A fala do ex-deputado César Halum sobre a situação da chapa federal do PSD repercutiu no meio político e provocou reação do vice-governador Laurez Moreira. No áudio, que circulou entre lideranças, Halum descreve um cenário de perda de força do grupo e dificuldade para sustentar candidaturas à Câmara.
Ele afirma que a chapa “desidratou” e relata entraves práticos para viabilizar a própria candidatura. “Como é que é candidato sozinho numa chapa?”, questiona, ao mencionar ainda que parte dos aliados já teria migrado para disputas proporcionais na Assembleia.
A resposta de Laurez veio em forma de nota pública, sem menção direta ao episódio. O texto abandona a discussão sobre composição eleitoral e passa a tratar da situação do Estado, com referência a problemas em áreas como saúde, educação e infraestrutura.
“O que mais me causa indignação é ver que muitos preferem gastar tempo discutindo a minha composição à chapa federal, alheios aos problemas da população”, diz.
Na mesma manifestação, o vice-governador apresenta o desenho político que o PSD trabalha para 2026. Ele se coloca como pré-candidato ao governo, cita o senador Irajá Silvestre na tentativa de reeleição e inclui o ex-governador Mauro Carlesse como opção ao Senado. Também menciona Larissa Rosenda para a Câmara e indica Halum na disputa por vaga na Assembleia.
A repercussão do áudio recoloca no centro das articulações a montagem da chapa federal, etapa que ainda mobiliza negociações dentro do partido. A definição desses nomes tende a influenciar o alcance político do grupo na disputa majoritária.
Mesmo com a resposta pública, o tema segue presente nas conversas de bastidor, em um momento em que o PSD ainda organiza sua estrutura eleitoral no Estado.
