PALMAS

POLÍTICA

Cláudia rejeita BRT e diz que vai construir hospital municipal

Para a candidata à prefeitura de Palmas projeto do BRT é magalomaníaco e projetos sociais serão prioridade

Publicado em

Claudia Telles de Menezes Pires Martins Lélis tem 43 anos, veio para Palmas nos anos 90 quando foi secretária de Comunicação da ex-prefeita Nilmar Ruiz. Participou ativamente de todas as campanhas do seu marido, o ex-deputado Marcelo Lélis e após a decretação da sua inelegibilidade em 2014, assumiu o seu posto como candidata a vice-governadora, na chapa encabeçada por Marcelo Miranda, que sagrou-se vitoriosa.

 

FOLHA CAPITAL – Porque a senhora resolveu ser candidata a prefeita de palmas?
CLAUDIA LÉLIS – Primeiro por que Palmas foi a cidade que eu escolhi para viver. Cheguei aqui muito jovem, cheia de sonhos e com uma filha no colo, com a expectativa de construir uma vida nova, em busca de uma oportunidade, como muitos que vieram para cá. Mas, hoje, o que vemos em nossa cidade é que essa oportunidade sumiu. Vivemos em uma cidade que se tornou cara, desumana com os que mais precisam e distante da população. Então eu me junto a 70% da população que querem ver Palmas viver um novo tempo, que querem ver Palmas avançar, e principalmente, que querem ver Palmas voltando a ser a terra da oportunidade.

 

A senhora sempre atuou nos bastidores, apoiando o seu marido, o ex-deputado Marcelo Lélis. Como a senhora se sente sendo a senhora a candidata?
Eu sempre digo que esse projeto para Palmas nunca foi um projeto individual, de A, B ou C. Esse é um projeto de homens e mulheres que há muito tempo acompanham o nosso trabalho para fazer Palmas melhor, para podermos fazer muito mais do que é feito hoje e do que era feito quatro anos atrás. Nós estamos caminhando pelos quatro cantos da cidade, conhecendo as pessoas e levando o nosso nome e o nosso projeto para que as pessoas conheçam. Esse trabalho tem sido muito positivo o que me deixa numa posição de tranquilidade perante os nossos eleitores e nossos companheiros para devolver Palmas aos palmenses.

 

Seus adversários a acusam de fazer parte de um projeto familiar. Como a senhora encara essas críticas?
Não existe isso. O nosso projeto que estou fazendo parte pertence a 150 mil palmenses que querem ver mudança. Percebemos isso quando realizamos o “PV Ouvindo Você” para conhecer as demandas de todos os bairros, desde o Taquari até o Sonho Meu. Mas também escutamos outros segmentos como associações, sindicatos, partidos, entre outros. Então pudemos construir para Palmas um projeto que é o desejo dos seus moradores e não um projeto familiar ou de meia dúzia de técnicos trancados numa sala.

 

O seu esposo, o ex-deputado Marcelo Lélis está inelegível e corre na justiça eleitoral uma ação que pede a cassação da sua chapa, que pode deixá-la inelegível também. De que forma esses problemas com a justiça eleitoral influenciam a sua campanha?
A população de Palmas conhece muito bem o ex-deputado Marcelo Lélis. Ele sempre teve sua vida política pautada dentro do compromisso político com a população. Ele nunca teve um processo sequer, mas acabou inelegível por uma perseguição. Tanto é que ele ficou inelegível justamente porque prestou contas da sua campanha integralmente e foi justamente por isso que acharam que houve um abuso de poder econômico na campanha dele, mas até então não existia nenhum parâmetro que indicava quanto poderia ser gasto em uma campanha ou a quantidade de pessoas que poderiam ser contratadas ou não, diferente do que existe atualmente. De modo algum eu me envergonho ou me constranjo com o apoio dele e em carregar o seu sobrenome. Pelo contrário, tenho muito orgulho e faço questão da sua participação nesse projeto.

Quanto ao processo que corre na Justiça contra a chapa vitoriosa nas ultimas eleições, na qual eu fui eleita vice-governadora, estamos muito tranquilos e confiantes que ele não prosperará, pois faz parte de um processo frágil e sem provas.

 

A senhora já teve várias discussões com o prefeito de Palmas via Twitter. Como a senhora acredita que vai ser quando a campanha começar?
A nossa caminhada será pautada na fé, na alegria, na confiança e especialmente no respeito aos palmenses. Essas discussões que são travadas não são discussões minhas, muito pelo contrário, o que vemos é um desequilíbrio do atual gestor não só comigo, mas com várias outras pessoas e autoridades. Na maioria das vezes eu só respondo alguma acusação infundada. A nossa campanha será propositiva.

