SAÚDE
Saúde orienta sobre vacinação contra Influenza e Febre Amarela em pacientes alérgicos a ovo
A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), por meio da Superintendência de Vigilância em Saúde, Diretoria de Vigilância das Doenças Transmissíveis e Não Transmissíveis e Gerência de Imunizações, orienta a população sobre a vacinação contra Influenza e Febre Amarela em pacientes alérgicos a ovo.
A alergia ao ovo de galinha é uma reação adversa causada por um mecanismo imunológico contra as proteínas do alimento e que ocorre após ingestão ou contato com o mesmo. Esta reação repete-se sempre que haja ingestão ou até mesmo só o contato cutâneo com ovo.
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda atualmente a vacinação universal da Febre Amarela aos nove meses e dose de reforço aos quatro anos de idade, e dose única da vacina Influenza anualmente. A vacina contra a Influenza protege contra um vírus que é mutável e por isso necessita ser reaplicada anualmente.
“A nota técnica elaborada pela SES-TO elenca uma série de orientações aos municípios para a administração da vacina contra Influenza e Febre Amarela em pacientes alérgicos a ovo. É extremamente necessário que todas as recomendações sejam cumpridas para que possamos evitar danos”, explicou a superintendente de Vigilância em Saúde, Perciliana Bezerra.
Febre Amarela
Segundo nota emitida pelas áreas técnicas, contra a Febre Amarela, há dois tipos de imunizantes disponíveis: Biomanguinhos – Fiocruz, utilizada pela rede pública; e Sanofi Pasteur, utilizada na rede privada, ambas compostas de vírus vivo atenuado (cepa 17D-204) e contendo excipientes capazes de desencadear reações de hipersensibilidade.
A nota orienta, detalhadamente, sobre as condutas de acordo com cada caso:
Paciente que ingere ovo sem reação pode receber a vacina conforme rotina;
Quadro clínico leve ou moderado para alergia à proteína do ovo (APO) como urticária, prurido, angioedema, e outros, deve receber a vacina em ambiente com recurso para reanimação e observar por, no mínimo, 30 minutos;
Quadro clínico consistente com anafilaxia a ovo ou derivado, realizar investigação com especialista em alergia antes de receber o imunizante.
Influenza
A vacina da influenza é uma suspensão injetável composta por diferentes cepas do vírus Myxovirus influenza e inativados, fragmentados e purificados. Trata-se de vacina inativada, portanto, não tem como causar a doença. As cepas vacinais são cultivadas em ovos embrionados de galinha e, por isso, as vacinas contêm traços de proteínas do ovo.
No caso do imunizante contra a Influenza, são duas recomendações aos portadores de alergia ao ovo:
Pessoas que após a ingestão de ovo apresentar apenas urticária, administrar a vacina influenza, sem necessidade de cuidados especiais;
Pessoas que após a ingestão de ovo apresentar quaisquer outros sinais de anafilaxia (angioedema, desconforto respiratório ou vômitos repetidos), a vacina pode ser administrada, desde que em ambiente adequado para tratar manifestações alérgicas graves (atendimento de urgência e emergência). A vacina deve ser aplicada sob supervisão médica, preferencialmente.
É contraindicada a administração da vacina em pessoas com história de anafilaxia grave a doses anteriores.
Diagnóstico geral
O diagnóstico de alergia à proteína do ovo (APO) requer uma anamnese detalhada e complementada com exames, como o teste de puntura de leitura imediata ou dosagem sérica de imunoglobulina E (IgE) específica. Entretanto, vale ressaltar que em casos duvidosos é fundamental a realização do teste de provocação oral (TPO) para confirmação diagnóstica. Vale lembrar que boa parte dos alérgicos podem tolerar o ovo ao redor de seis anos de idade.
SAÚDE
Saúde busca novo modelo com mais integração e uso de dados
A ampliação da cooperação entre o SUS e a saúde privada foi o principal tema do 8º Fórum Brasil-Saúde, realizado durante a Hospitalar 2026, em São Paulo. A transformação digital ganhou destaque como ferramenta para aumentar eficiência e qualidade do cuidado, com ênfase em interoperabilidade, inteligência artificial e melhor uso de dados, ainda fragmentados nos sistemas.
“Precisamos transformar informação em conhecimento, conhecimento em estratégia e estratégia em impacto real para pacientes, profissionais, instituições e para a sustentabilidade do sistema de saúde”, afirmou Francisco Balestrin (na foto acima), presidente da Federação e do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios de São Paulo (Fesaúde e SindHosp) que, junto com a CNSaúde, promoveram o evento.
Balestrin também chamou atenção para o peso político da saúde no debate público. Segundo ele, embora a área permaneça entre as principais preocupações da população brasileira, o tema frequentemente perde espaço na agenda política depois dos períodos eleitorais. O presidente da CNSaúde, Breno Monteiro, destacou a importância do Fórum como espaço de articulação institucional e de construção de soluções para os desafios enfrentados pelo setor.
Representando o Ministério da Saúde, Aline de Oliveira Costa apresentou iniciativas voltadas à ampliação da atenção especializada, telessaúde, interoperabilidade de dados e modernização hospitalar. Segundo ela, o governo aposta no uso da capacidade instalada da rede privada para reduzir filas e ampliar o atendimento, incluindo modelos regionalizados de contratação e uso de estruturas ociosas.
Os debates também evidenciaram a crescente pressão sobre hospitais, impulsionada pelo envelhecimento da população, pela alta de doenças crônicas e pela demanda reprimida da pandemia, reforçando a necessidade de reorganizar a rede assistencial.
No campo econômico, especialistas alertaram para sinais de esgotamento do modelo atual de financiamento da saúde. O consenso foi de que a sustentabilidade depende de ganhos de produtividade, redução de desperdícios, novos modelos de remuneração e maior integração entre os atores do setor.
O evento também discutiu a fragmentação de dados e o potencial da inteligência artificial para viabilizar uma assistência mais integrada, preditiva e personalizada. A diretora da ANS, Carla Soares, apontou desafios na saúde suplementar, como a necessidade de as operadoras assumirem papel mais ativo na coordenação do cuidado e melhorarem a experiência dos beneficiários.
Ela chamou atenção para dificuldades enfrentadas pelos próprios beneficiários na navegação entre consultas, exames, encaminhamentos e tratamentos dentro do sistema de saúde suplementar. O Fórum reforçou que a sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro depende cada vez mais de integração, coordenação e cooperação entre público e privado. O evento reuniu representantes do governo federal, lideranças do setor e executivos.
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