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Hemocentro evita desperdício de recursos com separação do lixo

Através deste monitoramento é possível saber, quanto se produz de lixo em cada um dos cinco Hemonúcleos do Tocantins, destinar corretamente cada tipo de resíduo.

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Na Semana do Meio Ambiente renascem reflexões sobre como é possível colaborar com a preservação de recursos naturais não renováveis. Nesta perspectiva, a Hemorrede no Tocantins é referência no Brasil em gestão de resíduos sólidos. Isso porque há exatos dez anos, a Hemorrede iniciou seu próprio Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, através do qual se realiza diariamente o monitoramento, a segregação e quantificação de todo resíduo produzido durante sua operação. Através deste monitoramento é possível saber, por exemplo, quanto se produz de lixo em cada um dos cinco Hemonúcleos do Tocantins, destinar corretamente cada tipo de resíduo e reduzir custos com tratamento de resíduos contaminantes.

 

Graças a esse programa é possível saber, por exemplo, que de janeiro a março de 2016, só no Hemocentro Coordenador, em Palmas, foram gerados 2.300 kg de resíduo sólido e que, deste total, 61% eram resíduos de natureza biológica, 23,9% lixo comum, 8% lixo reciclável e 6% lixo perfurocortante. Ainda de acordo com a série histórica de registros, a média de resíduo sólido produzido anualmente na unidade pode chegar a 8,5 toneladas de resíduos, conforme dados da Gerência de Controle de Qualidade do Hemorrede no Tocantins.

 

Para que informações qualificadas como estas fossem levantadas, o programa inicial exige a identificação dos tipos de atividades e de resíduos gerados em cada setor dos hemonúcleos. Desta forma, foi possível identificar a localização das lixeiras e se estas estavam devidamente identificadas e com sacos plásticos corretos.

 

Esta análise situacional, segundo explica Marildo Sousa, biólogo e gerente de Controle de Qualidade da Hemorrede no Tocantins, permitiu identificar onde e quais tipos de resíduos cada ambiente gera e, assim, garantir que os resíduos comuns ou descartáveis, por exemplo, não sejam dispensados em sacos de lixo infectante ou biológico.  “Com estes dados conseguimos fazer uma previsão de produção de resíduos. Isso nos ajuda a prever qual serviço tem a capacidade operacional de absorver a quantidade de resíduos produzidos, nos permite organizar horários de coleta por prioridade de setores e tipo de resíduo e ainda alcançar o objetivo maior do programa, que é reduzir ao máximo a quantidade de resíduos infectantes”, completa Marildo Sousa.

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Lixo custa caro

Toda esta preocupação nasceu da compreensão do impacto ao meio ambiente que resíduos não degradáveis geram, além da economia que é gerada com a segregação correta dos resíduos sólidos, já que cada quilo de lixo infectante custa R$ 4,08 aos cofres da Secretaria de Estado da Saúde, em média. Este custo é necessário em razão da obrigatoriedade da segregação do lixo contaminante para encaminhamento a tratamento apropriado, conforme normativas da RDC nº 306/2004 Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e complementadas pela RDC nº 358/2005 do Ministério do Meio Ambiente.

 

Considerando este custo, o gerente também explica que o mapeamento de serviços, tipos de resíduos gerados em cada setor e adequação dos pontos de descarte do resíduo permitiram aos colaboradores do Hemocentro entender o quanto é importante segregar adequadamente o lixo e, assim, evitar que haja aumento dos custos com tratamento de lixo contaminante misturado ao lixo doméstico ou reciclável.

 

Adesão

A maior vitória do Programa de Gerenciamento de Resíduos da Hemorrede é a adesão dos servidores. “Conseguimos o que mais é relevante nesse processo, que é envolver os trabalhadores. Hoje, todo servidor do Hemocentro sabe que  trabalhamos com esta temática”, acrescenta Marildo Sousa. Ele explica ainda que gerenciamento de resíduo é um dos eixos temáticos apresentados aos servidores assim que estes são lotados no Hemocentro. “Ele vai para aquela área sabendo que tipo de resíduo é acondicionado e manipulado”, completa.

