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“Impressionante como é fina a camada de oxigênio do planeta”, diz ator

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Pousou exatamente ao meio-dia (horário de Brasília) no Texas (EUA) a cápsula da Blue Origin que levou ao espaço o ator William Shatner, famoso por interpretar o Capitão Kirk nos filmes e na série de ficção científica Jornada nas Estrelas. A aventura durou cerca de 10 minutos, após a decolagem com a ajuda do foguete New Shepard NS-18.

Nesse tempo, o ator e mais três passageiros tiveram cerca de quatro minutos para apreciar a paisagem com a sensação de gravidade zero. O pouso foi tranquilo e, após pouco mais de dez minutos de procedimentos, a cápsula foi aberta para que os passageiros encerrassem sãos e salvos a aventura.

Aos 90 anos, Shatner tornou-se a pessoa mais velha a ir ao espaço. Ao deixar a cápsula, o ator falou sobre as sensações e surpresas que teve durante o voo.

“Todos no mundo precisam sentir isso. Foi inacreditável. Rapidamente, o céu deixa de ser azul e escurece, e ao olhar para baixo é a Terra que fica azul. Nunca esperei [essas mudanças de cores]. Um azul que vai ficando tão claro e, em um minuto, fica escuro. De repente, se atravessa o azul e se passa a ver o escuro, enquanto a luz está lá embaixo”, disse o ator que, pela primeira vez, experimentou uma sensação real de seu personagem mais famoso.

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A experiência proporcionou a ele reflexões filosóficas sobre a fragilidade da vida. “Impressionante como é fina a camada de oxigênio de nosso planeta. Lá em cima vi que fora dela o que haveria [se não fosse o oxigênio da cabine] seria morte”. “É muito importante que todos tenham essa experiência. Foi a mais profunda de toda minha vida. Espero que nunca me recupere do que senti há pouco”.

Shatner acrescentou que a sensação em voo é “muito mais forte do que a simulação”, em especial no estômago, e que isso é assustador.

Além do ator, estavam a bordo três passageiros: Chris Boshuizen, antigo engenheiro da agência espacial norte-americana (Nasa) e cofundador da empresa Planet Labs, que tira fotografias de alta resolução da Terra, utilizando satélites; Glen de Vries, cofundador da Medidata Solutions, empresa de software para a indústria farmacêutica; e Audrey Powers, responsável pelas operações de voo e manutenção de foguetes da Blue Origin.

Esta é a segunda viagem com passageiros da Blue Origin, após o voo realizado em julho com Jeff Bezos, o bilionário norte-americano de 57 anos, dono da empresa.

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Edição: Graça Adjuto

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Decreto cria Embaixada do Brasil em Manama, capital do Bahrein

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Um decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro nesta quarta-feira (20) cria a Embaixada do Brasil no Reino do Bahrein – país insular que fica no Golfo Pérsico, Oriente Médio, próximo a nações como Kuwait, Catar e Arábia Saudita. A representação brasileira ficará sediada em Manama, capital do país árabe. Até então, o Bahrein era representado, cumulativamente, pela Embaixada do Brasil no Kuwait.

O Bahrein possui embaixada no Brasil, sediada em Brasília, desde 2018. As relações diplomáticas entre os dois países se estabeleceram em 1974. 

Segundo o governo federal, a abertura de missão diplomática em Manama contribuirá para a promoção da cooperação econômico-comercial entre os dois países. A corrente de comércio bilateral é a sexta maior do Brasil com um país árabe do Oriente Médio.

A pauta exportadora brasileira para o Bahrein é concentrada em minérios, produtos químicos, ferro, aço e combustíveis minerais, que representam em torno de 90% do valor exportado. O agronegócio representa entre 8% e 9% do valor exportado, a maior parte em carnes. 

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“A presença de embaixada residente do Brasil na capital bahreinita facilitará a interlocução empresarial entre os dois países, contribuirá para a coordenação regional de atividades de promoção comercial e de atração de investimentos e pode favorecer a atuação local dos demais órgãos brasileiros envolvidos em atividades dessa natureza, como a Apex-Brasil. As tratativas em torno de protocolos e certificados também se beneficiarão da instalação da missão em Manama”, informou a Secretaria-Geral da Presidência da República, em comunicado.

Acordo aéreo

O presidente Jair Bolsonaro também promulgou um acordo sobre serviços aéreos com Bahrein nesta quarta. O texto já havia passado pelo Congresso Nacional. De modo geral, o acordo concede o direito de ambos os países venderem e comercializarem serviços de transporte aéreo internacional, diretamente ou por meio de agentes ou outros intermediários, incluindo o direito de estabelecer seus próprios escritórios, tanto como empresa operadora como não operadora, e usar documentação própria de transporte.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

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