Se não pensar, o corpo sente!

Não significa que uma pessoa portadora do HIV tem Aids, pois caso haja a descoberta precoce da infecção, o paciente pode conseguir realizar exames e tratamentos gratuitos oferecidos pelo Ministério da Saúde e conviver com o vírus em baixa proporção na corrente sanguínea

A vida é repleta de fases que moldam nosso comportamento aguçando a curiosidade a partir das sensações e desejos. Temos a época de brincar, estudar, construir novas amizades, frequentar festas, trabalhar e também, namorar. Talvez seja um dos estágios em que os pais mais se preocupam com os filhos por conta da abertura a situações de vulnerabilidade.
A adolescência e o começo da fase adulta propiciam, a depender do meio em que se vive, circunstâncias, aparentemente, promissoras e de inserimento em determinados ciclos sociais almejados por pessoas jovens. Porém, esse risco não se restringe aos jovens, todas as faixa etárias estão suscetíveis a infecção pelo vírus HIV.

HIV

Nos anos 80 o HIV era sinônimo de morte, causando desespero nas pessoas que eram diagnosticadas com a doença e preconceito por parte das amizades, parentes e nos ambientes de trabalho. Devido a escassez de informação a respeito da doença, a Assembleia Mundial de Saúde em conjunto com a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu, em 1987, o dia 1 de dezembro como o dia mundial de combate a Aids com o objetivo de conscientizar e quebrar estigmas sociais. Em 1988 a campanha foi adotada no Brasil pelo Ministério da Saúde(MS). O laço vermelho da campanha começou a ser usado em 1991, em Nova York, como forma de homenagear às pessoas portadoras do vírus e disseminar apoio e compreensão.

Prevenção

O vírus HIV é o causador da Aids, está presente no sangue e consequentemente se encontra no leite materno, sêmen e secreção vaginal. O contágio pode acontecer de várias maneiras, entre elas: sexo desprotegido (sem preservativo); infecção vertical durante a gestação, no parto ou amamentação; uso da mesma seringa ou agulha contaminada; transfusão de sangue contaminado; artefato cortante não esterilizado adequadamente, entre outros.

Diferença entre HIV e Aids

Não significa que uma pessoa portadora do HIV tem Aids, pois caso haja a descoberta precoce da infecção, o paciente pode conseguir realizar exames e tratamentos gratuitos oferecidos pelo Ministério da Saúde e conviver com o vírus em baixa proporção na corrente sanguínea. Após o contágio, é necessário aguardar de 30 a 90 dias para ter mais precisão no resultado do exame.

A pessoa portadora do HIV pode conviver com o vírus sem apresentar sintomas. A Aids é o estado mais avançado da doença, responsável por causar o agravamento do quadro clínico ou óbito. Inicialmente os sintomas da doença podem ser leves e confundidos com uma simples fraqueza ou virose. Os indícios da doença são: calafrios, diarreia permanente, febre, manchas na pele e perda de peso.

PEP

É um tratamento conhecido como Profilaxia Pós-Exposição realizado por meio de terapia antirretroviral (TARV) durante 28 dias para impedir o desenvolvimento e continuidade do HIV no organismo. O tratamento é indicado para pessoas que ficaram expostas ao vírus em situações como: acidente ocupacional, estupro ou relação sexual desprotegida. para ter êxito, o tratamento precisa ser iniciado em até 72 horas após a exposição. Vale ressaltar que a PEP não substitui o uso do preservativo.

Grupo de risco
O vírus não está restrito a grupos específicos por orientação sexual, essa distinção é equivocada. Segundo dados do Ministério da Saúde 135 mil brasileiros vivem com o HIV e não sabem. A maioria dos casos de infecção são entre pessoas de 20 a 34 anos, com 18,2 mil notificações, o que significa 57,5% dos caso registrados. No ano de 2018, foram registrados 43,9 mil novos casos de HIV no país.
A Secretaria Municipal de Saúde (Semus), através do Grupo condutor das doenças infectocontagiosas realiza este mês, em alusão ao 'Dezembro Vermelho', uma mobilização pela luta contra o HIV e a AIDS. Os Centros de Saúde da Comunidade oferecem testes rápidos e orientações sobre a necessidade de prevenção, bem como tratamento adequado para as pessoas infectadas pelo vírus ou que desenvolveram a doença. A campanha conta com o apoio de toda a rede municipal de saúde da Capital.
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Marttha Franco Ramos, Secretária Executiva de Saúde de Palmas e Conselheira Federal de Farmácia

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