Sem médicos, hospitais do Tocantins entram em colapso

A falta de planejamento com os gastos na saúde pública se reflete diretamente nos atendimentos, e afetou os hospitais da rede pública do Tocantins

Os problemas com a saúde pública no Brasil, abriram o ano com a demissão em massa de mais de 600 médicos no estado do Tocantins. Essa medida, prejudicou milhares de pessoas que não têm condição de adquirir plano de saúde, e fica à mercê da máquina pública.

A falta de planejamento com os gastos na saúde pública, já tratada aqui, reflete diretamente nos atendimentos, e afetou os hospitais da rede pública do Tocantins. O Hospital Regional de Porto Nacional, por exemplo, teve suspenso seus serviços no atendimento de urgência e emergência.

Um fato que chocou a população, foi de uma grávida que reside em Paraíso do Tocantins. Após várias tentativas para ser atendida no nono mês de gestação, acabou perdendo a criança por falta de atendimento médico, nos hospitais públicos. Segundo o marido Natanael Nascimento Dias, eles procuraram o Hospital Regional na sexta-feira dia 5 sem sucesso, já que não havia médico na unidade. No sábado Natanael se dirigiu com a mulher com muita dor para o Hospital Regional Dona Regina, em Palmas, infelizmente o bebê não resistiu e veio a óbito.

As demissões aconteceram, para que o estado fique em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal, essas demissões foram de cargos comissionados e contratados, segundo governo do estado.

Sob o governo de Mauro Carlesse, o seu modelo de gerenciamento é focado em resultados e na redução de gastos, suas palavras: “Pensamos em um governo mais enxuto, mais leve para o contribuinte, que não precisa aumentar o imposto, e que seja mais eficiente na hora de atender o cidadão”.

Toda a reestruturação da saúde, e do país na totalidade passa por momentos difíceis, porém, o comprometimento com a saúde da população e com os profissionais da área da saúde, deveriam sempre vir em primeiro lugar, por se tratar de um serviço essencial.

Ainda assim, o governo precisa consolidar o gerenciamento da saúde, para que a população tenha mais auxílio e menos prejuízo. A saúde de Tocantins precisa de melhorias nas estruturas, maquinários para exames e destinação de emendas federais e estaduais que supram a necessidade existente nos hospitais da rede pública.

Com uma boa gestão e administração, é possível que as contas caibam no bolso sem estourar o orçamento, e que ainda promova investimentos para atender toda a população que utiliza o SUS. Antes de se tomar qualquer decisão que reflita na vida da população, o governo deveria pesar os prós e os contras desses atos, para que a saúde pública não fique mais defasada ainda.

FAÇA SEU COMENTÁRIO