Governo vai levar até três meses para recontratar metade dos 17.766 demitidos

Servidores orientados a continuar trabalhando serão "cobertos" pelo Governo, mas os demais podem estar trabalhando de graça

Fontes de dentro do Governo do Estado afirmaram à Folha Capital que a atual administração vai levar até três meses para recontratar “no máximo” a metade dos 17.766 servidores exonerados após a extinção dos seus contratos pelo Governo do Estado.

A prioridade devem ser os servidores da Saúde e Educação, com médicos, enfermeiros, professores, motoristas e auxiliares de serviços gerais. Para isso o Governo vai realizar um levantamento para saber quais profissionais são “estritamente necessários para o funcionamento da máquina pública”.

Uma das fontes disse ainda que as indicações políticas devem perder força, uma vez que devem ser levados em consideração inicialmente os critérios técnicos, mas que em caso de servidores com currículo parecido aquele que tiver um “padrinho político” terá mais força. “Temos que enquadrar o estado dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal. Essa é a nossa principal missão, independente de necessidade ou indicações políticas”, garantiu.

Continuidade

Questionamos também sobre profissionais que teriam sido orientados a continuar trabalhando mesmo após as exonerações. Uma das nossas fontes afirmou que em alguns casos isso está ocorrendo pela necessidade que existe da continuidade de trabalho desses profissionais e que eles serão recontratados de forma retroativa. No entanto, ela disse que são casos excepcionais, uma vez que não necessariamente as mesmas pessoas serão recontratadas e recomendou cautela aos servidores.

“Aqueles que foram demitidos, mas a pedido dos seus superiores permanecerem nos cargos devido à grande necessidade de continuarem trabalhando terão a cobertura do Governo, mas aqueles que o fizerem por livre e espontânea vontade estarão correndo o risco de estarem trabalhando de graça”, alertou.

Comissionados

Sobre os servidores em funções comissionadas nossas o Governo informou que menos de 70% devem ser reconduzidos aos cargos, também de olho na Lei de Responsabilidade Fiscal. No entanto, as nomeações devem ser mais rápidas e devem iniciar já em meados de janeiro. "Algumas funções são de prerrogativa exclusiva de cargos de chefia e esses servidores devem ser nomeados mais rapidamente. Todavia, o Governo vai priorizar as aqueles que já ocupavam os cargos e são servidores de carreira, visando baixar os custos com pessoal", disse uma de nossas fontes.

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