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Defensoria pede providências sobre adolescente com deficiência que teve braço fraturado dentro do Hospital Regional de Araguaína

“Preliminarmente, o adolescente foi vítima, no mínimo, de conduta culposa ou houve irregularidades na custódia hospitalar do paciente”, supôs Defensor Público.

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O adolescente J.V.A.G., 17 anos, portador de deficiências mental e motora, internado há mais de três meses na UTI1 – Unidade de Terapia Intensiva 1 do HRA – Hospital Regional de Araguaína sofreu duas fraturas no braço esquerdo, supostamente no dia 13 de maio. A DPE-TO – Defensoria Pública do Estado do Tocantins, ao tomar conhecimento, pediu agilidade na apuração dos fatos à Secretaria da Saúde, bem como oficiou órgãos de direitos humanos.

 

As lesões foram constatadas pelos profissionais plantonistas dias após o ocorrido, tendo sido registrado Boletim de Ocorrência, no último dia 16 de maio, junto à Delegacia Especializada da Criança e do Adolescente de Araguaína. A direção da unidade informou que solicitou a instauração de “Sindicância Administrativa Investigativa”.

 

No domingo, 21, o paciente já passou por cirurgia ortopédica e mudança do leito de internação, para a UTI2 do hospital. O paciente, portador de paralisia cerebral quadriplégica espática, foi admitido com um quadro de crise convulsiva e pneumonia aspirativa pós-parada cardíaca e insuficiência respiratória.

 

Além de notificar a Secretaria da Saúde do Tocantins, o expediente da DPE-TO foi encaminhado ao Ministério Público Estadual, à Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Conselho Estadual dos Direitos Humanos da Pessoa com Deficiência, buscando apurar a conduta profissional. Para o coordenador do NUAmac – Núcleo Aplicado de Minoria e Ações Coletivas de Araguaína, defensor público Sandro Ferreira, as informações recebidas e as lesões verificadas tem indícios de violação de direitos humanos contra a pessoa deficiente. “Preliminarmente, o adolescente foi vítima, no mínimo, de conduta culposa ou houve irregularidades na custódia hospitalar do paciente”, supôs.

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Para Ferreira, é fundamental o acompanhamento do caso pelas instituições tanto para imprimir eficácia na averiguação dos fatos, quanto para repercutir perante a sociedade a atuação proativa na defesa dos direitos humanos da pessoa com deficiência e, assim, também alcançar efeito pedagógico em todas as instâncias encarregadas do cuidado dessas pessoas em situação especial.    

 

Cuidados

Cerca de uma semana antes da fratura no braço, a família do paciente alegava que J.V.A.G. já apresentava uma lesão no ouvido e demonstraram preocupação quanto aos cuidados oferecidos no hospital e buscavam, inclusive, ampliar o tempo de visita para que pudesse a própria família cuidar do acondicionamento do paciente no leito. Diante do caso, a Defensoria em Araguaína recomendou uma melhor assistência. A unidade afirma que no exame físico de admissão na UTI, o paciente já apresentava lesão na aurícula esquerda com característica LPP – Lesão por Pressão, não tendo sofrido negligencia por parte da equipe multiprofissional envolvida na assistência.

 

Segundo a unidade, devido sua condição física que dificulta a mobilização no leito, mesmo com acompanhamento da equipe de estomoterapia, essas lesões podem ocorrer porque o paciente tem peculiaridades em sua anatomia, o que dificulta a mudança de posição a cada duas horas, sendo mais indicada a posição lateralizada à esquerda para a melhora do padrão respiratório dentro da normalidade com saturação entre 90%-100%, bem como, a causa pode ser decorrente de hipotrofia muscular, que propicia o surgimento de lesões, principalmente em áreas de proeminências ósseas, já que ocasionam pressão nos tecidos, diminuindo assim a oxigenação das áreas.

