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Fabiano diz que população de Palmas precisa ser ouvida

Empresário e pré-candidato à prefeitura de Palmas disse que impostos altos estão afugentando empresários.

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Nascido em Governador Valadares, no interior de Minas Gerais Fabiano do Vale veio para Palmas em janeiro de 1992 na caçamba de um caminhão com com o pai a mãe e os irmãos. Em 1995 o pai de Fabiano montou um pequeno negócio com os poucos recursos que dispunha.
Os negócios prosperaram e hoje Fabiano é dono de um conjunto de empresas na área da construção civil, equipamentos, e imobiliária, movimentando milhões de reais mensalmente e gerando mais de uma centena de empregos direitos e indiretos.
Fabiano nunca disputou um cargo eletivo, mas acredita que por isso mesmo leva vantagem em relção aos políticos tradicionais, que segundo ele estão com a imagem desgastada perante a população.

 

FOLHA CAPITAL – Por que o senhor resolveu ser candidato?
FABIANO DO VALE – Eu acredito que precisamos de opções, com pessoas daqui de Palmas, que podem fazer a gestão da cidade. Tenho sentido e tenho ouvido que a população está indignada com as mesmas pessoas no comando político da cidade. Nunca muda. Se a gente não mudar, nada vai mudar. Não e possível que nós palmenses não consigamos fazer a gestão da nossa própria cidade. As pessoas querem algo diferente, querem a mudança, mas uma mudança sem aventura. Por isso coloquei o meu nome à disposição, para fazer uma gestão com pessoas daqui e que possam trabalhar por Palmas.

 

O atual prefeito entrou na vida política também dizendo ser “o novo”, mas a oposição o acusa de fazer tudo como nas gestões anteriores, ou até pior. Porque as pessoas deveriam acreditar que com o senhor isso seria diferente?
Seria diferente porque as pessoas querem uma gestão que as escute e que seja uma via de mão dupla. Não podemos só cobrar da população, mas explicar para ela o que está sendo feito com o seu dinheiro e porque está sendo feito. A população quer participar das decisões da prefeitura, principalmente aquelas que afetam diretamente seu modo de vida e é isso que vamos oferecer. As pessoas querem ajudar mas não têm espaço. Palmas não existe de três anos para cá. Palmas existe há 27 anos e fomos todos nós que a construímos, por isso as pessoas querem continuar participando.

 

Para o senhor, qual é o problema mais grave da cidade?
Hoje existem vários problemas graves na cidade, não é possível citar só um. Entre os mais graves estão a insegurança, que tomou conta da cidade, a saúde, aonde as pessoas deveriam ser melhor atendidas. Segundo dados do Ministério da Saúde 28% das pessoas que vão ao HGP poderiam ter seus problemas resolvidos nos postos de Saúde, mas isso não acontece porque o posto de saúde não atende a contento, faltam médicos, remédios e estrutura para isso. Uma de nossas propostas é colocar um posto de saúde funcionando a noite, para aquelas pessoas que trabalham o dia inteiro consigam atendimento digno, sem ter que faltar ao trabalho ou esperar o dia seguinte. Então são vários problemas que podem ser resolvidos, mas que dependem de boa vontade política. E isso nós temos de sobra.

 

O senhor pretende construir um hospital de urgência e emergência, caso seja eleito?
Eu acredito que se tiver mais gestão, empenho e qualidade dentro dos postos de Saúde nós podemos atender muito mais pessoas do que atendemos hoje, fazendo com que o HGP seja desafogado. Precisamos de mais postos de Saúde e mais atenção á saúde preventiva. Assim, nós vamos evitar que muitos casos simples sejam levados até o HGP, deixando o hospital apenas para os casos mais complexos.

 

E o que fazer para resolver o problema da segurança pública?
A Guarda metropolitana não tem concurso público há 14 snos. Faltam servidores, equipamentos e estrutura. Os Guardas Metropolitanos estão passando o equipamento de segurança de uns para os outros, como armas e coletes.

Temos que envolver mais os Guardas com a segurança nos bairros através das redes sociais para melhorar a segurança dos cidadãos. Outra projeto nosso é colocar monitoramento 24 horas na entrada e saída da cidade, com câmeras e postos da Guarda Metropolitana, visando inibir a ação de bandidos que vêm de outras cidades e outros estados para cometer crimes aqui em Palmas.

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O que fazer para combater a crise?
O comércio de Palmas hoje está 100% em dificuldade. Não tem um comerciante que não esteja no vermelho. O faturamento dos últimos 18 meses tem sido péssimo. A Prefeitura pode trabalhar diferente, incentivando que as pessoas gastem os seus recursos dentro da cidade, inclusive a prefeitura.
A prefeitura pode realizar uma grande campanha de publicidade com esse slogan “Compre em Palmas”, atraindo não só o público local como o público de cidades vizinhas para comprar na capital.

