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Falta merenda, transporte e livros didáticos na rede pública

Para mães e alunos a merenda é insuficiente e de má qualidade. Também estariam faltando livros e material didático.

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Enquanto nossa equipe de reportagem esteve na cidade de Guaraí, a 180 quilômetros ao Norte da capital Palmas, diversos pais de alunos nos procuraram para relatar um problema grave, que vem ocorrendo desde o início do ano na rede pública municipal de ensino, a qualidade da merenda escolar e a redução na quantidade de refeições dos alunos.

Segundo a mãe de N.R. de seis anos, aluna da escola Leôncio de Sousa Miranda, até 2015 a escola oferecia almoço para todas as crianças, mas desde o início deste ano elas estão sendo liberadas às 11 horas da manhã, sem almoçar. A mãe relata que apenas em alguns casos, de crianças que moram na zona rural, o almoço continua sendo oferecido e as crianças são liberadas às 15 horas. “Desde o início desse ano as crianças recebem um lanche na hora que chegam, que na maioria das vezes é só um mingau, leite ou bolacha”, afirma a mãe, que para evitar que sua filha fique com fome envia lanche de casa.

A mãe revela ainda que diferentemente dos anos anteriores, em 2016 chega a faltar material escolar e também teve que comprar o uniforme da sua filha. “Uma das professoras me disse que não estão oferecendo almoço por falta de comida, que dá apenas para aqueles que moram na roça e que às vezes não consegue ministrar as aulas como gostaria por falta de material didático adequado para as crianças”, denuncia.

A mãe de E.S.G. de três anos matriculada Centro Educacional Infantil Aquarela, disse que a criança chega na escola às 7h e saí às 14h. Segundo a mãe a merenda de manhã é leite com bolachas, ou cuscuz, ou apenas um pedaço de bolo. Já o almoço é arroz com feijão e carne, mas essa última nem sempre tem.

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Superlotação
Outra mãe, que preferiu não se identificar por medo de represálias reclamou da superlotação da Escola Sossego da mamãe e da falta de livros didáticos. Segundo ela as salas chegam a ter 40 alunos, o que prejudica o aprendizado das crianças, já que o professor não consegue controlar como deveria a turma. “Trabalho na área pedagógica e sei que uma sala como a do meu filho, que está no terceiro ano primário deveria ter, no máximo, 20 alunos, além de um auxiliar para ajudar o professor. Mas, ao invés disso, a sala tem 40 crianças e o professor fica sozinho. Sem falar que não foram disponibilizados livros para todos os alunos e muitos estão tendo que partilhar os livros com os colegas, o que atrapalha ainda mais a evolução intelectual deles.

Uma outra mãe tem dois filhos que estudam na escola Maria do Socorro Coelho Silva, M. e E. Segundo as próprias crianças eles não gostam da merenda e preferem levar a comida de casa ou que a mãe lhes dê dinheiro para comprar. “A merenda é muito ruim. Na maioria das vezes é leite com biscoito no lanche e nem sempre o almoço tem carne. Um dia desses almoçamos só arroz com farofa. Nenhum dos colegas gosta, mas quem não compra ou leva de casa acaba comendo para não ficar com fome”, afirma M. que tem 10 anos e faz a quarta-série.

 

Transporte
O transporte escolar em Guaraí também não passa pelos seus melhores dias. Recentemente alunos de vários assentamentos e comunidades rurais ficaram sem transporte escolar por falta de ônibus. Segundo alunos e pais, que preferem não ter o nome revelado por medo de represálias, os motoristas teriam dito que os ônibus pararam de circular ou porque estavam em manutenção e ou estavam sem combustível. “Meus dois filhos ficaram uma semana sem ir na aula e o que disseram para nós quando o ônibus voltou a circular é que a prefeitura estava sem dinheiro para colocar combustível nos ônibus, o que é uma vergonha, pois a gente sabe que esse dinheiro já vem lá do Governo federal e não deveria faltar nada”, afirma uma mãe.

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Resposta
Procurada por nossa reportagem na manhã da última sexta-feira, dia 24, a secretária Crisalba Guimarães disse que não iria responder nada verbalmente e pediu que enviássemos um e-mail com as perguntas. Até o fechamento desta edição, na sexta-feira, às 20 horas não havia chegado a resposta para as nossas perguntas. O espaço continua aberto.

 

NOTA DA REDAÇÃO

Após a publicação desta matéria várias mães entraram em contato conosco pedindo para ter o nome retirado da reportagem devido a ameaças de retaliação que estariam sofrendo por parte de pessoas atingidas diretamente por esta matéria. O Jornal Folha Capital reafirma seu compromisso com a verdade e com a justiça e já colocou à disposição das famílias os advogados da empresa no sentido de darem todo o suporte para as famílias. Inclusive com a instauração de denúncias e processos judiciais contra aqueles que não admitem terem seus interesses contrariados e querem manter o status quo das coisas para continuarem com suas mazelas, ameaçando quem contraria os seus interesses.

