
Uma mulher vítima de violência precisa encontrar proteção perto de casa, com acesso rápido à segurança, saúde, assistência social e orientação. É a partir dessa realidade que Laurez Moreira propõe o TO COM ELA, uma rede estadual de proteção, acolhimento e promoção da autonomia feminina nas oito regiões do Tocantins, sendo: Bico do Papagaio, Norte, Meio Norte, Vale do Araguaia, Central, Jalapão, Sul e Sudeste.
A proposta está organizada em três pilares: prevenção, proteção e autonomia. Na prevenção, o programa prevê ações de educação e conscientização desde os primeiros anos da escola, com iniciativas voltadas ao respeito, à igualdade e ao combate à cultura da violência contra a mulher.
Na proteção, Laurez propõe a implantação de Centros Integrados de Atendimento à Mulher nas oito regiões do Estado. A estrutura deverá reunir serviços de segurança, saúde, assistência social, garantia de direitos e orientação, evitando que mulheres precisem percorrer longas distâncias em busca de atendimento.
O programa também prevê a ampliação dos dispositivos de proteção para mulheres com medidas protetivas, a exemplo do aprimoramento do monitoramento eletrônico dos agressores por meio de tornozeleiras sincronizadas ao botão de pânico das vítimas. Os sistemas deverão estar integrados à atuação da Patrulha Maria da Penha e das demais forças de segurança.
O terceiro pilar é a autonomia. A proposta prevê qualificação profissional, ampliação das oportunidades de emprego e empreendedorismo, além de facilitar o acesso ao crédito e à geração de renda. A ideia é criar condições para que mulheres em situação de violência conquistem independência financeira e possam romper o ciclo de dependência do agressor.
A proposta também prevê articulação com políticas públicas federais, aproximando Estado e União na construção de uma rede de proteção mais integrada e presente em todas as regiões do Tocantins.
“O atendimento precisa estar perto da mulher. Ela precisa saber onde procurar ajuda e encontrar, no mesmo lugar, segurança, saúde, assistência e orientação. E também precisa ter condições para reconstruir sua vida com autonomia”, afirma Laurez.
