Por Marcos Kalil – Jornalista/Radialista, DRT 0443/TO
O processo eleitoral do CREF14/GO-TO, realizado em novembro de 2024, tornou-se um exemplo preocupante de como decisões administrativas podem ameaçar a legitimidade democrática dentro dos conselhos profissionais.
Mesmo com vitória da Chapa 1 nas urnas — 579 votos contra 432 — e proclamação oficial do resultado, o CONFEF anulou o registro da chapa vencedora com base em uma sindicância interna. A Justiça Federal, por sua vez, restabeleceu o direito à posse por meio de liminar concedida em dezembro. Ainda assim, até julho de 2025, a nova diretoria segue impedida de assumir.
Ignorar o voto da categoria e uma decisão judicial é grave. Fere a confiança dos profissionais e fragiliza a imagem do sistema CONFEF/CREFs. Conselhos existem para representar suas categorias com ética, legalidade e transparência — não para se tornarem reféns de interesses internos.
A democracia precisa ser respeitada. Se a eleição foi legítima e a Justiça confirmou o resultado, a posse deve ser imediata.
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Marcos Kalil é jornalista e radialista, DRT 0443/TO, e profissional de Educação Física, CREF 001176-G/TO.
