Humanização e solidariedade no Morada do Sol em ação dos “Defensores na Comunidade”

Defensoria Pública e parceiros realizam 1.400 atendimentos em Ação no setor Morada do Sol, em Palmas

A 2ª edição do programa “Defensores na Comunidade”, realizada no último sábado, 31, na Escola Municipal de Tempo Integral Maria Rosa de Castro Sales, no bairro Morada do Sol, em Palmas, foi marcada por diversidade, solidariedade e humanização nos atendimentos. Mais de 200 voluntários, entre servidores da instituição e parceiros, se uniram no programa voltado à solidariedade, numa ação que resultou em cerca de 1.400 atendimentos.

“Fizemos muito bem para a população carente do local. Verdadeiramente distribuímos cidadania. Por isso, é importante agradecer a todos os membros e servidores voluntários, e aos parceiros: todos foram fundamentais. É esse tipo de trabalho que ressalta que a Defensoria Pública é uma instituição que vai além do atendimento jurídico”, ressaltou o defensor público-geral Fábio Monteiro dos Santos.

Com o atendimento jurídico da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) como carro-chefe do trabalho, as maiores procuras foram relacionadas à emissão de carteiras de identidade, carteira de trabalho, Título de Eleitor e CPF. “Os serviços mais procurados são os de documentos pessoais, que são documentos imprescindíveis para que essas pessoas carentes possam ter acesso ao emprego, que é essencial para a dignidade humana”, declarou o defensor público Leonardo Coelho, coordenador do programa.

Os irmãos Ana Cleide Pereira (vendedora) e José Roberto Pereira Neto (pedreiro), que até pouco tempo residiam no Maranhão, foram juntos para garantirem a transferência do título de eleitor e ela a emissão da carteira de trabalho. “Fiquei muito feliz porque agora podemos exercer a nossa cidadania com o voto e procurar um emprego na terra que escolhemos para morar”, disse Ana Cleide.

Muitos dos assistidos já chegaram à escola com uma listinha pronta com as escolhas pretendidas dentre as mais de 30 opções. “Eu estou amando passar o dia aqui. Estou sendo muito bem atendida. Vim, principalmente, para fazer a primeira identidade do meu netinho e para pedir atendimento jurídico para resolver uma fraude do banco na minha conta. Mas, é claro, que eu não vou perder a oportunidade de me cuidar também. Já aproveitei para fazer teste de pressão, glicemia, fiz massagem e quem sabe até vou ganhar uma cesta básica”, comemorou a aposentada Maria das Neves, de 68 anos.

Humanização

A cortesia no atendimento dos servidores e parceiros voluntários, inclusive, foi bastante elogiada pelos assistidos. Cumprindo o objetivo do programa, a humanização foi pregada desde a recepção ao atendimento dos assistidos.

“Nem sempre a gente chega a um local de atendimento e consegue se comunicar. A exclusão com as pessoas com deficiência é muito grande, mas aqui eu me senti bem acolhido, pude não só me expressar bem como também ter assistência para tentar solucionar muitos problemas do dia a dia”, elogiou Andre Vinicius Pereira Loureiro, que tem deficiência auditiva e foi acompanhado em Libras pela servidora da DPE-TO Flávia Lêntula. Ele aproveitou para resolver pendências com certidões eleitorais, corte de cabelo, 2ª via de CPF, atendimento jurídico e negociação com a BRK.  

A servidora o acompanhou desde a triagem até aos encaminhamentos às salas do projeto. “O atendimento jurídico e social precisa estar disponível a todos. Por isso, é importante essa inclusão social da comunidade surda nos atendimentos prestados pelos órgãos públicos e privados. Eles compartilham dos mesmos interesses comuns à sociedade”, declarou Flávia Lêntula, ao contar que se sentiu honrada por se permitir ser o canal de comunicação das pessoas com deficiência auditiva durante a ação.

Esta edição do “Defensores na Comunidade” atendeu moradores dos setores Morada do Sol 1, 2 e 3, Vale do Sol, Laila, Maria Rosa, setor Sul, Vista Alegre, Taquaralto, Santa Fé, chacareiros do Lago Taquari e da Vila Agrotins. O estudante Ricardo Felipe Dias veio especialmente da Vila Agrotins para trazer o seu cachorro Jacky para fazer o teste de calazar. “Eu estava desconfiado que ele estava doente, mas não tinha nem tempo e nem condições de ir até o centro para fazer o teste. Quando vi que ia ter aqui na região Sul não perdi tempo e vim logo. Descobrimos que ele está mesmo com calazar e já vamos, urgente, tomar as providências”, disse.

Jurídico

Entre os atendimentos jurídicos estava a Central de Atendimento à Família (CAF), sendo o de maior procura na ocasião. Coordenado pela defensora pública Maurina Jácome Santa, ela conta que pensão alimentícia foi a principal demanda. “Foi muito importante trazer este atendimento mais perto da comunidade, principalmente, por ser um sábado, pois muitos não podem ir até a Defensoria Pública durante a semana”, complementou.

Os assistidos puderam contar, ainda, com cadastro de habitação, regularização fundiária e IPTU; Cadastro Único; orientações preventivas odontológicas e planejamento reprodutivo; teste para Sífilis, HIV e Hepatites B e C; exame papanicolau; atualização da Carteira de Vacinação; teste para Calazar em cães; corte de cabelo; massagem; curso de artesanato; e brincadeiras para as crianças.

Parceiros

Esta edição contou com atuação de diversos parceiros. Saiba quem são eles: http://www.defensoria.to.def.br/noticia/37030.

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