Jalapão encanta turistas com suas belezas naturais singulares sem paralelo no Brasil

O empresário Casciano Oliveira, um dos integrantes da expedição, brincou nas dunas com a vestimenta típica dos árabes em pleno deserto do Jalapão

Uma expedição realizada por sete famílias com 30 pessoas, sendo metade delas crianças de cinco a nove anos, visitou o jalapão graças ao fim de semana prolongado do aniversário de Palmas, no último dia 20 de maio.

Saindo de Palmas no sábado às 06h00 a expedição se dirigiu até a cidade de Novo Acordo a 120 quilômetros de Palmas, onde tomou café da manhã. O asfalto também acabava ali. Pela frente 130 quilômetros de estradas de terra até a Cachoeira das Araras, a primeira parada já dentro do Parque Estadual do Jalapão.

O almoço foi no restaurante local e a visitação na cachoeira é gratuita para quem faz a refeição ali, no valor de R$ 45 para os adultos e R$ 22,50 para as crianças. Para os demais o valor da entrada é de R$ 10 por pessoa.

A cachoeira é muito parecida com as encontradas no distrito de Taquaruçu, com uma bela queda d’água e um reservatório feito com pedras locais que chega a 1,8 metro de profundidade. O principal diferencial em relação a outras cachoeiras é que a água tem uma temperatura agradável, nem fria, nem quente demais. Entretanto as pedras no fundo podem não ser confortáveis, sendo recomendado o uso de algum tipo de sapatilha.

Horas depois a expedição se despediu da cachoeira e passou direto pela cidade de São Felix e dirigiu ao fervedouro Bela Vista, o mais belo de toda a região e tem o preço de R$ 20 por pessoa por 20 minutos, com, no máximo, 10 pessoas de cada vez.

A água puríssima e transparente brota do chão tão oxigenada que não permite aos frequentadores afundar, permitindo momentos de total relaxamento em meio a uma paisagem cercada pelo verde da mata ciliar e um fundo azul claro, que deixa o passeio ainda mais inesquecível.

Saindo do Bela Vista foi a vez de visitar o Fervedouro Alecrim, que além de todos os atrativos encontrados no anterior conta ainda com uma escadaria de onde os turistas podem fazer fotos que certamente vão ilustrar porta-retratos mundo afora, uma vez que cerca de 80% dos turistas que visitam o Jalapão são de outras parte do Brasil e do mundo.

Já de tardezinha e bem cansados da viagem e dos passeios a expedição se dirigiu à Pousada São Felix, que conta com uma grande infraestrutura para receber os turistas. Desde um bar completo até sauna e ofurô, onde muitos integrantes da expedição aproveitaram para relaxar, enquanto as crianças, cheias de energia e sem o cansaço do volante e da organização brincam até acabarem as suas últimas energias.

Dia 02

O segundo dia começou com um café da manhã no hotel e a saída para a Cachoeira do Formiga, para muitos a melhor atração da viagem. Já na chegada da cachoeira ninguém se lembra mais dos mais de 55 quilômetros de estrada até o local. A água, ainda mais transparente que a dos fervedouros oferece uma vista subaquática inigualável, com pontos fundos e rasos, propícia para todo tipo de nadadores. Os mais corajosos enfrentam a correnteza a nado para chegar nas pedras. “A água desta cachoeira é mais translúcida que a de Bonito, no Mato Grosso do Sul”, afirmou a engenheira Daniele Miranda, uma das integrantes da expedição que já esteve por várias vezes em Bonito, mas que visitava o Jalapão pela primeira vez. Um restaurante simples no local oferece uma comida deliciosa a preços módicos.

No início da tarde foi a hora de ir para um dos principais cartões postais do Jalapão: as dunas de areia, que se erguem por cerca de 30 metros acima do nível do solo, algo impossível para quem não estiver em um carro com tração nas quatro rodas.

Depois de chegar no local do estacionamento enfrentando um emaranhado de estradas sinuosas e muito arenosas é preciso andar cerca de 800 metros até chegar na maior das dunas, na qual os visitantes precisam de certa disposição para vencer os seus quase 30 metros de altura. Mas, uma vez no topo, a felicidade de estar naquele local, com uma vista de 360 graus em todas as direções é indescritível e contagia todos da expedição, principalmente as crianças que correm sem parar, observadas por guias, que chamam a atenção toda vez que alguém cruza a linha de segurança que limita a área da atração.

No fim da tarde o pôr-do-sol no alto da duna é um espetáculo à parte em si mesmo e na luz que projeta numa serra próxima, erodida pela chuva e que reflete tons de rosa, provocando uma sensação visual indescritível.

O parque abre todos os dias às 14h fecha às 18h30, mas mesmo após esse horário é possível encontrar pessoas retornando, seja por atrasos, seja por atolamentos mesmo de carros preparados para enfrentar o piso arenoso.

Já em Mateiros, onde a expedição passou a segunda noite a maioria dos integrantes teve disposição apenas para descer algumas malas para os quartos, dos quais sairiam apenas para jantar, já pensando no último dia de viagem.

Dia 03

No último dia os integrantes da expedição se dividiram entre os que queriam chegar em casa mais cedo e por isso abriram mão de ir até a Prainha no Rio Novo e os que quiseram aproveitar o local. Mesmo a metade que foi embora mais cedo parou sobre a ponte que cruza o rio para fazer fotos. Os que pararam no local permaneceram ali por cerca de duas horas e adoraram a atração, que também conta com um restaurante, no qual almoçaram.

A última atração do dia, entes de chegar na cidade de Ponte Alta do Tocantins foi o Cânion Sussuapara, que após poucos minutos de caminhada e uma escadaria que permite a chegada até o fundo, encanta pelos paredões cheios de raízes e com água minando das pedras, dando uma sensação de que está chovendo o tempo todo. Uma pequena cachoeira no final do cânion deixa as crianças ainda mais felizes e prontas para finalmente encerrar a expedição.

Ao chegar em Palmas e fazer uma avaliação da viagem é possível concluir que mais do que o gado e a soja produzidos aqui, tanto em termos de beleza quanto financeiros, o Jalapão é o maior tesouro do Tocantins. Uma pena que não esteja sendo utilizado no total da sua potencialidade.

Outras atrações

Para aqueles que têm mais tempo disponível, duas atrações que valem a pena serem visitadas é a comunidade quilombola Mumbuca, que colhe e produz peças a partir do capim dourado e a Cachoeira do Velha, que não é própria para banho, mas oferece a prática de rafting para os mais aventureiros.

O fim de tarde na Pedra Furada e uma ida até a Lagoa do Japonês também são incluídos por alguns turistas em seus roteiros, mas muitos preferem fazer uma viagem específica para esses dois roteiros a partir da cidade de Ponte Alta.

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