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Quem entra se Raul sair?

Com a provável manutenção da sua inelegibilidade a coligação busca um nome que tenha capacidade de aglutinação, votos, e principalmente dinheiro para bancar a campanha. Solange Duailibe (PR), Irajá Abreu (PSD) e Gaguim (PTN), são os mais cotados.

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Por mais que o pré-candidato Raul Filho (PR) diga que está confiante na Justiça e em sua absolvição da condenação por Crime Ambiental, o que o deixou inelegível até 2020, nos bastidores, já se discute abertamente quem será o seu substituto para encabeçar a disputa à Prefeitura de Palmas.

Em que pese a transferência da data do julgamento para o dia 24 deste mês, a ideia segundo integrantes da coligação “Coragem pra Fazer Diferente”, que engloba uma gama de partidos e políticos de diferentes ideologias, é deixar que Raul continue fazendo sua pré-campanha, no intuito de levantar os seus números o máximo possível antes de retirar seu nome e repassar a candidatura para o seu substituto.

Segundo um integrante da coligação os partidos precisam anunciar um novo nome tão logo o julgamento ocorra, ao que tudo indica, desfavorável para Raul. Pois a campanha no rádio e na televisão inicia apenas dois dias depois, no dia 26 de agosto. “Uma campanha envolve muitos interesses e com esta não é diferente, por isso mesmo os nomes estão sendo discutidos desde já, para que o nome que vai substituir Raul seja indicado na manhã seguinte ao julgamento”, afirmou.

Mas o que precisa alguém que queira substituir Raul na disputa à prefeitura de Palmas? Basicamente três coisas: capacidade de aglutinação política para não deixar que a coligação se esfacele antes mesmo das eleições, uma quantidade mínima de votos e dinheiro, muito dinheiro, já que a partir dessas eleições estão proibidas as doações empresariais para as campanhas.

 

Então os candidatos podem contar apenas com o dinheiro do fundo partidário e com os próprios recursos. Como teto de gastos o TRE estabeleceu um limite de R$ 7,7 milhões para cada candidato em Palmas, o que dificilmente será respeitado. Informalmente a campanha para prefeito de Palmas tem um custo estimado entre R$ 15 milhões e 20 milhões.

Uma prova de quão importante é neste momento o dinheiro do próprio candidato é a saída de Fabiano Parafusos (PRB) da disputa apenas dois dias após a sua convenção, uma vez que ele tinha cerca de 7% de intenções de voto e uma grande possibilidade de crescimento, mas não tinha os recursos para bancar a sua estrutura e de seus correligionários.

 

Nomes

Sendo assim, três nomes ganham força dentro da coligação “Coragem pra Fazer Diferente. Se prevalecer a vontade de Raul Filho e do presidente do PR no Tocantins, o senador Vicentinho Alves a candidata deve ser a esposa de Raul Filho, Solange Duailibe, também do PR.

 

Mas o nome da ex-deputada estadual e ex-primeira-dama de Palmas encontra resistências entre os outros partidos que compõem a coligação, como o PSD, do deputado federal Irajá Abreu, que também almeja alçar à condição de candidato. Prova disso foi quando da vinda do presidente nacional do partido Gilberto Kassab, que disse que o ideal era que Irajá fosse candidato. “É sempre melhor ter candidato próprio”, disse Kassab na época.

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No entanto o PR também tem restrições ao nome de Irajá, e por um motivo muito simples, em caso de vitória, não querem favorecer a senadora Kátia Abreu (PMDB) numa eventual candidatura ao Governo do Estado em 2018, cargo que está sendo pleiteado desde já por Vicentinho Alves, que fala do seu “sonho de ser governador” há mais de dez anos.

O terceiro nome, que pode acabar sendo o nome de consenso para a disputa é o do deputado federal Carlos Henrique Gaguim (PTN) que diz aos quatro ventos que não pretende ser candidato, mas “se for o caso e pelo bem do partido vai para o sacrifício”. Gaguim tem duas das características necessárias para quem quer substituir Raul Filho, capacidade de aglutinação e dinheiro, uma montanha dele. Mas não tem o principal, intenções de voto.

Enquanto Solange e Irajá podem se dar ao benefício da dúvida, por nunca terem os seus nomes pesquisados pelos principais institutos do Tocantins, Gaguim nunca ultrapassou os 7% de intenção de voto, e o pior: conta com uma rejeição que beira os 20%. Ou seja, tem três vezes mais eleitores dizendo que não votariam nele de jeito nenhum, do que a quantidade que afirma que votaria. Porém, Gaguim acredita piamente que, além dos cerca de 20 milhões que afirma ter disponíveis para gastar em sua campanha, o legado que deixou quando foi Governador Interino do Tocantins, entre setembro de 2009 e dezembro de 2010 pode funcionar como alavanca para impulsionar o seu crescimento.

 

OUTROS CANDIDATOS

O deputado estadual Eduardo Siqueira Campos (DEM) e o vereador Lúcio Campelo (PR) correm por fora para tentar viabilizar os seus nomes na eventual saída de Raul Filho (PR) da disputa à prefeitura de Palmas.

A favor de Eduardo conta o fato de dispor dos recursos suficientes para tocar uma possível campanha. No entanto, não tem mais a capacidade de aglutinação política de outros tempos e tem uma rejeição muito maior do que suas intenções de voto. Também pesam contra Eduardo acusações, como o desvio de R$ 1,2 bilhão no Igeprev enquanto ele era presidente do Conselho do Órgão.