 

Qual é a sua posição sobre a carga tributária?
Os impostos estão sufocando várias empresas. O ISSQN subiu, o IPTU está com a planta de valores acima da média, entre outros. Isso tem sido péssimo para o setor de comércio e serviços, que são as áreas que sustentam a arrecadação da cidade, já que não temos indústrias.

O que estamos vendo é muita gente se mudar para o Distrito de Luzimangues, em Porto Nacional, buscando pagar menos impostos e isso não poderia estar acontecendo. Então, a atual gestão não só está espantando quem já está aqui, como está inviabilizando quem por ventura pensa em se instalar na capital.

Solução seria ouvir a classe empresarial. Fazer com que a prefeitura seja parceira, entendendo que cada setor tem a sua necessidade. Um dos meus compromissos, se eleito, é ouvir a classe empresarial mês a mês para construirmos juntos uma Palmas mais forte comercial e financeiramente, gerando emprego e distribuição de renda.

 

Como o senhor vê o estacionamento rotativo?
O estacionamento rotativo foi implantado goela abaixo e tornou ainda mais difícil a vida dos comerciantes, pois o sistema de informática que não funcionava, os carros estavam sendo multados e até guinchandos. A população passou a ter medo de frequentar o comércio aonde o estacionamento rotativo funciona por medo de ser multado injustamente. A Blue [empresa que explora o estacionamento rotativo] foi um péssimo negócio para a cidade.

O estacionamento rotativo pode ser feito de uma forma organizada, como tempo de tolerância, redução de preços, redução do horário de cobrança das 09h às 17h, isenção aos sábados, entre outros. O estacionamento rotativo tem que ser algo para ajudar os comerciantes e não para prejudicar tanto os comerciantes quanto os consumidores, como vem acontecendo.

 

O que fazer para atrair mais empresas e indústrias para Palmas?
Primeiro: incentivar as empresas locais, que já estão aqui, colocando a prefeitura como parceira, sem taxar, fomentando o comércio local. Fazendo com que as empresas gerem mais emprego e renda.

Segundo: tentar fazer com que empresas e indústrias de fora venham para Palmas, para produzir aqui através da isenção de taxas e impostos durante certo período de tempo e até doando áreas para que essas empresas e indústrias se instalem.

A distância de Palmas para os grandes centros não atrapalha a vinda dessas novas empresas e indústrias?
Não, pois temos um grande eixo multimodal, que serve para escoar todo tipo de produção por rodovias, ferrovia, hidrovia e aeroportos. Além disso a nossa mão de obra ainda é uma das mais baratas do Brasil.

O que o senhor pode fazer para ajudar os feirantes de Palmas?
A prefeitura tem procedido com os feirantes da mesma forma que tem feito com os demais setores. De forma unilateral, sem escutar a categoria. Ao invés de aumentar as taxas e impostos para que eles exponham seus produtos nas feiras a prefeitura deveria reduzir essas taxas, fazendo com que mais feirantes se interessassem em vender os seus produtos, reduzindo custos e preços, além fomentar a cadeia produtiva dos pequenos agricultores. Tenho certeza que os impostos cobrados desses feirantes são ínfimos no orçamento da prefeitura e não vão fazer qualquer diferença para a arrecadação própria se forem reduzidos a praticamente zero. Vamos fazer com que aquele feirante que está participando de duas feiras queira participar de quatro e não o contrário.

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O senhor acha que o Plano Diretor de Palmas deve ser expandido ou a prefeitura deveria primeiro procurar acabar com os vazios urbanos?
As políticas públicas para acabar com os vazios urbanos atrapalharam o desenvolvimento da cidade, pois fizeran com que os investidores ficassem com medo de aplicar seu dinheiro em imóveis em Palmas.

Quanto à questão da expansão urbana eu vejo que esse assunto deve ser melhor debatido, principalmente com a parte mais interessada que a população de Palmas. Em alguns setores de Palmas a expansão urbana é necessária, mas em outros ela é totalmente dispensável, de modo que só estudos profundos, embasados na vontade da população é que podem definir o que deve ser feito.

O senhor é a favor ou contra o BRT?
BRT ainda é inviável para a cidade.Na verdade, o mais provável é que ele crie um alto endividamento da cidade e acabe sendo inviável financeiramente. Acredito que temos coisas muito mais importantes para fazer e melhorar já hoje, como as estações que estão precárias, sem banheiros, pontos de ônibus sem cobertura, entre outros problemas. O BRT deve ser um projeto para o futuro para o momento atual que Palmas vive ele não é só inviável, é incoerente também.

