Novembro Azul ‘Desconstruir para conscientizar’

É necessário vencer o preconceito, perder o medo e realizar um checkup periódico para acompanhar a sua saúde mediante avaliação do médico urologista

Aprimorar o senso crítico e romper as barreiras do preconceito é uma necessidade imprescindível para o desenvolvimento social. Desde cedo, precisamos de orientação para alcançar o crescimento ético, moral, pessoal e profissional, pois o aprendizado é algo infinito que nos traz a sensibilização sobre a forma como enxergamos o mundo.

O corpo humano é uma máquina perfeita que trabalha sem férias, folga ou pausa. Sua manutenção é feita de acordo com a maneira como cuidamos da engrenagem que envolve seu funcionamento. Por exemplo, quando nossos órgãos não estão em sincronia ou algo os atrapalham na execução de alguma tarefa, certamente, sentiremos inconveniência de imediato ou a longo prazo, quando se trata de uma doença silenciosa.

Então, é necessário vencer o preconceito, perder o medo e realizar um checkup periódico para acompanhar a sua saúde mediante avaliação do médico urologista.

Novembro Azul o que é e como surgiu?

O Novembro Azul é uma é uma campanha de conscientização realizada anualmente em alusão ao combate do câncer de próstata em 21 países, cujo o dia mundial é comemorado no dia 17. Surgiu em 2003 na Austrália em uma brincadeira entre amigos que cogitavam deixar seus respectivos bigodes crescerem já que ninguém mais usava.

Através da brincadeira e motivados pela mãe de um outro amigo que tentava arrecadar dinheiro para o combate ao câncer de mama, decidiram fazer o mesmo na tentativa de auferir verba para o tratamento do câncer de próstata. O objetivo era deixar o bigode crescer e cobrar 10 dólares dos bigodudos que aderissem à campanha. Daí por diante o que começou como uma brincadeira se expandiu no mundo.

Quais são os sintomas?

Geralmente os sintomas aparecem no estágio avançado da doença, devido ao diagnóstico tardio. Entre eles, vontade frequente de urinar aliado a dificuldade e desconforto, urina escura e outros. Trata-se de um tumor que acomete a próstata, localizada abaixo da bexiga.

De acordo com informações do Ministério da Saúde, o câncer cresce de forma silenciosa na maioria dos casos mas em outros, pode crescer rapidamente e comprometer vários órgãos podendo causar o óbito.

A cada dez homens diagnosticados com o câncer, nove têm mais de 55 anos. Além disso, outros fatores influenciam no desenvolvimento da doença como ausência de exercícios físicos, consumo de bebidas alcoólicas, tabagismo, obesidade e histórico de câncer na família.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), no ano de 2018, 68 mil casos de câncer de próstata foram diagnosticados e mais de 13 mil mortes estimadas por ano em decorrência da doença.

Quais exames fazer?

É necessário realizar o exame de toque retal, onde o médico introduz o dedo protegido por uma luva no reto do paciente para palpar as partes do órgão e avaliar o seu tamanho e textura. Também pode ser realizado um exame de sangue conhecido como Antígeno Prostático Específico (PSA), que mede a quantidade de proteína produzida pela próstata. De acordo com a avaliação profissional será preciso realizar uma biópsia para análise em laboratório.

Qual o tratamento para o câncer de próstata?

A escolha do tratamento será feita pelo médico especialista. Quando o câncer está apenas na próstata é realizada a cirurgia e radioterapia. Caso tenha ocorrido a metástase, ou seja, o câncer tenha se espalhado para outros órgãos, será necessário a realização da radioterapia aliada ao tratamento hormonal. Todo atendimento e acompanhamento é disponibilizado pelo Sistema único de Saúde (SUS).

Marttha Franco Ramos, Secretária Executiva de Saúde de Palmas e Conselheira Federal de Farmácia

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