Não se queime, previna-se!

Protetor solar, roupas com proteção UV, óculos e chapéu são fundamentais para os veranistas

Chegamos ao último mês do ano, Dezembro. A partir de agora o verão abre as portas do lazer nas praias do Brasil, começam as festas, passeios, viagens e muito mais. Porém, é necessário dobrar a atenção sobre a exposição ao sol durante os programas de férias.

Dezembro Laranja É o mês de conscientização sobre a prevenção do câncer de pele. A campanha é inspirada no Outubro Rosa e Novembro Azul. Surgiu em 2014 através da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). O objetivo da mobilização é alertar e reduzir os casos da doença, promover a sensibilização para atenção sobre os riscos da exposição a radiação ultravioleta, orientar sobre a prevenção, sintomas e diagnóstico precoce do câncer de pele.

Câncer de Pele

A principal causa do câncer de pele é a exposição descontrolada a radiação solar, mas também pode ser ocasionada devido a uma alteração no DNA das células epiteliais. De acordo com o Ministério da Saúde, a doença é mais comum em pessoas acima dos 40 anos, sendo considerado raro em crianças e pessoas negras.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 30% dos tumores malignos diagnosticados no país correspondem ao câncer de de pele. No biênio 2018/2019 estima-se 165.580 mil novos casos da doença sejam notificados, entre eles, 85.170 mil homens e 80.410 mil mulheres.

O Sistema de Registros de Câncer e de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM/MS) aponta que 1.794 pessoas morreram em 2015 por conta do câncer de pele melanoma no Brasil, sendo 1.012 e homens e 782 mulheres. O número de mortes por câncer não melanoma chegou a 1.958, sendo 1.137 homens e 821 mulheres.

Prevenção

Além de evitar exposição solar nos períodos mais intensos, entre 10h e 16h, também é importante utilizar óculos com proteção UV, chapéu de abas (australiano), roupas de proteção (térmica UV), guarda-sol ou sobrinha, usar filtro solar com fator de proteção solar adequado e hidratante labial diariamente, e consultar anualmente o dermatologista.

Como diagnosticar e tratar?

É necessário procurar um médico dermatologista para realização de exame clínico. O profissional de saúde pode solicitar uma ‘Dermatoscopia’. Trata-se de um exame feito através do uso de um equipamento que permite a visualização de camadas mais profundas da pele. Também pode ser preciso fazer uma biópsia para obter o diagnóstico efetivo.

O tratamento varia de acordo com a gravidade do câncer podendo ser necessário a realização de cirurgia (criocirurgia/excisional/micrográfica de mohs), curetagem e eletrocauterização, radioterapia, quimioterapia, imunoterapia e uso de medicações tópicas imunoterápicas, entre outros.

Tipos de câncer de pele

Carcinoma basocelular (CBC) - não melanoma: possui baixo índice letal podendo ser curado em caso de detecção precoce. É o mais comum entre todos os tipos e menos agressivo.

Carcinoma espinocelular (CEC) - não melanoma: surge nas partículas da epiderme que formam grande parte do revestimento da pele. Esse tipo é mais frequente em homens e o segundo mais recorrente.

Melanoma: trata-se do tipo menos frequente, ou seja, é raro. Porém, é o câncer mais agressivo com maior índice metástase e consequentemente de mortalidade. Caso seja detectado precocemente as chances de cura são maiores. Pessoas de pele clara e que ficam expostas por longos períodos a luz solar estão mais vulneráveis ao desenvolvimento do câncer. Isso não significa que pessoas de pele negra não tenham que seguir as mesmas recomendações de prevenção descritas neste artigo.

Observações: em caso de suspeita evite a automedicação e procure um especialista em dermatologia.

Marttha Franco Ramos, Secretária Executiva de Saúde de Palmas e Conselheira Federal de Farmácia

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