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Mercosul e Singapura fecham negociação para acordo de livre comércio

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O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Julio César Arriola, anunciou, nesta quarta-feira (20), durante a 60ª Reunião Ordinária do Conselho do Mercado Comum e Cúpula de Presidentes do Mercosul e Estados Associados, a conclusão do processo de negociações para assinatura de acordo de livre comércio entre o bloco sul-americano e Singapura.

Para o governo paraguaio, que encerra seu semestre à frente da presidência pro tempore (temporária) do Mercosul com a reunião de hoje e amanhã (21), em Assunção, o acordo representa a intenção das partes de ampliar a relação comercial, expandindo, de forma recíproca, as oportunidades de negócios para as empresas e contribuindo para o bem-estar dos cidadãos.

“Quero celebrar o êxito que foi concluir as negociações do acordo de livre comércio entre Mercosul e Singapura. Foram largas semanas [de conversações]”, disse Arriola. Segundo o ministro, quando estiver em vigor, o acordo “ampliará o horizonte comercial” dos países-membros do Mercosul no “pujante Sudeste Asiático”.

Só no ano passado, o intercâmbio entre Singapura e os países-membros do Mercosul movimentou cerca de US$ 7 bilhões. Entre os principais produtos exportados pelo bloco sul-americano estão carnes, ligas metálicas e minério de ferro. Em contrapartida, os membros do Mercosul importam inseticidas, circuitos integrados, medicamentos e embarcações do país asiático. Além do mais, segundo o Ministério das Relações Exteriores, em 2020, Singapura investiu em torno de R$ 127 bilhões em toda a América do Sul, na América Central e nas Antilhas. 

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Presente ao evento, o chanceler brasileiro Carlos França também destacou que, se bem aproveitadas, as tratativas têm o potencial de gerar oportunidades de negócios para o setor produtivo sul-americano. “O acordo de livre comércio do Mercosul com Singapura é o primeiro [assinado] com um país do Sudeste Asiático, umas das áreas geográficas mais dinâmicas do mundo atualmente.”

De acordo com o governo paraguaio, a partir de agora, representantes dos países-membros do Mercosul darão início ao processo de revisão legal dos termos do tratado. Além da Argentina, do Brasil, Paraguai e Uruguai, o bloco sul-americano é formado pela Venezuela, ainda que o país esteja suspenso desde 2007. Já a Bolívia, o Chile, a Colômbia, o Equador, a Guiana, o Peru e Suriname são considerados estados associados.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Internacional

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Países ocidentais prometem 1,5 bi de euros em auxílio à Ucrânia

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Países ocidentais se comprometeram nesta quinta-feira (11) a oferecer mais de 1,5 bilhão de euros em dinheiro, equipamentos e treinamento para aumentar as capacidades militares da Ucrânia, que está em guerra contra a Rússia. A informação é do ministro da Defesa da Dinamarca, Morten Bodskov. 

O dinheiro, que foi prometido por um grupo de 26 países em uma conferência em Copenhague, será utilizado para fornecer armamentos, mísseis e munições existentes, para aumentar a produção de armas para a Ucrânia, treinar soldados ucranianos, e retirar minas terrestres de regiões do país destruídas pela guerra. 

“Vamos continuar a auxiliar a Ucrânia em suas necessidades militares”, disse Bodskov a jornalistas no final da conferência que reuniu ministros da área de Defesa da Europa para discutir apoio de longo prazo para a defesa ucraniana contra a invasão russa. 

Os ministros da Defesa de Polônia, Eslováquia e República Tcheca sinalizaram disposição para expandir as produções de sistemas de artilharia, munição e outros equipamentos militares para a Ucrânia, afirmou Bodskov. 

O Reino Unido, que já doou sistemas avançados de armas à Ucrânia e ofereceu milhares de suas tropas em treinamentos militares, prometeu na quinta-feira uma verba adicional de 300 milhões de euros em sistemas de lançamentos de foguetes múltiplos e mísseis guiados M31A1, que podem atingir alvos a até 80 quilômetros de distância. 

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“O presidente Putin apostava que em agosto nós estaríamos cansados do conflito e a comunidade internacional teria se espalhado em direções diferentes. Bem, hoje provamos o oposto”, disse o secretário de Defesa do Reino Unido, Ben Wallace. 

Fonte: EBC Internacional

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