SAÚDE
Saúde chama atenção para a prevenção e diagnóstico precoce da meningite
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) chama atenção para a importância da prevenção e diagnóstico precoce no Dia Mundial de Combate à Menigites, lembrado no próximo domingo, 24. A meningite é uma doença que compromete as membranas que envolvem o sistema nervoso central e pode ser causada por diversos agentes infecciosos, como bactérias, vírus e fungos, dentre outros, e agentes não infecciosos.
A SES, por meio da Área Técnica das Meningites, vem intensificando as ações de combate à doença, orientando a população quanto aos sinais e sintomas e a procura imediata de um profissional de saúde para avaliação.
“Anualmente, promovemos a Campanha do Dia Mundial de Combate às Meningites. Um dos grandes objetivos, além de alertar a população, é apoiar e mobilizar os profissionais de saúde dos municípios quanto ao monitoramento da situação epidemiológica das meningites, a realização de medidas de controle e a prevenção disponível nos serviços de saúde, entre outros pontos importantes de saúde pública”, explicou a técnica Karina Cristina de Sá Rosário.
Segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), em 2021, o Tocantins notificou 105 casos suspeitos de meningites, destes 13 foram confirmados, registrando um óbito por meningite meningocócica. Em 2022, de 01 de janeiro a 19 de abril, foram notificados 24 casos suspeitos e cinco confirmados, sem óbitos.
A doença
As meningites de origem infecciosas, principalmente as causadas por bactérias e vírus, são as mais importantes do ponto de vista da saúde pública, pela magnitude de sua ocorrência e potencial de produzir surtos.
O quadro das meningites virais é mais leve e seus sintomas se assemelham aos da gripe e do resfriado. Entretanto, a bacteriana é causada principalmente pelos meningococos, pneumococos ou hemófilos. A meningite bacteriana é altamente contagiosa e geralmente grave, sendo a doença meningocócica mais séria que pode evoluir para óbito ou a danos no cérebro deixando sequelas.
O período de incubação da doença, em geral, vai de 2 a 10 dias, podendo haver alguma variação em função do agente etiológico responsável. Já o período de transmissão é variável, dependendo do agente infeccioso e da instituição do diagnóstico e tratamento precoces. Aproximadamente 10% da população pode se apresentar como portador assintomático.
Imunização
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente quatro vacinas que previnem a meningite, que estão disponíveis nas unidades de saúde:
-Vacina BCG: protege contra as formas graves da tuberculose, inclusive a meningite tuberculosa.
-Vacina Meningocócica Conjugada Sorogrupo C: protege contra a doença causada pela bactéria neisseria meningitidis, sorogrupo C.
-Vacina Pneumocócica Conjugada 10-Valente: protege contra as doenças invasivas causadas pelo streptococcus pneumoniae, incluindo meningite.
-Vacina Pentavalente: protege contra as doenças invasivas causadas pelo haemophilus influenza e sorotipo b, como meningite, e também contra difteria, tétano, coqueluche e hepatite B.
Dados da Gerência Estadual de Imunização da SES apontam que o Tocantins apresentou de janeiro a dezembro de 2021, a seguinte cobertura vacinal: Meningocócica C 77,43%, BCG 83,96%, Pneumocócica 10 Valente 82,38% e Pentavalente 78,09%.
SAÚDE
Saúde busca novo modelo com mais integração e uso de dados
A ampliação da cooperação entre o SUS e a saúde privada foi o principal tema do 8º Fórum Brasil-Saúde, realizado durante a Hospitalar 2026, em São Paulo. A transformação digital ganhou destaque como ferramenta para aumentar eficiência e qualidade do cuidado, com ênfase em interoperabilidade, inteligência artificial e melhor uso de dados, ainda fragmentados nos sistemas.
“Precisamos transformar informação em conhecimento, conhecimento em estratégia e estratégia em impacto real para pacientes, profissionais, instituições e para a sustentabilidade do sistema de saúde”, afirmou Francisco Balestrin (na foto acima), presidente da Federação e do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios de São Paulo (Fesaúde e SindHosp) que, junto com a CNSaúde, promoveram o evento.
Balestrin também chamou atenção para o peso político da saúde no debate público. Segundo ele, embora a área permaneça entre as principais preocupações da população brasileira, o tema frequentemente perde espaço na agenda política depois dos períodos eleitorais. O presidente da CNSaúde, Breno Monteiro, destacou a importância do Fórum como espaço de articulação institucional e de construção de soluções para os desafios enfrentados pelo setor.
Representando o Ministério da Saúde, Aline de Oliveira Costa apresentou iniciativas voltadas à ampliação da atenção especializada, telessaúde, interoperabilidade de dados e modernização hospitalar. Segundo ela, o governo aposta no uso da capacidade instalada da rede privada para reduzir filas e ampliar o atendimento, incluindo modelos regionalizados de contratação e uso de estruturas ociosas.
Os debates também evidenciaram a crescente pressão sobre hospitais, impulsionada pelo envelhecimento da população, pela alta de doenças crônicas e pela demanda reprimida da pandemia, reforçando a necessidade de reorganizar a rede assistencial.
No campo econômico, especialistas alertaram para sinais de esgotamento do modelo atual de financiamento da saúde. O consenso foi de que a sustentabilidade depende de ganhos de produtividade, redução de desperdícios, novos modelos de remuneração e maior integração entre os atores do setor.
O evento também discutiu a fragmentação de dados e o potencial da inteligência artificial para viabilizar uma assistência mais integrada, preditiva e personalizada. A diretora da ANS, Carla Soares, apontou desafios na saúde suplementar, como a necessidade de as operadoras assumirem papel mais ativo na coordenação do cuidado e melhorarem a experiência dos beneficiários.
Ela chamou atenção para dificuldades enfrentadas pelos próprios beneficiários na navegação entre consultas, exames, encaminhamentos e tratamentos dentro do sistema de saúde suplementar. O Fórum reforçou que a sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro depende cada vez mais de integração, coordenação e cooperação entre público e privado. O evento reuniu representantes do governo federal, lideranças do setor e executivos.
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