
No primeiro turno, mais de 332 mil tocantinenses ficaram de fora da escolha do próximo governador. Foram 216 mil que não foram às urnas, 27 mil que votaram em branco e 88 mil que anularam o voto. É como se uma cidade inteira, maior que Palmas em número de eleitores, tivesse decidido não participar.
Pare um instante e pense: quem vai cuidar do hospital onde sua família é atendida? Da escola onde seus filhos estudam? Da estrada que você usa para trabalhar? Da segurança do seu bairro? Pelos próximos quatro anos, essas decisões estarão nas mãos de quem for eleito no dia 25 de outubro. E essa escolha vale para todos, para quem votou e para quem ficou em casa.
Quem não foi votar deixou uma cadeira vazia. Quem votou em branco foi até a urna, mas guardou a própria opinião. Quem anulou, muitas vezes, se perdeu entre tantos números e candidatos numa eleição com vários cargos ao mesmo tempo. Cada um teve seus motivos. Mas o resultado é o mesmo: a decisão ficou nas mãos de outras pessoas.
E esse silêncio pesa. A diferença entre os dois candidatos que disputam o governo foi de cerca de 13 mil votos. Os votos nulos, sozinhos, foram quase sete vezes maiores do que isso. Ou seja, quem ficou de fora tinha força suficiente para decidir a eleição.
A boa notícia é que a democracia dá uma segunda chance. No segundo turno, a escolha é mais simples: são apenas dois candidatos para governador. Não há mais dezenas de números para lembrar. Basta conhecer as propostas, refletir sobre o que você espera para o Tocantins e digitar o número de quem melhor representa esse desejo. E quem não votou no primeiro turno pode votar normalmente no segundo.
Não importa em quem você vai votar. O que importa é que você vote. Converse com sua família, pesquise as propostas, assista aos debates, tire suas dúvidas. Depois, no dia 25, vá até a sua seção e faça a sua parte.
Reclamar depois é um direito. Mas escolher antes é o que realmente muda as coisas.
Dia 25 de outubro, o Tocantins decide. E você faz parte dessa decisão.