Leia Também:  Josi Nunes afirma que vai retomar linha de ônibus asfaltar setor industrial de Gurupi

 

Como a senhora vê a atual gestão?
Eu enxergo o mesmo que a maioria dos Palmenses: que a população depositou uma esperança muito grande e o que vemos hoje é uma decepção maior ainda. Mas eu tenho certeza que essa decepção não é com Palmas e sim com a forma como ela está sendo administrada. A população que mais precisa está completamente à margem, numa cidade que ficou muito cara para se viver e uma administração distante dessa população, homens e mulheres que, apesar da crise lutam diariamente para garantir o sustento deles e de suas famílias. O que nós queremos é resgatar a cidade para a nossa população e dar a ela o direito de ser ouvida, para que ela determine os rumos da cidade.

 

A senhora pretende rediscutir a carga tributária em palmas?
Faremos uma revisão de todos os impostos que durante a atual gestão subiram de forma exorbitante, como ISS, IPTU, etc. Também já fiz compromisso com os comerciantes de Palmas que, se eleita, vou acabar de vez com o estacionamento rotativo, porque a gente tem percebido o quanto isso tem prejudicado muitos os nossos empresários.

No meu entender o único intuito do estacionamento rotativo é gerar lucro para a empresa que explora o serviço. Prova disso é que apenas 7% de tudo o que é arrecadado é entregue à prefeitura, os outros 93% vão para os cofres da empresa, ignorando a necessidade dos comerciantes e dos consumidores.

 

O que a senhora pensa quanto às multas de trânsito?
O foco da atual gestão é a arrecadação, o que transformou Palmas numa indústria de multas, tanto contra os comerciantes quanto contra os motoristas. Mais de 10 mil CNHs serão cassadas devido à quantidade de pontos na carteira por causa do abuso de multas por parte da prefeitura.

Não sou contrária à fiscalização, pelo contrário, ela pode e deve existir, mas pode ser realizada de forma educativa e não de forma puramente punitiva. O que vemos hoje é uma sanha sem fim por parte da atual gestão em arrecadar, sem se importar de onde esse dinheiro vai sair, sem falar das cobranças irregulares. O foco da administração municipal deve ser as pessoas e não a arrecadação.

 

Caso eleita, a senhora pretende construir o Hospital Municipal de Urgência e Emergência? De onde vão sair os recursos?
Vamos conseguir os R$ 50 milhões para construir e equipar o hospital. Essa é uma prioridade. Temos bom trânsito em Brasília e já passa da hora de Palmas ter um hospital de urgência para que possamos desafogar o HGP, atendendo os casos de baixa e média complexidade. O deputado federal Lázaro Botelho, presidente do PP no Tocantins, já colocou à nossa disposição o Ministro da Saúde Ricardo Barros, que também é do PP, para que, uma vez eleita, possamos viabilizar esses recursos e trazer essa obra para o povo de Palmas.

 

A senhora é contrária ao BRT?
Sim. O atual gestor conseguiu R$ 240 milhões, que estão parados há muito tempo esperando a aprovação de um projeto megalomaníaco que não é necessário nem viável para Palmas. O que a população quer, são mais linhas de ônibus, pontos de ônibus melhor estruturados, com cobertura, iluminação e banheiros e isso pode ser feito com 5% dos recursos alocados para o BRT. A população não quer um projeto inviável financeiramente e vai trazer mais problemas que soluções.

 

A senhora acredita que é possível universalizar as creches e as escolas de tempo integral?
Eu sempre digo que as escolas de tempo integral são imprescindíveis para as nossas crianças. Mas precisamos ir além. Precisamos de uma educação de tempo integral com qualidade, aonde possamos atender as nossas crianças e nossos jovens com atividades extracurriculares, atividades esportivas e alimentação adequadas, ao contrário do que vem acontecendo hoje em Palmas.

Defendo, inclusive, que enquanto essas vagas não são universalizadas, a seleção dos alunos leve em conta o perfil social da família, pois o que vemos hoje na porta das creches e escolas de tempo integral é número grande de carros novos e importados, aonde pais de classe alta vão levar e buscar seus filhos, enquanto mães, que andam de ônibus e não tem aonde deixar seus filhos, aguardam uma vaga. Isso é injusto e precisa mudar.

Leia Também:  MPE pede extinção do mandato de vice-prefeito de Peixe

 

De que forma a prefeitura pode ajudar para reduzir os índices de criminalidade em Palmas?
Não adianta o gestor municipal atribuir a responsabilidade da segurança pública apenas para a esfera estadual. Afinal, como é possível falar em segurança sem iluminação pública, sem roçagem do mato? Na região central da cidade tudo está limpo, os jardins têm flores, mas dentro dos bairros o mato e a falta de iluminação tomam conta.
Não tem como se falar em segurança pública sem políticas sociais para tirar os nossos jovens das ruas, das drogas e do crime. A maioria dos crimes são cometidos por jovens, que têm sido presas fáceis para o tráfico de drogas e as mães estão perdendo os seus filhos para a criminalidade. Palmas precisa decidir o que fazer: aumentar cada vez mais o número de policiais, ou tratar o problema na raiz e salvar a nossa juventude antes que ela caia nas mãos do crime. Nesse sentido eu defendo o esporte, a cultura e a educação como as principais ferramentas para combater os índices de violência em nossa capital.

