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Comunidade palmense entra na discussão da revisão do Plano Diretor da Capital

Na audiência foi apresentado o diagnóstico preliminar da leitura técnica de Palmas

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Um momento de exercício da cidadania e participação no processo de planejamento da cidade. Assim pode ser definida a segunda Audiência Pública de revisão do Plano Diretor de Palmas, que acontece neste sábado, 22, na Escola de Tempo Integral (ETI) Eurídice Ferreira de Melo, no Jardim Aureny III, das 8 às 18 horas. Moradores de todas as regiões da cidade e representantes da sociedade civil organizada tiraram o sábado para ouvir o diagnóstico elaborado por técnicos do município, com a participação da sociedade.

 

 

O produtor rural José Almir Galvão, do Assentamento Francisca Galvão, é um deles. “Já participei de outras reuniões e vim aqui ouvir o que os técnicos estudaram. Para nossa região, queremos deixar claro que não precisamos de expansão. Somos produtores e precisamos que aquela área por enquanto continue rural”, defendeu.

 

 

Já o estudante de mestrado Alecxander Oliveira, que realiza pesquisa na área de cidades, ressaltou a importância de a Prefeitura realizar um evento que atende a uma demanda da sociedade. “Aqui é um momento tanto de ajustes técnicos quanto da comunidade. Essa audiência vem atender não só ao requisito legal, mas também um anseio da comunidade, porque a cidade é um campo de conflitos, interesses e necessidades diversas, e é esse o momento de discutir isso”.

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Representante da Rede de Monitoramento Cidadã, e conselheiro do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Tocantins, o arquiteto Ricknelson Pereira Luz também frisou a importância da participação popular. “Esta é uma oportunidade única para o cidadão e a sociedade organizada se expressarem. Devemos ficar atentos ao que está acontecendo e aprender esse exercício que é participar das decisões da cidade. A equipe da Prefeitura tem fomentado a discussão e aberto esse espaço de debate”, disse.

 

 

O Secretário de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Serviços Públicos, Ricardo Ayres, ressaltou que a audiência ocorre durante todo o dia, até as 18 horas, e quem não puder participar no período da manhã, poderá participar durante a tarde. Ayres ainda destacou que, após a apresentação do Diagnóstico Técnico, serão realizadas mais cinco reuniões setoriais, e mais duas audiências que resultarão no Projeto de Lei, a ser encaminhado à Câmara Municipal.

 

 

Programação

 

Na audiência será apresentado o diagnóstico preliminar da leitura técnica de Palmas. O Documento reúne as análises técnicas sobre os eixos que compõem a revisão do Plano Diretor sendo eles: desenvolvimento social; mobilidade; habitação e regularização rundiária; diagnóstico econômico de Palmas; macrozoneamento; meio ambiente; mudanças climáticas e instrumentos da política urbana.

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No período da manhã seriam apresentados os relatórios dos eixos: ordenamento territorial; desenvolvimento econômico; meio ambiente; mobilidade urbana; mudanças climáticas e realização de diálogo comunitário.

 

 

Já no período da tarde serão apresentados os eixos: habitação e regularização fundiária; desenvolvimento social; infraestrutura urbana; instrumentos fiscais e urbanísticos e o diálogo comunitário.

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Após quase 20 anos de espera, obra histórica transforma acesso dos moradores à região norte de Palmas

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Neste mês de maio, em que Palmas celebra 37 anos, a Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria de Comunicação (Secom), apresenta uma série de três matérias especiais sobre obras e ações que estão transformando as regiões norte, sul e o distrito de Taquaruçu, atendendo demandas históricas da população em pouco mais de um ano de gestão. Nesta quinta-feira, 14, as equipes de Jornalismo e Redes Sociais da Secom, em parceria com a Secretaria de Infraestrutura e Habitação, mostram as melhorias realizadas na região norte da Capital com a requalificação da ligação entre a Avenida NS-15 e os bairros da região. A obra solucionou antigos problemas de acesso enfrentados pela comunidade após quase duas décadas de reivindicações. Confira os detalhes dessas histórias também nos perfis das redes sociais da Prefeitura de Palmas (@cidadepalmas).

