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Balanço Institucional

Dois meses na Mineratins: cacoxenita, segurança jurídica e transparência

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Em dois meses sob nova direção, a Companhia de Mineração do Tocantins (Mineratins) protagonizou uma remodelagem institucional. O balanço do período revelou uma gestão focada na reestruturação interna, na qualificação técnica e, sobretudo, na consolidação de um ambiente de negócios propício à atração de investimentos nacionais e internacionais, alicerçado na segurança jurídica e na transparência absoluta.
A base fundamental destes 60 dias foi o saneamento administrativo, o popular “arrumar a casa”. A aprovação do novo Regimento Interno e do Código de Ética representou um marco em termos de compliance e governança corporativa. Medidas de austeridade rigorosa foram implementadas, como a instituição de relatórios gerenciais periódicos e a extinção dos cartões de abastecimento do tipo “coringa”, estancando desperdícios e ampliando o controle administrativo.
Estas ferramentas normativas transcenderam a burocracia; elas enviaram um sinal inequívoco ao mercado de que a Companhia operava sob estritos padrões de integridade, requisito indispensável para grandes players globais que buscam parceiros confiáveis na esfera pública.
“O ponto alto da gestão, contudo, foi a medida estratégica projetada para revolucionar a exploração mineral no Tocantins: a organização procedimental interna e o envio para a Casa Civil de um Chamamento Público inédito”.
Este instrumento, estritamente alinhado à Lei das Estatais e às normativas internas, teve o objetivo de franquear à iniciativa privada a parceria direta com a Mineratins. O escopo era desbloquear o potencial geológico tocantinense, convertendo títulos minerários inertes em canteiros de obras e vetores de riqueza.
Fica o legado e o alerta: a continuidade deste Chamamento Público garantirá um caminho seguro e ético, permitindo que o Estado conheça, enfim, o real interesse do mercado no potencial minerário do Tocantins.
Para garantir que este desenvolvimento ocorresse sob bases científicas, a presidência articulou reuniões estratégicas com a Presidência do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), visando o incremento substancial da pesquisa geofísica no território. O mapeamento de precisão foi tratado como passo primaz para mitigar riscos e descobrir novas jazidas. O foco daqueles dois meses residiu em estabelecer parcerias que comprovassem o potencial mineral do estado, consolidando a certeza geológica como ativo fundamental para a atração de capital.
A ofensiva comercial foi igualmente intensa, com rodadas de negócios envolvendo grupos econômicos do Brasil e do exterior. O portfólio de interesses mostrou-se vasto, abrangendo desde minério de ferro, cobre e calcário, até rochas ornamentais e minerais estratégicos como a cacoxenita. A diversidade da demanda evidenciou que o subsolo tocantinense possuía vocação tanto para a indústria de base quanto para nichos de alta tecnologia. Independentemente do cenário futuro, a gestão assegurou que todo o acervo pesquisado fosse catalogado, documentando, sem hipérboles, o verdadeiro “mapa da mina” do estado.
“Em sintonia com as ações de bastidores, a gestão empreendeu uma vigorosa estratégia de comunicação. A busca pela visibilidade institucional se deu através de presença constante na imprensa especializada e na mídia em geral. Ao ocupar esses espaços, a Mineratins não apenas prestou contas, mas funcionou como uma vitrine ativa, alertando o mercado nacional sobre a disponibilidade de ativos minerais prontos para receber aportes no Tocantins”.
A qualificação técnica também foi prioridade. A participação da presidência no curso de Direito Minerário em Minas Gerais — referência histórica no setor — demonstrou o zelo em alinhar as práticas da estatal com a vanguarda regulatória, garantindo solidez aos contratos futuros. Ademais, a responsabilidade social ganhou destaque com a participação no encontro anual do Núcleo de Estudos e Pesquisas Avançadas do Terceiro Setor (NEPATS), em Brasília. A Mineratins posicionou-se na fronteira do debate acadêmico, reafirmando que o desenvolvimento econômico é indissociável do bem-estar social.
Mirando a inovação, foi gestado, em parceria com a Universidade Federal do Tocantins (UFT), sem nenhum custo operacional, um ambicioso projeto de multilaboratórios de pesquisa mineral. A iniciativa, que contou com apoio do Ministério de Minas e Energia e foi apresentada à Finep, demonstrou potencial para captar financiamentos superiores a R$ 400 milhões.
Este projeto de multilaboratórios com a UFT, pode ser atingido como um projeto estratégico para toda a Região Norte do Brasil, ou pela via dos editais setoriais públicos. Essa estrutura foi desenhada para posicionar o Tocantins na liderança da pesquisa sobre terras raras e desenvolvimento minerário sustentável.
Ao conectar a academia, a regulação estatal, a mídia e o capital privado, a Mineratins deixou de ser apenas uma detentora de direitos para se tornar uma agência de fomento de negócios complexos. O legado daqueles dois meses foi uma companhia mais leve, ágil e visível. A preparação do terreno foi concluída com êxito; com a casa em ordem e sob os holofotes do mercado, iniciava-se ali a fase de consolidação dos investimentos.
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Liderar é fazer pertencer

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Artigo do diretor do Colégio Marista Palmas, José Braga Ribeiro Neto

No dia 12 de novembro, celebramos o Dia do Diretor Escolar, e confesso que sempre recebo essa data com mais reflexão do que celebração. Ser diretor é uma tarefa que ultrapassa cargos e títulos: é, antes de tudo, um exercício diário de cuidado com o outro e de fidelidade ao propósito educativo que sustenta uma comunidade inteira.

Em minha caminhada como diretor, aprendi que nenhuma estratégia é mais poderosa que o sentido de pertença. É ele que dá alma à escola, que conecta o estudante ao seu colégio, o colaborador à sua missão e as famílias à confiança de fazer parte de algo maior. Pertença é o sentimento silencioso que transforma uma instituição em comunidade e uma rotina em vocação.

A liderança escolar, para mim, nasce da escuta. Escutar o que se diz e o que se cala. Escutar os gestos, as ausências, as expectativas e as dores. É na escuta que se constrói confiança, e é da confiança que nasce a corresponsabilidade, quando cada pessoa entende que também é protagonista da história que estamos escrevendo juntos.

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Dirigir uma escola é cuidar de um ecossistema de vidas. É estar com o estudante que brilha nas olimpíadas do conhecimento e com aquele que ainda busca seu lugar no mundo. É apoiar o professor que inova e também o que precisa reencontrar sentido. É olhar para cada colaborador e perceber nele um elo indispensável para que a missão educativa aconteça com coerência e amor.

Liderar é sustentar a visão, mas também as relações. É alinhar metas, mas sem perder o vínculo. É projetar resultados, mas sem esquecer que, antes de qualquer número, estão pessoas. E pessoas só se entregam plenamente quando se sentem parte, quando percebem que o espaço onde trabalham e estudam também lhes pertence.

O diretor escolar, mais do que gestor, é tecelão de vínculos. É quem costura as diferenças, reconcilia os tempos e inspira confiança mesmo quando o cenário é desafiador. No fundo, liderar uma escola é um ato de fé: fé nas pessoas, na educação e no futuro que ainda podemos construir juntos.

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No Colégio Marista Palmas, minha maior missão é essa: fazer cada pessoa se sentir pertencente. Porque quando alguém se reconhece como parte da escola, tudo o que fazemos ganha sentido. E é nesse pertencimento que mora a força de uma comunidade verdadeiramente educativa.

 

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