Tocantins exportará carne bovina para União Europeia

O Tocantins, Distrito Federal e outros 12 Estados brasileiros foram autorizados pela União Europeia a exportar carne bovina para a fabricação de produtos industrializados (carne enlatada) para o bloco. De acordo com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, nesta terça-feira (07/06), o número de Estados beneficiados foi ampliado de nove para 23.

Até a recente ampliação da UE, os estados autorizados eram São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Espírito Santo. Agora também fazem parte da lista o Tocantins, Distrito Federal, Acre, Rondônia, Pará, Maranhão, Piauí, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (FAET) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Tocantins (SENAR/TO), Paulo Carneiro, comemorou a decisão e destacou que a exportação de carne bovina para os países europeus será mais um importante passo para a consolidação da pecuária do Tocantins como um grande Estado exportador e é uma conquista de todo o setor produtivo do Tocantins.

A visita da comitiva da União Europeia (UE) ao Estado aconteceu nos dias 27 e 28 de maio deste ano.  

NÚMEROS DA EXPORTAÇÃO

 

A autorização fomenta o comércio de carne do Estado. Conforme números da Secretaria da Agricultura do Tocantins, em 2015 foram exportadas quase 50 mil toneladas de carnes e derivados, com US$ 161 milhões em negócios. Já os números nacionais apontam que no ano passado o Brasil exportou 104,4 mil toneladas de carne industrializada, o que gerou uma receita de US$ 633,58 milhões.

Segundo a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI), a decisão da União Europeia é importante sobretudo pelo aumento de fornecedores brasileiros de matéria-prima para a exportação desse tipo de produto.

Os produtores dessas unidades da Federação podem vender a carne bovina in natura para as 77 indústrias brasileiras habilitadas a exportar o produto enlatado para os países da União Europeia.

De acordo com a SRI, para a ampliação dos estados, a UE fez um alinhamento dos requisitos sanitários com a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE). O Brasil cumpre as regras da organização, que trabalha para que os países não imponham restrições sanitárias a produtos, em acordo com as regras internacionais.

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