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Após quase 20 anos de espera, obra histórica transforma acesso dos moradores à região norte de Palmas

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Neste mês de maio, em que Palmas celebra 37 anos, a Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria de Comunicação (Secom), apresenta uma série de três matérias especiais sobre obras e ações que estão transformando as regiões norte, sul e o distrito de Taquaruçu, atendendo demandas históricas da população em pouco mais de um ano de gestão. Nesta quinta-feira, 14, as equipes de Jornalismo e Redes Sociais da Secom, em parceria com a Secretaria de Infraestrutura e Habitação, mostram as melhorias realizadas na região norte da Capital com a requalificação da ligação entre a Avenida NS-15 e os bairros da região. A obra solucionou antigos problemas de acesso enfrentados pela comunidade após quase duas décadas de reivindicações. Confira os detalhes dessas histórias também nos perfis das redes sociais da Prefeitura de Palmas (@cidadepalmas).

Cerca de 15 mil pessoas vivem na localidade, entre eles o jardineiro Thayllor Mendes, morador do Setor Fumaça, que utiliza o trecho diariamente, seja de bicicleta ou a pé até o ponto de ônibus, e tem sentido a diferença do investimento da gestão no local.

“Essa obra mudou completamente a nossa rotina. Foram muitos anos de sofrimento, convivendo com poeira, lama e insegurança. A ponte era estreita e perigosa, a gente precisava esperar os carros passarem para conseguir atravessar. Hoje posso andar de bicicleta com tranquilidade, porque tem ciclovia e está bem iluminado e o trecho organizado com sinalização. Quem mora aqui sente que finalmente está sendo valorizado”, destacou.

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O novo corredor viário agora oferece deslocamento seguro e mais fluidez no trânsito, com via duplicada, pavimentação em Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), iluminação pública em LED, ciclovia, calçadas acessíveis e sinalização completa. O trecho é considerado estratégico por garantir acesso a mais de 20 setores da região norte, além de condomínios residenciais, chácaras e áreas de mineração.

Sonho realizado
Para o presidente da Associação Comunitária Sonho Meu, Raimundo Araújo, a modernização do acesso representa a concretização de uma luta histórica da comunidade. “Hoje vivemos um sonho realizado, com essa obra histórica. Foram anos de reivindicações e promessas que nunca saíam do papel. Antes, esse acesso colocava vidas em risco diariamente, com acidentes frequentes e moradores dividindo espaço com veículos pesados. Era muito triste ver crianças caminhando para a escola no meio daquele movimento. Hoje temos uma estrutura digna e moderna e mais dignidade para a nossa região”, afirmou.
A transformação também impacta diretamente o desenvolvimento econômico local. Proprietário de uma empresa do setor de aço e ferragem instalada às margens da nova avenida, o empresário Ismar Francisco relata que a obra impulsionou o crescimento dos negócios e valorizou toda a área comercial.
“Antes da duplicação, nossa empresa praticamente ficava escondida no fundo do terreno. A poeira era constante e dificultava até o atendimento aos clientes. Depois da obra, tudo mudou. Hoje temos acesso seguro e visibilidade e oferecemos mais conforto aos nossos clientes. O comércio da região começou a crescer rapidamente. Antes eu era o único comerciante aqui na entrada do córrego Água Fria, agora já somos quatro empresas funcionando no entorno. Minha filha inclusive abriu uma franquia de doces ao lado. Esse desenvolvimento é reflexo direto dos investimentos realizados pela Prefeitura nessa região”, ressaltou.

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Infraestrutura completa
Com investimento superior a R$ 6 milhões, a obra contemplou a construção de bueiro triplo celular, pavimentação asfáltica da avenida duplicada, instalação de defensas metálicas, implantação de iluminação pública, ciclovia, calçadas acessíveis e toda a sinalização viária, fortalecendo a infraestrutura e a mobilidade urbana da região.

Formação da região
A região localizada ao norte do córrego Água Fria foi definida, ainda no plano original de Palmas, como área destinada à expansão urbana da Capital. A ocupação dos bairros no entorno do córrego começou a se intensificar no início dos anos 2000, em um processo marcado pelo parcelamento informal de chácaras que predominavam na localidade.
A partir desse movimento, surgiram comunidades como Água Fria, Sonho Meu, Fumaça, Diamante, Água Boa, Araras, São Francisco, Jaú, Sião, Luar do Sertão e Mirante. Inicialmente conhecidos por denominações populares e informais, esses bairros ganharam reconhecimento ao longo dos anos, impulsionados pelo crescimento populacional, pela expansão urbana e pela consolidação da região como uma importante área residencial da zona norte de Palmas.

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