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Fanta Maracujá volta ao mercado brasileiro e lança plataforma “Mais Mix, Mais Diversão”

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Com o lançamento de Fanta Maracujá, a marca está expandindo seu portfólio e convidando os consumidores a combinarem Fanta com seu lanche favorito 

Desde 2021, Fanta vem se posicionando como um antídoto contra o ´cinza´ do mundo com a campanha “Colorful People”, que celebra os jovens de espírito que querem evocar o lado colorido da vida. Fanta convida as pessoas a se divertirem e apreciarem um momento de indulgência em suas rotinas, criando experiências mais coloridas e cheias de sabor. No Brasil, a marca acaba de lançar o sabor regular Maracujá, inovando e aumentando o portfólio de sabores existentes: Laranja, Uva e Guaraná.

O sabor Maracujá já foi testado no mercado brasileiro em 2012 na edição limitada e, agora, volta como opção regular de Fanta para os consumidores da marca inquietos por novidades. Uma pesquisa realizada pela marca no Brasil, mostrou que o maracujá era o próximo sabor mais desejado do refrigerante no país. Fanta Maracujá já está disponível nos mercados de todo o Brasil em embalagens mini (200ml/220ml ou 250ml), lata 310ml ou 350ml e PET de 2L.

Além disso, para reforçar esse compromisso com o novo e com os anseios dos consumidores, a marca também lançou a plataforma “Mais mix, mais diversão”, que estimula o consumidor a combinar seu sabor da Fanta favorito com lanches, momentos e paixões.

O conceito da nova plataforma “Mais mix, mais diversão” integra consumidores e criadores com o novo mundo indulgente da marca, com bom humor, que quebra a seriedade do dia a dia e oferece momentos leves e coloridos através de lanches deliciosos – pequenos momentos de pausa para se recompensar. A ideia é inspirar a descoberta de novas combinações. Os seus lanches favoritos e seu sabor de Fanta favorito, podem oferecer uma combinação especial, tornando tudo mais divertido, e é claro, saboroso. E pode ser combinado até com uma enorme paixão e suas rotinas ou um grande momento especial. O convite é para criar sabores com seus lanches favoritos, então desta forma, eles podem experimentar criar seus próprios sabores de Fanta combinados. Para essa divulgação, a marca contou com Nosferotika e Ary Fontoura falando um pouco dos snacks preferidos com Fanta.

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“Identificamos que os consumidores querem trazer mais cor, diversidade e diversão para seus dias. Por isso, quisemos fazer da Fanta a parceira perfeita para suas necessidades e tornar-se uma alternativa divertida para misturar e trazer cor aos seus lanches diários. Estamos lançando novos sabores em toda a América Latina, como o Maracujá no Brasil, com base nas preferências dos consumidores de cada mercado. Esta novidade pretende motivar as pessoas a despertarem seu “espírito jovem” para lutar contra o tédio no mundo, para trazer humor e tornar a vida mais divertida e colorida, como nossa campanha “Mais mix, mais diversão” diz Javier Meza, VP de Marketing da Coca-Cola América Latina.  

Todas estas ativações e lançamentos de novos sabores fazem parte da expansão estratégica da marca pela América Latina, convidando o público a fazer parte do processo de criação e diversão, fazendo combinações e encontrando seu jeito favorito próprio de consumir Fanta.

Sobre a Coca-Cola Bandeirantes

A Coca-Cola Bandeirantes é uma empresa do segmento de bebidas do Grupo José Alves que atua nos estados de Goiás e Tocantins há mais de 35 anos. Fundada em 1987, emprega mais de 2.700 colaboradores diretos e 5.000 indiretos. A empresa possui um centro produtor situado no município de Trindade, em Goiás, com nove centros de distribuição nas cidades de Palmas, Gurupi, Itumbiara, Uruaçu, Anápolis, Dianópolis, Rialma, Porangatu, Morrinhos e três Crossdocking nas cidades de São Luís de Montes Belos, Rio Verde e Aparecida de Goiânia. Atende diretamente 228 cidades e mais de 33.400 pontos de vendas.

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Produz, distribui e vende de forma exclusiva em sua área de atendimento, os refrigerantes da Coca-Cola Brasil, além do suco Del Valle Frut. Distribui e vende de forma exclusiva para sua área de atendimento, as cervejas da Heineken Brasil, as Cervejas do Grupo Cervejeiro Hijos de Rivera com a marca Estrella Galícia, os sucos, chás, energéticos, isotônicos, hidrotônicos e Bebidas a base de Soja (Ades) da Coca-Cola Brasil e as águas minerais da Crystal Acqua Lia. Realiza também a distribuição das marcas Monster Company, com o energético Monster e a bebida de alta performance Reign.

Como a sustentabilidade é um compromisso da empresa, ela investe fortemente em projetos socioambientais, como o Projeto Coletivo Online, capacitação de jovens das classes C, D e E para o mercado de trabalho, Programa Reciclar pelo Brasil/Logística Reversa, no apoio às cooperativas de reciclagem com o incentivo a reciclagem de embalagens PET. A previsão para 2030 é que 100% das embalagens colocadas no mercado sejam recolhidas (logística reversa), além de aumentar a eficiência do consumo de recursos naturais: água e energia, reduzir a emissão de carbono, promover o desenvolvimento de embalagens sustentáveis e suportar a expansão e continuidade do negócio.

 

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