Governo afirma que irregularidades na Fomento tiveram início na gestão Freire Jr

Governo afirma que suspeitas recaem sobre a administração de Freire Jr. é que o atual presidente, Maurílio Ricardo, não teria dado “total acesso” aos documentos solicitados e por isso foi afastado

Em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira, dia 21, o Governo do Estado convocou uma coletiva na qual apontou indícios de irregularidades cometidas ainda em 2015, durante o mandato de Freire Jr. à frente da Agência de Fomento.

Entre as indícios de irregularidades estão a contratação de empresa de limpeza e manutenção sem licitação, empréstimos irregulares e até funcionário fantasma.

As suspeitas foram investigadas a partir de denúncias realizadas em julho deste ano e segundo a Controladoria Geral do Estado, durante a auditoria realizada pelo órgão, o novo presidente, Maurílio Ricardo de Araújo Lima, que assumiu há cerca de seis meses, teria se recusado a fornecer todos os documentos solicitados e ainda deixado de marcar uma Assembleia Geral a pedido do Governo, que detém 99,4% do capital da Agência, o que levou o Estado a decretar intervenção e afastar temporariamente Maurílio.

A CGE também afirmou que esta investigando dois empréstimos, de R$ 300 mil para uma farmácia de propriedade da esposa de Maurílio e outro de R$ 40 mil para o escritório de advocacia que tem o então Diretor Jurídico da Agência, Ademir Teodoro, como um dos sócios, ambos concedidos em 2015 quando Freire Jr. era presidente. No entanto, o interventor, José Messias Alves de Araújo disse que ainda está investigando se os empréstimos estão dentro da regularidade.

Pagamento
Messias apontou ainda que na segunda-feira, 19, mesmo já destituído do cargo, Maurílio Ricardo e Ademir Teodoro realizaram o pagamento de 32 funcionários do mês de novembro, bem como a segunda parcela do 13º salário. Eles também se demitiram dos respectivos cargos e realizaram os pagamentos de todos os seus direitos trabalhistas. Questionado sobre a legalidade ou não dos atos a equipe do Governo disse que ainda está apurando, mas pediu que a Caixa Econômica Federal não realize a liberação dos recursos do FGTS dos dois.

Defesa
Em sua defesa Maurílio disse que tanto ele quando Ademir são inocentes e afirmou que forneceu total acesso à auditoria da CGE durante 40 dias e os únicos documentos que se recusou a fornecer foram aqueles protegidos por sigilo bancário, mas que ao governo conseguir uma liminar na Justiça o pleito da CGE foi imediatamente atendido.

Ele afirma ainda que os empréstimos contraídos por sua esposa e pelo então Diretor Jurídico da instituição estão dentro da legalidade com todas as garantias e trâmites legais cobrados de qualquer outra pessoa e ainda que os pagamentos estão em dia.

Sobre o pagamento dos funcionários e suas demissões Maurílio disse que essa é uma prerrogativa do Conselho de Administração, do qual ele continua participando normalmente e que fez os pagamentos tanto para si, quanto para os funcionários devido à insegurança jurídica criada a partir do ato do governo de afastá-lo de forma “totalmente equivocada”. O que segundo ele pode levar a meses de paralisação da Agência, com a vedação para pagamento de fornecedores, funcionários e até contas de consumo. “A Agência corre o risco de simplesmente fechar as portas do dia para a noite.

Tentamos entrar em contato com o deputado federal Freire Jr. Mas ele não atendeu às ligações.

FAÇA SEU COMENTÁRIO