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A diretora geral da Hemorrede do Tocantins, Pollyana Pimenta, explica que o êxito do programa foi obtido graças à “sensibilização e o envolvimento dos nossos colaboradores por meio de capacitações profissionais, o que colaborou com a otimização de recursos e minimização da geração de resíduos”. Isso porque ao menos uma vez ao ano é realizada atualização obrigatória com todos os servidores sobre gestão ambiental, gestão da qualidade, informática e biossegurança.

 

Autocontrole

A adesão do corpo técnico da Hemorrede ao programa é avaliada com base em indicadores avaliados mensalmente através de um sistema de controle interno que identifica, através de um check-list, quais setores estão realizando corretamente a segregação de resíduos gerados em cada ambiente das unidades da Hemorrede. “A partir do momento em que você colabora para que um setor economize e utilize melhor alguns recursos, você ajuda tanto o seu trabalho, como o meio ambiente”, ressalta Aldaires Castanheira Rodrigues, analista administrativa e servidora do Hemocentro.

 

O resultado do empenho dos servidores é refletido no comprometimento de toda equipe e na ausência de acidentes de trabalho provocados por contaminação por resíduos, no processo em andamento para futura certificação da Hemorrede no Tocantins com selo de Gestão da Qualidade ISO 9001 e nos frequentes convites recebidos pelo Tocantins para envio de seus técnicos para apresentação do Programa de Gestão de Resíduos Sólidos como modelo exitoso para outros estados, a exemplo de visitas técnicas já realizadas aos estados da Bahia, Paraíba, Pernambuco e Rondônia. “Isso tudo é uma forma de reconhecer que construímos um programa sólido e que estamos no caminho certo, sendo capazes também de auxiliar outros hemocentros que ainda não alcançaram nosso patamar de êxito”, completa o gerente Marildo Sousa.

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Estado do Tocantins garante liberação imediata de R$ 50 milhões com o BRB para nova ponte de Porto Nacional

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Já estão disponíveis os recursos no valor de R$ 50 milhões, que foram liberados pelo Banco de Brasília (BRB) ao Estado do Tocantins para continuidade das obras na ponte em Porto Nacional. A liberação ocorreu mediante a apresentação de toda a documentação exigida referente à medição das obras por parte da comitiva do Tocantins ao BRB, nessa terça-feira, 16, em Brasília (DF), na sede do banco.

O secretário de Estado da Fazenda (Sefaz), Júlio Edstron, explica que a liberação de recursos como este pleiteado com o BRB é um processo. “Fizemos a medição e entregamos toda a documentação. As obras não foram paralisadas e seguirão o fluxo normal, viabilizadas pelo aporte repassado por nosso parceiro financeiro”, explicou o gestor da pasta, presente durante a reunião juntamente com o secretário de Estado da Administração (Secad), Paulo César Benfica.

O último ponto debatido foi a experiência do BRB na efetivação de projetos sociais em Brasília. O banco demonstrou o seu interesse em estabelecer parcerias nessa área com o Estado do Tocantins, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento local e regional. O presidente do BRB, Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa, informou que o banco já cumpriu todas as exigências jurídicas para operar e abrir agências no Tocantins, criando, dessa forma, mais empregos e oportunidades.

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Parceria

O BRB é parceiro do Estado do Tocantins desde que foi assinado o primeiro contrato para viabilizar recursos para aplicação na obra na ponte em Porto Nacional. A primeira ponte sobre o Rio Tocantins foi construída na década de 70 e, depois de 40 anos, passou por interdições por conta da sua estrutura que necessitava de reparos e manutenção. Então, no ano de 2019, foi assinada a Ordem de Serviço para construção de uma nova ponte, que fica ao lado da antiga, visando trazer melhorias e seguridade no trânsito em uma das vias mais importantes do Estado, sobretudo para o escoamento da produção agropecuária.

A construção da nova ponte foi iniciada com receita própria do Estado do Tocantins e, com a assinatura com o BRB para liberação de R$ 149 milhões em convênio, foi possível dar celeridade aos serviços. As obras estão em andamento, ocorrendo dentro do calendário previsto pelo Estado e, desde o início da obra, já foram gerados centenas de empregos temporários envolvendo trabalhadores na construção da ponte.

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A ponte terá 1.488 metros de extensão, com mais de 20 pilares, sendo pelo menos 15 de fundação submersa. A via liga a cidade de Porto Nacional ao município de Fátima e a outras localidades do Tocantins.

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