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Setas reúne catadores de materiais recicláveis de Araguaína

Essa etapa do projeto Lixo e Cidadania consiste nesse diagnóstico minucioso de identificar os catadores,

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Acontecerá hoje, 14, a partir das 14h, no Centro de Referência de Assistência Social (Cras), de Araguaína, uma reunião com os catadores e catadoras de materiais recicláveis da cidade. O encontro será no setor Araguaína Sul.

 

Desde a terça-feira, 12, a equipe da Secretaria do Trabalho e da Assistência Social (Setas) está em Araguaína visitando in locu vários profissionais desta área. Um grupo do projeto Lixo e Cidadania mapeou os locais e foram literalmente em busca de pessoas que têm nesse tipo de atividade o sustento da família e o único meio de sobrevivência. O resultado desse diagnóstico e discussões pertinentes ao projeto será apresentado a eles na reunião de logo mais.

 

Localizado às margens da BR-153, o Aterro de Resíduos Sólidos Inertes e o EcoPonto foram os últimos locais a receberem a visita da Setas na tarde desta quarta-feira, 13. Essa etapa do projeto Lixo e Cidadania consiste nesse diagnóstico minucioso de identificar os catadores, mas também trabalha em consonância à Lei Ambiental nº 1659/96, que entre outros pontos diz que “a coleta, transporte e o tratamento final do lixo urbano de qualquer espécie ou natureza deve ser em condições que não tragam nenhum mal à saúde pública e não poluam o meio ambiente”, como explicou o engenheiro ambiental, Lindon Johnson.

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A superintendente do Meio Ambiente de Araguaína, Luana Barbosa informou que a cidade possui dois aterros regularizados, o Aterro Sanitário e o Aterro de Resíduos Sólidos Inertes. Os lixos domésticos, após a coleta, são levados para o primeiro local; os lixos como materiais de construção e galhadas são descartados no segundo aterro. 

 

Ecoponto

Na cidade tem ainda o EcoPonto próprio para receber pneus dispensados e de lá seguem para um órgão da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP).

Catadores

O movimento de caminhões dentro dos lixões é intenso. Alguns catadores credenciados pela Prefeitura têm autorização para a coleta de materiais. Ronaldo Oliveira de Jesus, 51, é uma dessas pessoas. Pai de três filhos, é do aterro que ele sustenta a casa. Todos os dias pedala 30km até o local. “É preciso coragem para enfrentar a vida. É difícil, mas não dá para parar”, explica. “O Catador é um sujeito que tira do lixo o seu sustento”, disse o trabalhador autônomo Deurizan Dias Lima, de 38 anos, que há seis anos atua na coleta seletiva dentro do aterro. “Eu prefiro trabalhar individualmente com o lixo. O que coletei, já até comprei minha moto que é meu meio de transporte para chegar até aqui”, argumentou. Ele disse que às vezes chega a catar cerca de 4mil kg de ferro ao mês, que é vendido a R$0,12.

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Para os dois catadores, o projeto Lixo & Cidadania irá beneficiar diretamente os atores que atuam na área dos resíduos da cidade, por meio de políticas públicas que irão fortalecer a categoria de profissionais. 

 

Lixo & Cidadania

O Projeto prevê capacitação social e profissional de dois mil trabalhadores, constituição, revitalização, encubação e aparelhamento de 14

empreendimentos, realização de campanha educativa relacionada ao tema lixo e cidadania e ainda a realização de um evento para tratar sobre os avanços da política pública de resíduos sólidos no Estado do Tocantins.

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Após quase 20 anos de espera, obra histórica transforma acesso dos moradores à região norte de Palmas

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Neste mês de maio, em que Palmas celebra 37 anos, a Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria de Comunicação (Secom), apresenta uma série de três matérias especiais sobre obras e ações que estão transformando as regiões norte, sul e o distrito de Taquaruçu, atendendo demandas históricas da população em pouco mais de um ano de gestão. Nesta quinta-feira, 14, as equipes de Jornalismo e Redes Sociais da Secom, em parceria com a Secretaria de Infraestrutura e Habitação, mostram as melhorias realizadas na região norte da Capital com a requalificação da ligação entre a Avenida NS-15 e os bairros da região. A obra solucionou antigos problemas de acesso enfrentados pela comunidade após quase duas décadas de reivindicações. Confira os detalhes dessas histórias também nos perfis das redes sociais da Prefeitura de Palmas (@cidadepalmas).

