas que vão ocupar. Pode ser até que esse técnico tenha alguma filiação partidária, mas, quanto a isso não há problema, desde que ele tenha formação e conhecimento técnico para exercê-la e não alguém que apenas indique”, salientou.

Questionado sobre como vai se dar o apoio da bancada tocantinense ao governo federal, formada por oito deputados e três senadores, uma vez que não terão mais direito às indicações políticas, Jorge foi enfático em dizer que terá que se dar por ideologia e pela análise das propostas. “O povo elegeu o Bolsonaro porque estava cansado da política do toma lá dá cá e os políticos do Tocantins e do Brasil têm que entender esse recado das urnas. Não à toa, apenas quatro dos dez cargos na Câmara e no Senado que estavam em jogo foram ocupadas por políticos reeleitos, enquanto as outras seis foram renovadas por novos nomes”, disparou o presidente do PSL estadual.

Nossa reportagem também indagou como fica a presidência do partido, uma vez que existem políticos com mandato dispostos a tomar para si a sigla no Tocantins. Jorge disse que não teme perder o controle do partido e que isso já foi tentado, mas a comissão nacional reafirmou que ele e a atual comissão estadual continuarão comandando a sigla no Tocantins.

“Eu conheço o Bolsonaro desde a década de 1990. Fomos companheiros na Câmara Federal durante oito anos, e vim para o PSL para contribuir. Infelizmente o então candidato a governador Mauro Carlesse e outros políticos do estado não declararam apoio a Bolsonaro, perdendo uma grande oportunidade de nos apoiar, e no segundo turno apenas três prefeitos fizeram isso, sendo o principal deles Moisés Avelino (MDB), de Paraíso do Tocantins. Mesmo assim, conseguimos reduzir a vantagem para o candidato do PT para apenas um ponto percentual. Isso nunca havia ocorrido no Tocantins. Agora não adianta ir até Brasília dizer que apoiou Bolsonaro aqui no Estado, porque os responsáveis por tudo fomos nós”, alfinetou.

Expansão

Antônio Jorge disse que espera se encontrar em Breve com Bolsonaro e que a meta do partido no Tocantins é lançar candidatos a prefeito no maior número de municípios do Tocantins. “Vamos fazer crescer o partido da melhor maneira possível. Eu vou mostrar para o presidente o trabalho que eu e os nossos companheiros estamos desenvolvendo no Estado e vamos ampliar a sua base de apoio aqui no Tocantins”, declarou.

Sobre projetos polêmicos de Bolsonaro como facilitar a posse de armas e fogo e a redução da maioridade penal Antônio Jorge disse ser totalmente a favor e vai trabalhar junto à bancada tocantinense e a população do Estado para que apoiem essas iniciativas. Ele disse também ser favorável que os detentos tenham que trabalhar para custear sua estadia na cadeia e o fim do auxílio reclusão.

“A população brasileira não aguenta mais ser vítima de bandidos. Eu mesmo já fui assaltado com uma arma apontada para a minha cabeça e sei o que o cidadão sente quando vê os criminosos entrando e saindo da cadeia como se fosse um hotel de luxo. Eles precisam ser obrigados a trabalhar, para custear sua estadia e também aprender uma profissão. Hoje as cadeias são verdadeiras universidades do crime. Precisamos acabar com isso, inclusive com a redução da maioridade penal”, afirmou, dizendo ainda que “assim que for liberado o porte arma, eu mesmo vou comprar uma. E mesmo quem não comprar vai ser beneficiado, pois o bandido vai pensar duas vezes antes de assaltar o cidadão ou de entrar na sua casa, pois vai saber que ali pode ter um cidadão armado, pronto para se defender”, vaticina.

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