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Eleições 2026

Em pré-campanha, Eduardo Gomes e Dorinha estão entre os senadores com mais ausências em votações nominais no Senado.

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Os senadores Eduardo Gomes (PL) e Dorinha Seabra (União Brasil) aparecem entre os parlamentares com maior índice de ausência de voto nas deliberações nominais do Senado em 2026. Os dois deixaram de registrar voto em 43% das votações analisadas, segundo levantamento divulgado pela Folha de S.Paulo com base nos registros oficiais da Casa.

O estudo considerou 49 votações nominais realizadas entre fevereiro e 22 de junho. A metodologia contabiliza tanto as sessões em que o senador esteve ausente quanto aquelas em que registrou presença, mas não votou. Ficaram de fora do levantamento as ausências oficialmente justificadas, como missões oficiais, licenças médicas e outras hipóteses previstas pelo regimento interno do Senado. A média de ausências entre os 81 senadores foi de 20%.

Eduardo Gomes e Dorinha aparecem empatados com outros três parlamentares no levantamento: Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Cleitinho (Republicanos-MG) e Wellington Fagundes (PL-MT). O ranking é liderado por Romário (PL-RJ), seguido por Wilder Moraes (PL-GO).

Em resposta ao Folha Capital, a senadora Professora Dorinha informou que as ausências ocorreram em dias nos quais cumpria agendas institucionais previamente programadas em Brasília e no Tocantins. Segundo a parlamentar, houve datas em que participou de audiências, reuniões externas, atendimentos no escritório parlamentar em Palmas, encontros com prefeitos e vereadores durante a Marcha dos Vereadores, além de compromissos relacionados à pré-campanha ao Governo do Tocantins.

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Na nota, Dorinha afirma que “a atuação parlamentar vai muito além das votações em plenário” e que o mandato também é exercido por meio da articulação de políticas públicas, atendimento aos municípios e reuniões institucionais.

Já o senador Eduardo Gomes afirmou que a atividade parlamentar não se restringe ao trabalho em plenário. Segundo a nota enviada ao Folha Capital, parte das ausências coincidiu com compromissos decorrentes da relatoria de projetos como o Marco Legal da Inteligência Artificial e a regulamentação dos serviços de streaming, além das atribuições exercidas como vice-presidente do Senado.

De acordo com o parlamentar, esses temas exigiram a realização de mais de 200 audiências públicas, reuniões e seminários, além da recepção de autoridades, representantes de entidades e empresas brasileiras e estrangeiras. Gomes afirmou que, em alguns momentos, esses compromissos ocorreram simultaneamente às votações, impossibilitando sua presença no plenário. O senador também sustentou que mantém participação ativa na discussão de temas de interesse do Tocantins e do país.

Em Pauta

Carlesse avalia disputa por vaga na Assembleia Legislativa em 2026

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Depois de retirar a pré-candidatura ao Senado, o ex-governador Mauro Carlesse passou a considerar uma candidatura a deputado estadual nas eleições de 2026. A mudança recoloca o ex-chefe do Executivo na disputa proporcional, cargo pelo qual iniciou a trajetória política no estado, ao ser eleito para a Assembleia Legislativa em 2014 e, posteriormente, chegar à presidência da Casa e ao Palácio Araguaia.

Nos bastidores, a avaliação é que uma eventual candidatura de Carlesse pode fortalecer a chapa proporcional do PSD e ampliar o quociente eleitoral da legenda. A participação do ex-governador na eleição, no entanto, depende da definição de sua situação jurídica e eleitoral. A possibilidade de disputar o pleito está condicionada ao reconhecimento de sua elegibilidade pela Justiça Eleitoral. Afastado do governo pelo Superior Tribunal de Justiça em 2021, no âmbito de investigações sobre supostos pagamentos de propina, Carlesse renunciou ao cargo em março de 2022

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