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Análise Política

O avanço político do agronegócio tocantinense rumo a 2026

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O movimento do agronegócio tocantinense para ocupar espaço político nas eleições de 2026 revela uma mudança estrutural de estratégia. Se antes o setor limitava sua influência às articulações de bastidores, hoje demonstra a intenção de entrar diretamente na arena eleitoral, buscando protagonismo e representatividade própria.

A insatisfação com a chamada “representatividade indireta” — políticos urbanos que apenas se aproximam do setor em períodos eleitorais — impulsiona uma nova fase de maturidade política no agro. O objetivo é claro: transformar o poder econômico em poder institucional, garantindo que as decisões sobre tributação, crédito rural, regularização ambiental e infraestrutura sejam tomadas com a presença efetiva de quem vive e produz no campo.

Entidades como Aprosoja, Faet e sindicatos rurais têm se tornado centros de articulação, e nomes como Maurício Buffon, Paulo Carneiro, Wagner Borges e Dari Fronza despontam como lideranças capazes de representar essa nova vertente política. A convergência de lideranças produtivas e empresariais em torno de um projeto comum sinaliza uma tentativa de institucionalizar a força do agro, ampliando sua atuação para além do econômico.

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Essa movimentação, no entanto, carrega desafios significativos. O primeiro é a transição do discurso técnico para o político, algo que exige narrativa, empatia e capacidade de diálogo com diferentes públicos — urbanos e rurais. Outro ponto é a viabilidade eleitoral, pois transformar prestígio setorial em votos exige capilaridade e alianças estratégicas.

Ainda assim, o cenário aponta para um reposicionamento inédito do agronegócio tocantinense, que busca construir uma identidade política própria, ancorada na legitimidade da produção e no discurso de eficiência e desenvolvimento sustentável. Se conseguir equilibrar técnica e política, o agro pode não apenas eleger representantes, mas inaugurar um novo ciclo de influência no Estado, em que o campo deixa de ser apenas motor econômico para se tornar ator central das decisões públicas.

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AGRONEGÓCIO

Sebrae leva inteligência de mercado e inovação à Agrotins 2026

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Em um cenário de expansão da fronteira agrícola e maior exigência por eficiência no campo, o Sebrae Tocantins estrutura sua participação na Agrotins 2026 com foco na qualificação dos pequenos negócios rurais. Com expectativa de movimentar cerca de R$ 3 bilhões, a feira, que é a maior do segmento na região norte do País, se consolida como um dos principais termômetros do agro no Estado e reforça o papel da instituição na difusão de práticas que ampliam competitividade, acesso a mercado e sustentabilidade.
Neste ano, a instituição organiza uma programação técnica distribuída ao longo da feira, com conteúdos que abordam desde inteligência de mercado até gestão e inovação no campo. A iniciativa busca aproximar o produtor rural de soluções práticas e atualizadas, capazes de impactar diretamente a produtividade e a tomada de decisão nos negócios do agro.
Entre os destaques da programação está o 1º Simpósio Taura – Eficiência na Pecuária. O momento reúne especialistas para discutir inteligência de mercado e tomada de decisão no setor, com a palestra “O jogo do mercado do boi”, ministrada por João Seba. O conteúdo dialoga diretamente com um cenário cada vez mais orientado por dados e oscilações de preços, o que exige profissionalização da atividade pecuária.
A agenda inclui ainda nomes de peso do setor produtivo e da comunicação do agro. O biólogo e influenciador Richard Rasmussen conduz a palestra sobre agronegócio, sustentabilidade e os desafios contemporâneos da produção, enquanto o analista Ronaty Makuko apresenta projeções e cenários para a pecuária de corte na safra 2026/2027.
A programação também evidencia a preocupação com diversidade e gestão. O Encontro Mulheres do Agro, com Nina Ploger, amplia o debate sobre liderança feminina no campo, enquanto o seminário “Gestão Contábil no Setor Rural”, com Fernanda Bueno, reforça a importância da profissionalização administrativa como fator decisivo para a longevidade dos negócios.
As atividades ocorrem em diferentes espaços da feira, como auditórios da Unitins, Senar e estruturas temáticas da própria Agrotins, o que amplia o alcance das capacitações e integra instituições parceiras em uma estratégia conjunta de desenvolvimento.
A atuação do Sebrae na feira vai além das palestras. A instituição consolida sua presença como agente de transformação no campo, oferece consultorias, programas de inovação e soluções tecnológicas que impactam diretamente a produtividade e a sustentabilidade das propriedades rurais. Na prática, trata-se de aproximar o pequeno produtor de ferramentas que antes estavam restritas a grandes operações.
Na avaliação do diretor do Sebrae Tocantins, Rogério Ramos, a participação na Agrotins reflete uma estratégia consistente de fortalecimento do ambiente de negócios no campo, com foco na geração de valor e na competitividade dos pequenos produtores. Segundo ele, a instituição atua para reduzir assimetrias de informação e ampliar o acesso a soluções que permitem decisões mais assertivas dentro da propriedade e na relação com o mercado.
“O que construímos aqui vai além de uma agenda de palestras. É uma jornada de transformação para o produtor rural, baseada em informação qualificada, inovação aplicada e gestão eficiente. O empreendedor precisa estar preparado para interpretar o cenário econômico, adotar tecnologias e se posicionar de forma estratégica. É assim que promovemos um agro mais competitivo, sustentável e integrado às novas demandas globais”, aposta o diretor.
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