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FALANDO DE SAÚDE

Segurança pública e saúde mental

Publicado em

Marttha Franco Ramos, Conselheira Federal de Farmácia e Presidente da Fundação Escola de Saúde Pública de Palmas (FESP)




Os determinantes sociais da saúde são as condições em que as pessoas nascem, crescem, vivem, trabalham e envelhecem, incluindo o sistema de saúde. Essas circunstâncias são moduladas pela distribuição de renda, poder e recursos em nível global, nacional e local e são influenciadas por decisões políticas. Uma das políticas públicas capazes de influenciar diretamente a qualidade da saúde mental, é a de segurança pública. A sensação de insegurança provocada por altos índices de violência são capazes de promover elevados índices de adoecimento na população, em que as síndromes mentais configuram como as principais.

A variedade de crimes a que a população está sujeita e o baixo nível de proteção oferecido pela cobertura da política pública de segurança pode ser um indicativo do quanto uma população se encontra socialmente vulnerável, pensando que o conceito de “saúde mental” é amplo, e nem sempre é fácil a sua definição, ou a identificação daquilo que a determina, a exemplo do aumento da violência verificada em Palmas-TO, nos últimos dias – a título de ilustração cita-se o assassinato de um empresário na frente da família: esposa e filho de 11 anos de idade, às 19 h, à apenas dois dias atrás. Fatos como o descrito, potencializam a sensação de insegurança e a preocupação coletiva. Sendo assim, da mesma forma que a “saúde” não é apenas a ausência de doença, também a saúde mental é mais do que apenas a ausência de perturbação mental.

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Com base nisto, tem sido cada vez mais entendida como o produto de múltiplas e complexas interações, que incluem factores biológicos, psicológicos e sociais. Nesse diapasão cabe considerar alguns dos determinantes sociais e econômicos da saúde mental, nomeadamente factores como condições laborais e desemprego, educação, pobreza, condições de habitação, nível de urbanização, discriminação sexual e violência de gênero, experiências precoces e interação familiar, exclusão social e estigma, cultura e acontecimentos de vida estressantes. Na atualidade, se discute, o grande apelo das redes sociais e a pressão exercida nos usuários, sendo que elas configuram, ainda, meios favoráveis para a prática de crimes, hoje, já nomeados como crimes cibernéticos e reconhecidos pelo Código Penal.

Isto toca, inclusive em um ponto de fragilidade ideológica bastante recorrente que é a questão dos direitos individuais e os direitos coletivos e fomenta discussão sobre os direitos humanos, que na concepção de Nilo Batista: “direitos humanos são direitos que toda pessoa humana tem – independente do que seja, tenha, pense ou faça. (…) A ideia principal dos direitos humanos é que toda pessoa tem certos direitos que o Estado não pode tirar nem deixar de conceder: vida, trabalho, remuneração digna, aposentadoria, instrução, liberdade, manifestação de pensamento, livre associação e reunião etc.

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Aos trabalhadores da saúde cabe que entendam a dimensão abrangente da problemática do adoecimento mental e que participem das mesas de debate e elaboração de políticas de saúde que considerem os determinantes sociais, avaliando que o desenvolvimento socioeconômico tem um impacto negativo direto na saúde mental e também física.

SAÚDE

Saúde busca novo modelo com mais integração e uso de dados

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A ampliação da cooperação entre o SUS e a saúde privada foi o principal tema do 8º Fórum Brasil-Saúde, realizado durante a Hospitalar 2026, em São Paulo. A transformação digital ganhou destaque como ferramenta para aumentar eficiência e qualidade do cuidado, com ênfase em interoperabilidade, inteligência artificial e melhor uso de dados, ainda fragmentados nos sistemas.

“Precisamos transformar informação em conhecimento, conhecimento em estratégia e estratégia em impacto real para pacientes, profissionais, instituições e para a sustentabilidade do sistema de saúde”, afirmou Francisco Balestrin (na foto acima), presidente da Federação e do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios de São Paulo (Fesaúde e SindHosp) que, junto com a CNSaúde, promoveram o evento.

Balestrin também chamou atenção para o peso político da saúde no debate público. Segundo ele, embora a área permaneça entre as principais preocupações da população brasileira, o tema frequentemente perde espaço na agenda política depois dos períodos eleitorais. O presidente da CNSaúde, Breno Monteiro, destacou a importância do Fórum como espaço de articulação institucional e de construção de soluções para os desafios enfrentados pelo setor.

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Representando o Ministério da Saúde, Aline de Oliveira Costa apresentou iniciativas voltadas à ampliação da atenção especializada, telessaúde, interoperabilidade de dados e modernização hospitalar. Segundo ela, o governo aposta no uso da capacidade instalada da rede privada para reduzir filas e ampliar o atendimento, incluindo modelos regionalizados de contratação e uso de estruturas ociosas.

Os debates também evidenciaram a crescente pressão sobre hospitais, impulsionada pelo envelhecimento da população, pela alta de doenças crônicas e pela demanda reprimida da pandemia, reforçando a necessidade de reorganizar a rede assistencial.

No campo econômico, especialistas alertaram para sinais de esgotamento do modelo atual de financiamento da saúde. O consenso foi de que a sustentabilidade depende de ganhos de produtividade, redução de desperdícios, novos modelos de remuneração e maior integração entre os atores do setor.

O evento também discutiu a fragmentação de dados e o potencial da inteligência artificial para viabilizar uma assistência mais integrada, preditiva e personalizada. A diretora da ANS, Carla Soares, apontou desafios na saúde suplementar, como a necessidade de as operadoras assumirem papel mais ativo na coordenação do cuidado e melhorarem a experiência dos beneficiários.

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Ela chamou atenção para dificuldades enfrentadas pelos próprios beneficiários na navegação entre consultas, exames, encaminhamentos e tratamentos dentro do sistema de saúde suplementar. O Fórum reforçou que a sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro depende cada vez mais de integração, coordenação e cooperação entre público e privado. O evento reuniu representantes do governo federal, lideranças do setor e executivos.

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