Rede de Leitura inclusiva reúne alunos de escolas municipais no Parque Cimba

Entre os trabalhos, obras escritas em braile, que possibilitam a leitura para os cegos ou pessoas com baixa visão.

Alunos da Rede Municipal de Ensino de Araguaína participaram da terceira edição do Encontro da Rede de Leitura Inclusiva realizada pela Secretaria da Educação do Município. O encontro foi realizado nesta terça-feira, 3, no Parque Cimba, dentro das ações da Semana de Conscientização dos Direitos da Pessoa com Deficiência, promovida pela Defensoria Pública e parceiros, incluindo a Prefeitura.

Durante o evento tiveram palestras, rodas de conversa sobre inclusão, contação de histórias com material acessível, dinâmicas de interação com acessibilidade, além da exposição de materiais pedagógicos e livros didáticos inclusivos.

Entre os trabalhos, obras escritas em braile, que possibilitam a leitura para os cegos ou pessoas com baixa visão e outros materiais como livros ilustrativos que dão suporte para a alfabetização e inclusão de crianças e adultos com autismo, por exemplo.

Leitura inclusiva

O encontro anual da Rede de Leitura faz parte do Projeto Nacional da Fundação Dorina Nowill para cego, em que a Secretaria Municipal da Educação é parceira.

“Nosso papel enquanto Município é promover o incentivo à leitura, garantindo o acesso de todos ao conhecimento. Nessa missão, é fundamental receber o apoio de trabalhos como o realizado pela Fundação Dorina Nowill, que vem como suporte para nossas ações”, explicou Ana Paula Sousa, diretora de Educação Especial do Munícipio.

Ainda de acordo com a diretora, atualmente, são mais de 600 alunos de escolas e creches municipais com algum tipo de necessidade inclusiva e que tem acesso aos mais variados livros didáticos adaptados a cada necessidade, enviados pelo projeto.

A Girlene Nascimento dos Santos fez parte desse número. “Hoje consegui concluir meus estudos, graças à ajuda dos projetos realizados nas escolas que me permitiram, mesmo com a baixa visão, ter acesso a tudo que precisava na leitura e escrita, como os outros colegas. Agora vou pensar na faculdade”, destacou a estudante.

Direitos garantidos

Os deficientes podem contar com diversos atendimentos ofertados pelo Município nas áreas de Educação, Saúde e Assistência Social: Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), Centro-Dia, Clínica Escola Mundo Autista, Central de Interpretação de Língua Brasileira de Sinais (CIL), Núcleo de Apoio Pedagógico aos Deficientes Visuais de Araguaína e agora também com o Centro Especializado em Reabilitação (CER), que vai atender aos quatro tipos de deficiência: física, intelectual, visual e auditiva.

Programação inclusiva

Na programação, ainda estão previstos mais três eventos inclusivos. Nesta quarta-feira, 4, será realizada ginástica funcional na Via Lago, às 17h30. Às 14 horas do dia 6, haverá audiência na Câmara Municipal para discutir as soluções para as dificuldades encontradas pelos deficientes na cidade.  O encerramento da semana será no sábado, dia 7, às 16 horas, com apresentação do Coral da APAE e Recital de Poesias pelo Grupo ArtPalco, no auditório do Centro Universitário Unitpac.

Além da parceria da Prefeitura, por meio das secretarias da Educação, Cultura, Esporte e Lazer e da Assistência Social, a semana tem a realização do Núcleo Aplicado das Minorias e Ações Coletivas (Nuamac) de Araguaína e da Defensoria Pública do Estado (DPE), com parcerias do Centro Universitário Unitpac, Rotary, Associação dos Deficientes de Araguaína, Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência e APAE.    

“Hoje consegui concluir meus estudos, graças à ajuda dos projetos realizados nas escolas que me permitiram, mesmo com a baixa visão, ter acesso a tudo que precisava na leitura e escrita", disse a ex-aluna.

FAÇA SEU COMENTÁRIO