Um desses projetos é uma parceria com o Sistema S, para abrirmos as portas das escolas nos finais de semana para que as entidades do Sistema S ofereçam cursos de qualificação e capacitação para os nossos jovens, além de oferecer renúncia fiscal para aquelas empresas que se dispuserem a empregar esses jovens em seu primeiro emprego.

 

Que medidas a senhora pretende tomar para incentivar a geração de emprego e renda?
Estamos desenvolvendo um projeto específico para a atração de indústrias para Palmas. Para isso estamos buscando aprender com experiências que deram certo, como o caso de Salvador, na Bahia, no qual a cidade tem conseguido resultados expressivos de geração de emprego e renda, aliando qualificação da mão de obra e isenção fiscal.
Pretendo incentivar os nossos produtores rurais, que hoje estão completamente abandonados, através de programas para o fornecimento de sementes e insumos, além da melhoria das vias rurais, o que além de dinamizar e aumentar a produção, gerar emprego e renda, vai reduzir os valor final para os nossos consumidores.

 

E quanto ao turismo, quais são os seus projetos para o setor?
Palmas tem um grande potencial turístico e não só o turismo de negócios, para o qual a cidade já está consolidada. Vamos incentivar o turismo de aventura, de práticas esportivas, através dos nossos recursos naturais, como o lago, a serra e as nossas cachoeiras em Taquaruçu.

Sem falar dos atrativos turísticos do Estado, como o Jalapão e o Cantão, para os quais Palmas é a porta de entrada e pode oferecer serviços e comodidades para esse turista que passa por aqui. Isso será feito através da criação de um roteiro do qual Palmas seja parte imprescindível, fomentando esse setor incrível, que gera emprego e renda desde o taxista, o porteiro, a camareira, até o dono do hotel.

 

Quais são os seus projetos para a habitação?
Vamos buscar recursos junto à nossa bancada federal mecanismos de financiamento para construir milhares de casas populares em Palmas, com um grande projeto habitacional. Eu, como mãe, sei a importância para as mães de família em ter uma casa para morar. Vamos fazer de tudo para reduzir esse déficit habitacional.

Para mim é questão de honra resolver a questão fundiária em Palmas. É inadmissível que uma família viva há 10, 15 anos em um lugar, como setor União Sul, Irmã Dulce,Taquari, Lago Norte, Santo Amaro II e inúmeros outros lugares e não tenham a dignidade de ter a sua casa de papel passado, pois sabemos que para isso basta ter vontade política para resolver.

 

Que mensagem a senhora deixa para a população de Palmas?
Minha mensagem é que nós possamos resgatar a nossa cidade, devolver Palmas aos palmenses e dar à nossa população o direito de ser ouvida, de participar, de dar as suas sugestões e especialmente, de implantarmos um projeto construído pelo povo de Palmas, aonde faremos uma administração participativa e bairrista. O que eu quero dizer com isso é que quem vai participar e contribuir com a nossa gestão são as pessoas aqui de Palmas, para que possamos dar oportunidade aos profissionais daqui e não aos que levam o nosso dinheiro daqui para fora. Vamos fazer com que o nosso dinheiro circule e fique aqui, dentro de Palmas.

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Eleição

Wanderlei Barbosa registra candidatura à reeleição como governador do Tocantins

Published

on

Ao lado de apoiadores e candidatos, o Governador e candidato à reeleição, Wanderlei Barbosa (Republicanos), realizou o registro da sua candidatura ao governo do Estado nesta sexta-feira, 12, às 17 horas, no protocolo do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em Palmas.

A chapa de Wanderlei conta com candidatos a deputado estadual, federal e a candidata ao Senado, Professora Dorinha. Laurez Moreira é o candidato a vice-governador. A chapa majoritária é composta pelos partidos Republicanos, União Brasil, PDT, Solidariedade, Cidadania, Patriota, PTB e PSB.

O governador gravou com o Folha Capital, falou sobre projetos de governo, articulações da campanha, e quando questionado sobre a chance de ganhar para mais um mandato, afirmou que está preparado.

Você confere a reportagem completa abaixo:

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Amastha oficializa oposição do PSB a Cinthia Ribeiro e Mauro Carlesse
Continue Reading

CIDADES

POLÍTICA

POLÍCIA

MULHER

MAIS LIDAS DA SEMANA