Já Lúcio Campelo contaria com o apoio do partido, e do seu comandante, o senador Vicentinho Alves, o que amplia a sua capacidade de aglutinação de outros partidos, mas não teria recursos próprios suficientes para tocar uma campanha, já a sua aceitação pelo eleitoral é uma incógnita, pois até hoje não foi pesquisado por nenhum instituto.

 

Um ponto positivo de Lúcio é que enquanto vereador sempre foi um crítico ferrenho do prefeito Carlos Amastha, o que favorece muito o seu discurso como alguém que realmente não concorda com os rumos da atual administração.

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                           Eduardo Siqueira Campos (DEM)                                                        Lúcio Campelo (PR)

        

 

Limite

Segundo vários correligionários de Raul a dúvida sobre a sua candidatura ou não, tem perturbado a coligação, mas é vista pelos seus membros como a melhor chance de vencer Carlos Amastha e ao mesmo tempo enfraquecer a candidata do Palácio Araguaia Cláudia Lélis.

É certo que as eleições de 2018 passam necessariamente pelas eleições de 2016 em Palmas, haja vista as configurações das coligações, aonde fica evidente o grupo de Amastha, encabeçado por ele mesmo, o Grupo Vicentinho/Kátia/Siqueira, com Raul à frente e o grupo do Governo que apoia Cláudia Lélis. Aquele que vencer as eleições desse ano aqui na capital, certamente sairá mais forte e confiante para concorrer às eleições em 2018 e tentar ser o próximo governador ou governadora do Tocantins. O tempo dirá quem vence e se as alianças serão mantidas até lá.

 

Coligação quer pesquisa para definir candidato

Os partidos que compõem a Coligação “Coragem pra Fazer Diferente”, entre os quais, PR, PDT, PSD, PTN, DEM, PSC, PPL e PTdoB, afirmam que pretendem realizar uma pesquisa para definir quem será o substituto de Raul Filho caso o seu impedimento de disputar seja confirmado.

No entanto,os partidos não definiram duas coisas básicas: qual instituto realizaria a pesquisa e quem pagaria por ela depois de pronta, já que uma pesquisa com diversos nomes incluindo avaliações quantitativas e qualitativas não ficaria por menos de R$ 100 mil.

Mesmo que os partidos da coligação consigam definir essas duas variáveis, ainda restará outra dúvida ainda mais difícil de ser dirimida: quais variáveis devem ser levadas mais em conta na escolha do candidato. Aquele que tem mais votos? aquele que tem menos rejeição? aquele que tem mais potencial de crescimento? etc. etc. etc.

Caso a coligação não defina um nome rapidamente, que possa ser abraçado pela militância e levado aos palanques e à propaganda de rádio e televisão, Vicentinho, Kátia e Siqueira correm o risco de perderem terreno, gerar atritos em sua base e acabarem derrotados antes mesmo do fim da disputa.
Até agora os vereadores da coligação não imprimiram os famosos santinhos, por não saber quem será o seu candidato a prefeito.

 

Outros
Certamente o prefeito Carlos Amastha e a vice-governadora Cláudia Lélis (PV) são os maiores interessados em ver como será o desenrolar do imbróglio que envolve Raul Filho e sua coligação, pois enquanto durar a incerteza eles se beneficiam dela para tocar as suas candidaturas.

 

 

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Inscrições para cursos preparatórios se encerram nesta sexta-feira

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A Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) segue até sexta-feira, 19, com inscrições abertas para os cursos preparatórios ao Enem (presencial) e concursos públicos e pré-vestibular (online). As aulas começam na próxima segunda-feira, dia 22.

Para inscrever-se no cursinho ao Enem, o interessado precisa procurar a Escola do Legislativo, no prédio da Assembleia, no período matutino. Já na modalidade EaD (Ensino à Distância), as inscrições poderão ser feitas até o próximo dia 19, pela plataforma www.escolalegto.com.br.

Na plataforma digital de ensino à distância, a Escola do Legislativo está disponibilizando vagas para 11 (onze) cursos totalmente gratuitos, com destaque aos cursos preparatórios para pré-vestibular, 130 vagas, e 80 vagas para concurso público.

Já para o curso presencial preparatório ao Enem em Palmas, são 180 vagas. Neste ano, a Escola do Legislativo vai ofertar também vagas para o curso presencial na cidade de Gurupi. As inscrições se encerram nesta sexta-feira, 19.

Atualmente, estão matriculados 1.100 alunos de 60 municípios do Tocantins. A iniciativa conta com a parceria das câmaras municipais, que são multiplicadoras nas comunidades e sempre buscaram apoio do Parlamento para capacitações e cursos de aperfeiçoamento.

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Egressos

O estudante de Jornalismo da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Yuri Lipi, foi um dos alunos que fizeram o cursinho, e fez questão de motivar outros jovens em suas redes sociais. “Façam este curso, que é sucesso; passei para Jornalismo através dele, sem contar que os professores são os mesmos dos cursinhos particulares. Tudo grátis!”.

Ex-aluno do curso preparatório da Escola, Junio Souza também aprovou os resultados. “Eu indico: os melhores professores da capital estão dando aula lá. E outra coisa: é aberto ao público, então não perca essa oportunidade!”.

Geovanna também compartilhou em suas redes sociais as vantagens de fazer o curso. “Foi o cursinho gratuito que fiz durante uns meses antes da pandemia; grandes professores da rede particular deram aula lá. Portanto, indico a quem não tem condições de custear um privado”.

Fonte: Assembleia Legislativa do TO

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