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O Governo do Tocantins lançou nesta segunda-feira, 9, no auditório do Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos, em Palmas, o primeiro curso técnico em mineração do estado. A formação será ofertada em 14 municípios e busca preparar mão de obra para atender à demanda crescente do setor mineral na região.

Parceria estratégica entre IFTO e Ameto

O curso é resultado de uma parceria entre o Instituto Federal do Tocantins (IFTO) e a Agência de Mineração do Estado do Tocantins (Ameto). A iniciativa surgiu após três anos de trabalho conjunto entre as instituições, que identificaram a ausência de formação específica na área como um gargalo para o desenvolvimento do setor.

O presidente da Ameto, Carlos Eduardo Moraes, destacou que a formação contribuirá para ampliar as oportunidades de qualificação profissional no estado. “Hoje, muitas empresas precisam buscar profissionais em outros estados pela falta de formação específica no Tocantins. Com a criação do curso técnico em mineração, os tocantinenses passam a ter mais oportunidades de qualificação e inserção no mercado de trabalho”, afirmou.

F2-Antonio da Luz Junior reitor da IFTO  foto-Antonio Gonçalves

Expansão da formação acadêmica

A iniciativa também abre caminho para a ampliação da formação acadêmica voltada ao setor mineral. “Já iniciamos diálogos com as instituições educacionais para viabilizar, futuramente, cursos de nível superior na área de mineração, ampliando ainda mais as oportunidades de formação profissional no estado”, acrescentou Moraes.

Potencial mineral e demanda do mercado

F3-Sanclever Freire Peixoto palestrante sobre mineração foto-Antonio Gonçalves

O Tocantins possui potencial mineral expressivo e tem registrado crescimento nas atividades de pesquisa, prospecção e exploração de recursos naturais. Esse cenário amplia a necessidade de profissionais qualificados para atuar em diferentes etapas da cadeia produtiva, desde o apoio às atividades de campo até o acompanhamento técnico dos processos de extração e beneficiamento de minérios.

Durante visitas institucionais realizadas pela Ameto às empresas instaladas no estado, foi identificada uma dificuldade recorrente na contratação de mão de obra técnica especializada formada localmente. Segundo representantes do setor, grande parte dos profissionais qualificados atualmente vem de outros estados, o que eleva custos operacionais e dificulta a permanência desses trabalhadores na região.

Formação integrada ao setor produtivo

F4-Rubéns Malaquias empresario do ramo de Mineração foto-Antonio Gonçalves

O reitor do IFTO, Antônio da Luz Júnior, explicou que o curso foi planejado para integrar formação teórica e prática, aproximando os estudantes da realidade do mercado de trabalho. “Identificamos que não havia formação no setor público na área de mineração no Tocantins, nem em nível técnico nem superior, o que se tornava um gargalo para a expansão do setor. A partir dessa demanda apresentada pela Ameto, estruturamos uma proposta de formação alinhada às necessidades das empresas”, destacou.

A parte teórica será ofertada pelo IFTO e a parte prática ocorrerá dentro das empresas parceiras, ampliando as possibilidades de inserção dos estudantes no setor mineral.

Visão do setor empresarial

F5-presidente da AMETO Eduardo Morais-Foto Antonio Gonçalves-GovTO

Representando o setor produtivo, o empresário Rubens Malaquias Amaral, da mineradora Pedreira Gramprata, em Palmas, destacou a importância da qualificação profissional para o crescimento da atividade mineral no estado. “A capacitação da mão de obra é fundamental para o setor. Quando temos profissionais qualificados, as empresas ganham em produtividade e toda a cadeia produtiva se fortalece”, afirmou.

Segundo o empresário, o Tocantins possui grande potencial mineral ainda pouco explorado, e a formação técnica irá contribuir para ampliar o desenvolvimento do setor. “Com a união entre empresas, instituições de ensino e poder público, o estado tem condições de avançar nesse segmento, gerando emprego e renda para a população”, ressaltou.

Estrutura do curso

O curso técnico em mineração terá duração de 18 meses, com aulas teóricas e práticas. Das 420 vagas disponibilizadas, metade será destinada a indicações de empresas parceiras e a outra metade será disponibilizada à comunidade por meio de edital público.

A formação está organizada em três módulos de qualificação profissional:

O modelo permite que os estudantes desenvolvam competências alinhadas às demandas do setor produtivo e fortaleçam a cadeia mineral no Tocantins. Com a iniciativa, o estado avança na formação de profissionais especializados e amplia as oportunidades de qualificação e emprego em um setor que vem ganhando relevância na economia tocantinense.