 

E quanto à Educação. Qual é o seu projeto para a área?
Acredito que as escolas podem ser 100% de tempo integral. Mas sem demagogia, simplesmente pintando a escola e dizendo que ela é de tempo integral, sem oferecer material didático e condições estruturais para que os professores ofereçam essa educação. Acredito que podemos fazer mais e melhor pela Educação das nossas crianças e também na valorização dos nossos professores, com material de trabalho suficiente, ambiente digno e uma política salarial justa.

 

E no setor de habitação. Quais são suas prioridades?
Vamos priorizar projetos para construir moradias populares com o apoio do Governo Federal e da Prefeitura. A falta de contrapartida do poder público municipal inviabiliza muitos investimentos e ela tem que existir para mostrar o nosso interesse em fazer mais e melhor por este setor. Ainda temos um déficit habitacional muito grande em Palmas. Por outro lado não podemos relegar essas pessoas à periferia, sem um acesso rápido ao centro da cidade através do nosso transporte público de qualidade. Aí voltamos à duas questões fundamentais, a melhoria no modelo de transporte coletivo que já existe e a discussão sobre a expansão ou não do plano diretor.

 

O senhor se desentendeu com o Prefeito Carlos Amastha?
Na verdade o que ocorreu foi uma deselegância da parte dele para comigo. Ele me abordou de uma maneira acintosa em um local público, me dizendo coisas que eu não merecia ouvir. Não sei porque aconteceu, mas confesso que fui pego de surpresa. Fiquei muito constrangido e preferi ir embora.

Como vai ficar a questão das composições para as eleições deste ano?
Não estamos preocupados com composições partidários. A minha única preocupação é a composição com a população de Palmas. Fazer com que as pessoas conheçam nosso projeto e acreditem que uma Palmas mais humana e democrática é possível.

 

Que mensagem o senhor deixa para a população palmense?
Todo mundo quer o bem para a cidade, tanto quem está aqui ha 25 anos, quanto quem chegou recentemente, mas isso precisa ser feito de uma maneira mais diplomática e transparente. Quando as decisões são tomadas de maneira unilateral a cidade só perde. Por isso acredito que eu posso ser enquanto prefeito, a pessoa que vai escutar a população e unir a cidade em torno de um bem comum, como a qualidade de vida através da geração de emprego e renda para toda a população.
A minha vontade é servir a esta cidade que me acolheu e que me deu tudo que eu tenho hoje. Por isso quero retribuir tudo que ela fez por mim nesses 24 anos que moro aqui. É em Palmas que eu quero viver o resto da minha.

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Inscrições para cursos preparatórios se encerram nesta sexta-feira

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A Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) segue até sexta-feira, 19, com inscrições abertas para os cursos preparatórios ao Enem (presencial) e concursos públicos e pré-vestibular (online). As aulas começam na próxima segunda-feira, dia 22.

Para inscrever-se no cursinho ao Enem, o interessado precisa procurar a Escola do Legislativo, no prédio da Assembleia, no período matutino. Já na modalidade EaD (Ensino à Distância), as inscrições poderão ser feitas até o próximo dia 19, pela plataforma www.escolalegto.com.br.

Na plataforma digital de ensino à distância, a Escola do Legislativo está disponibilizando vagas para 11 (onze) cursos totalmente gratuitos, com destaque aos cursos preparatórios para pré-vestibular, 130 vagas, e 80 vagas para concurso público.

Já para o curso presencial preparatório ao Enem em Palmas, são 180 vagas. Neste ano, a Escola do Legislativo vai ofertar também vagas para o curso presencial na cidade de Gurupi. As inscrições se encerram nesta sexta-feira, 19.

Atualmente, estão matriculados 1.100 alunos de 60 municípios do Tocantins. A iniciativa conta com a parceria das câmaras municipais, que são multiplicadoras nas comunidades e sempre buscaram apoio do Parlamento para capacitações e cursos de aperfeiçoamento.

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Egressos

O estudante de Jornalismo da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Yuri Lipi, foi um dos alunos que fizeram o cursinho, e fez questão de motivar outros jovens em suas redes sociais. “Façam este curso, que é sucesso; passei para Jornalismo através dele, sem contar que os professores são os mesmos dos cursinhos particulares. Tudo grátis!”.

Ex-aluno do curso preparatório da Escola, Junio Souza também aprovou os resultados. “Eu indico: os melhores professores da capital estão dando aula lá. E outra coisa: é aberto ao público, então não perca essa oportunidade!”.

Geovanna também compartilhou em suas redes sociais as vantagens de fazer o curso. “Foi o cursinho gratuito que fiz durante uns meses antes da pandemia; grandes professores da rede particular deram aula lá. Portanto, indico a quem não tem condições de custear um privado”.

Fonte: Assembleia Legislativa do TO

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