LIXO HOSPITALAR, E O RISCO DE SAÚDE PÚBLICA

Pra ter o destino devido, o lixo hospitalar precisa ser cuidado por uma empresa terceirizada, ou então, o hospital tem de contar com um incinerador próprio

Nos últimos dias, um dos assuntos mais debatidos, no Tocantins que ganhou destaque nacional, foi a situação do lixo hospitalar acumulado em um galpão em Araguaína, o caso ganhou repercussão e desdobramentos que chamaram a atenção da comunidade. Mas afinal o porque da preocupação com o lixo hospitalar? A resposta é bem clara,  esse tipo de resíduo não só pode infectar outras pessoas com os resíduos, mas também áreas inteiras, espalhando-se pelo solo e até mesmo lençóis freáticos: um tipo de poluição silenciosa e que pode ser até mesmo mortal, e da qual nós nem ficamos sabendo.

Pra ter o destino devido, o lixo hospitalar precisa ser cuidado por uma empresa terceirizada, ou então, o hospital tem de contar com um incinerador próprio – ambas as opções tem um valor elevado, e o retorno financeiro disto tudo é na verdade, nulo. Não existe reciclagem para o lixo hospitalar nem maneiras de reaproveitá-lo.

No Tocantins diariamente, são geradas toneladas de lixo, em muitos hospitais, principalmente em Palmas, Araguaína e Gurupi, sendo necessária uma atenção especial com esse tipo de resíduo, Só uma unidade particular de atendimento médico da capital, gera em torno de 1 tonelada de lixo hospitalar por mês. Além destas pessoas que têm contato direto, o lixo hospitalar infecta o próprio terreno onde está depositado enquanto compõe: a terra se torna não apenas improdutiva, como não habitável para qualquer espécie de ser vivo. Ainda mais com o tempo, estes matérias infectados penetram no solo, poluindo os lençóis freáticos a longo prazo, e outras fontes de água próximas a esses aterros quase que imediatamente. 

Marta Franco Ramos 

Conselheira Federal de Farmácia 

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