Cerca de 15 mil pessoas vivem na localidade, entre eles o jardineiro Thayllor Mendes, morador do Setor Fumaça, que utiliza o trecho diariamente, seja de bicicleta ou a pé até o ponto de ônibus, e tem sentido a diferença do investimento da gestão no local.

“Essa obra mudou completamente a nossa rotina. Foram muitos anos de sofrimento, convivendo com poeira, lama e insegurança. A ponte era estreita e perigosa, a gente precisava esperar os carros passarem para conseguir atravessar. Hoje posso andar de bicicleta com tranquilidade, porque tem ciclovia e está bem iluminado e o trecho organizado com sinalização. Quem mora aqui sente que finalmente está sendo valorizado”, destacou.

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O novo corredor viário agora oferece deslocamento seguro e mais fluidez no trânsito, com via duplicada, pavimentação em Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), iluminação pública em LED, ciclovia, calçadas acessíveis e sinalização completa. O trecho é considerado estratégico por garantir acesso a mais de 20 setores da região norte, além de condomínios residenciais, chácaras e áreas de mineração.

Sonho realizado
Para o presidente da Associação Comunitária Sonho Meu, Raimundo Araújo, a modernização do acesso representa a concretização de uma luta histórica da comunidade. “Hoje vivemos um sonho realizado, com essa obra histórica. Foram anos de reivindicações e promessas que nunca saíam do papel. Antes, esse acesso colocava vidas em risco diariamente, com acidentes frequentes e moradores dividindo espaço com veículos pesados. Era muito triste ver crianças caminhando para a escola no meio daquele movimento. Hoje temos uma estrutura digna e moderna e mais dignidade para a nossa região”, afirmou.
A transformação também impacta diretamente o desenvolvimento econômico local. Proprietário de uma empresa do setor de aço e ferragem instalada às margens da nova avenida, o empresário Ismar Francisco relata que a obra impulsionou o crescimento dos negócios e valorizou toda a área comercial.
“Antes da duplicação, nossa empresa praticamente ficava escondida no fundo do terreno. A poeira era constante e dificultava até o atendimento aos clientes. Depois da obra, tudo mudou. Hoje temos acesso seguro e visibilidade e oferecemos mais conforto aos nossos clientes. O comércio da região começou a crescer rapidamente. Antes eu era o único comerciante aqui na entrada do córrego Água Fria, agora já somos quatro empresas funcionando no entorno. Minha filha inclusive abriu uma franquia de doces ao lado. Esse desenvolvimento é reflexo direto dos investimentos realizados pela Prefeitura nessa região”, ressaltou.

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Infraestrutura completa
Com investimento superior a R$ 6 milhões, a obra contemplou a construção de bueiro triplo celular, pavimentação asfáltica da avenida duplicada, instalação de defensas metálicas, implantação de iluminação pública, ciclovia, calçadas acessíveis e toda a sinalização viária, fortalecendo a infraestrutura e a mobilidade urbana da região.

Formação da região
A região localizada ao norte do córrego Água Fria foi definida, ainda no plano original de Palmas, como área destinada à expansão urbana da Capital. A ocupação dos bairros no entorno do córrego começou a se intensificar no início dos anos 2000, em um processo marcado pelo parcelamento informal de chácaras que predominavam na localidade.
A partir desse movimento, surgiram comunidades como Água Fria, Sonho Meu, Fumaça, Diamante, Água Boa, Araras, São Francisco, Jaú, Sião, Luar do Sertão e Mirante. Inicialmente conhecidos por denominações populares e informais, esses bairros ganharam reconhecimento ao longo dos anos, impulsionados pelo crescimento populacional, pela expansão urbana e pela consolidação da região como uma importante área residencial da zona norte de Palmas.

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