Cerca de 15 mil pessoas vivem na localidade, entre eles o jardineiro Thayllor Mendes, morador do Setor Fumaça, que utiliza o trecho diariamente, seja de bicicleta ou a pé até o ponto de ônibus, e tem sentido a diferença do investimento da gestão no local.

“Essa obra mudou completamente a nossa rotina. Foram muitos anos de sofrimento, convivendo com poeira, lama e insegurança. A ponte era estreita e perigosa, a gente precisava esperar os carros passarem para conseguir atravessar. Hoje posso andar de bicicleta com tranquilidade, porque tem ciclovia e está bem iluminado e o trecho organizado com sinalização. Quem mora aqui sente que finalmente está sendo valorizado”, destacou.

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O novo corredor viário agora oferece deslocamento seguro e mais fluidez no trânsito, com via duplicada, pavimentação em Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), iluminação pública em LED, ciclovia, calçadas acessíveis e sinalização completa. O trecho é considerado estratégico por garantir acesso a mais de 20 setores da região norte, além de condomínios residenciais, chácaras e áreas de mineração.

Sonho realizado
Para o presidente da Associação Comunitária Sonho Meu, Raimundo Araújo, a modernização do acesso representa a concretização de uma luta histórica da comunidade. “Hoje vivemos um sonho realizado, com essa obra histórica. Foram anos de reivindicações e promessas que nunca saíam do papel. Antes, esse acesso colocava vidas em risco diariamente, com acidentes frequentes e moradores dividindo espaço com veículos pesados. Era muito triste ver crianças caminhando para a escola no meio daquele movimento. Hoje temos uma estrutura digna e moderna e mais dignidade para a nossa região”, afirmou.
A transformação também impacta diretamente o desenvolvimento econômico local. Proprietário de uma empresa do setor de aço e ferragem instalada às margens da nova avenida, o empresário Ismar Francisco relata que a obra impulsionou o crescimento dos negócios e valorizou toda a área comercial.
“Antes da duplicação, nossa empresa praticamente ficava escondida no fundo do terreno. A poeira era constante e dificultava até o atendimento aos clientes. Depois da obra, tudo mudou. Hoje temos acesso seguro e visibilidade e oferecemos mais conforto aos nossos clientes. O comércio da região começou a crescer rapidamente. Antes eu era o único comerciante aqui na entrada do córrego Água Fria, agora já somos quatro empresas funcionando no entorno. Minha filha inclusive abriu uma franquia de doces ao lado. Esse desenvolvimento é reflexo direto dos investimentos realizados pela Prefeitura nessa região”, ressaltou.

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Infraestrutura completa
Com investimento superior a R$ 6 milhões, a obra contemplou a construção de bueiro triplo celular, pavimentação asfáltica da avenida duplicada, instalação de defensas metálicas, implantação de iluminação pública, ciclovia, calçadas acessíveis e toda a sinalização viária, fortalecendo a infraestrutura e a mobilidade urbana da região.

Formação da região
A região localizada ao norte do córrego Água Fria foi definida, ainda no plano original de Palmas, como área destinada à expansão urbana da Capital. A ocupação dos bairros no entorno do córrego começou a se intensificar no início dos anos 2000, em um processo marcado pelo parcelamento informal de chácaras que predominavam na localidade.
A partir desse movimento, surgiram comunidades como Água Fria, Sonho Meu, Fumaça, Diamante, Água Boa, Araras, São Francisco, Jaú, Sião, Luar do Sertão e Mirante. Inicialmente conhecidos por denominações populares e informais, esses bairros ganharam reconhecimento ao longo dos anos, impulsionados pelo crescimento populacional, pela expansão urbana e pela consolidação da região como uma importante área residencial da zona norte de Palmas.

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