Em lançamento de seu livro, José Dirceu fala dos riscos para a classe trabalhadora com a ascensão da extrema direita ao poder

Reflexão sobre as políticas inclusivas no país e os riscos que a classe trabalhadora corre com a ascensão da extrema direita ao poder, foi o tom da palestra do ex-ministro e ex-presidente do PT, José Dirceu.

Reflexão sobre as políticas inclusivas no país e os riscos que a classe trabalhadora corre com a ascensão da extrema direita ao poder, foi o tom da palestra do ex-ministro e ex-presidente do PT, José Dirceu, durante o lançamento do livro “Zé Dirceu – Memórias volume 1”, na noite desta terça-feira, 4, no auditório do Sindicato dos Trabalhadores em Eletricidade do Tocantins (Steet), em Palmas.

“Precisamos entender, compreender e analisar as forças políticas que levaram o Bolsonaro à Presidência da República. Ele representa a elite brasileira, ele representa a coalização dos bancos, das grandes empresas e dos militares”, disse José Dirceu.

O ex-ministro afirmou que o único período da história do país em que se distribuiu renda entre os brasileiros foi durante os governos Lula. “Querem enterrar a era Lula que foi quando o estado brasileiro distribuiu renda. O nosso país é desenvolvido e tem pobreza e miséria porque a riqueza e a renda são concentradas, e o que o Lula fez foi desconcentrar e colocar o estado a serviço do trabalhador”, destacou.

Com a ascensão da extrema direita ao poder, pelo voto popular, e a preocupação dos brasileiros com a segurança da família, Dirceu foi categórico ao asseverar que quem mais ajudou a família brasileira nesses últimos 20 anos se não foi o Lula. “Foi no governo Lula que o estado brasileiro garantiu a assistência médica, a escola, a creche, garantiu emprego. Tudo isso é cuidar da família, é cuidar da segurança, pois se temos emprego e qualidade de vida para o trabalhador os índices de violência diminuem”, alertou.

Memórias

A busca por uma sociedade justa e igualitária é histórica no Brasil e como militante do movimento estudantil na luta contra a ditadura militar na década de 1960, José Dirceu iniciou sua trajetória e protagonismo na história do país.

“Passei por vários espaços, pela clandestinidade, fui para Cuba e quando volto ao Brasil eu conheço o país, pois quando fui preso em 1968 eu não conhecia o Brasil. No exterior eu estudei o Brasil e aqui quando fiquei seis anos no Paraná com outro nome, eu viajava”, declarou.

No livro, José Dirceu contou que, decidiu relatar as transformações que viu no Brasil. “A luta social e política foi mudando, o país foi mudando e nesse livro coloco as memórias que tenho”, explicou.

O livro editado pela Geração Editorial e escrito por Dirceu durante o tempo em que ficou preso, traz um relato da experiência do ex-ministro da Casa Civil do governo Lula desde o ano 1965 até 2005 e o lançamento em Palmas contou com a presença de centenas de militantes e simpatizantes da esquerda, bem como os deputados Paulo Mourão, Zé Roberto e Nilton Franco.

Cultura local

O momento trouxe aos tocantinense, além da palestra de Dirceu, uma noite de autógrafos ambientada com o som da artista tocantinense Nacha Moreto, interpretando Mercedes Sosa. 

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