CIDADES
Tribunal de Justiça homologa acordo para regularização fundiária do Jardim Taquari
Acordo objetiva a regularização de todo o setor e põe fim a um impasse que tramitava há mais de uma década no judiciário.
Os moradores do Jardim Taquari têm muito que comemorar na data de hoje, quarta-feira, 17 de agosto de 2016, pois o Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins homologou o acordo judicial firmado pela Prefeitura de Palmas, Defensoria Pública, Ministério Público Estadual e Governo Estadual, que objetiva a regularização de todo o setor e põe fim a um impasse que tramitava há mais de uma década no judiciário, oportunidade em que será encaminhado ao Cartório de Registro de Imóveis o restabelecimento dos títulos suspensos desde que o Supremo Tribunal Federal devolveu a propriedade ao primeiro dono José Wanderley, o qual só agora está sendo indenizado.
Na decisão de homologação, a relatora, juíza Célia Regina Reis, ressaltou o seguinte:
“Com efeito, o ingresso do município de Palmas se encontra justificado na Lei Municipal nº 2.225/2015 (que estimula a resolução extrajudicial de conflitos e autoriza o Poder Executivo a firmar acordos e termos de cooperação institucional com o Estado, a Federação e outros órgãos pertinentes, com a finalidade de promover a regularização fundiária em Palmas), bem como, nos Decretos de Utilidade Pública para fins de Desapropriação nºs 951 e 954, publicados em janeiro de 2015, sobretudo, ante a função social da propriedade e a forte questão social inerente à problemática fundiária do Setor Jardim Taquari.
Por oportuno, é de se ressaltar que a área em desapropriação encontra-se descrita no Decreto Estadual de Utilidade Pública nº 1.364/2001 e já tinha vocação urbana ao tempo do ajuizamento da ação, conforme as Leis Municipais nºs. 468/1994 (Aprova o Plano Diretor Urbanístico de Palmas – PDUP) e 543/1995 (Delimita o perímetro urbano dos Distritos de PALMAS, BURITIRANA, TAQUARUSSU e dá outras providências), tendo sido incluída no Plano Diretor da Capital pela Lei Complementar Municipal n.º 58/2002 (Institui o Macrozoneamento Territorial do Município de Palmas e dá outras providências), e, de igual forma, pelas Leis Complementares Municipais nºs 155/2007 (Dispõe sobre a política urbana do município de Palmas) e 276/2013 (altera dispositivos na Lei nº 155/2007), inclusive, o Decreto Estadual n.º 1.368/2001, publicado no Diário Oficial do Estado do Tocantins n.º 1.112, de 10.12.2001, autorizou a realização de sorteio de “lotes urbanos nos Jardins Taquari”, ocasião em que milhares de pessoas receberam títulos de posse precários e desde 2002 se encontram no local, pendente a regularização fundiária.
Outro ponto salutar é que a desapropriação do imóvel descrito na Matrícula 20.290, que equivale 09 (nove) quadras urbanas no Plano Diretor Urbanístico de Palmas (Região Sul da Capital), com 3.575 (três mil, quinhentos e setenta e cinco) lotes, ocupados por população de baixa renda, encravados dentro da área de 397,9172 ha e/ou 3.979.172,00 metros quadrados, é fato jurídico pressuposto à regularização fundiária das ocupações precárias no Setor Jardim Taquari, o que objetivará a melhoria das condições de moradia, dentro dos padrões de urbanismo estabelecidos em lei, possibilitando investimentos públicos (Programas Habitacionais de Interesse Social, dentre outros) e do setor privado.
Logo, o acordo apresentado visa solucionar o litígio travado nos autos, que perdura por mais de 14 anos, de maneira satisfatória para todos os envolvidos, e, muito especialmente, de maneira a realizar o interesse público, que compreende os dos cidadãos que habitam o Setor Taquari,” ressalta.
A Prefeitura de Palmas além de implementar as medidas imprescindíveis à solução do impasse que perdurava há mais de uma década na área, se comprometendo à aportar aproximadamente 50% da indenização, ainda conseguiu efetivar a justiça fiscal, pois sem onerar em nenhum centavo os morador do Jardim Taquari, cobrou apenas do proprietário de grandes áreas urbanas, deduzido da desapropriação o valor de R$ 1.411.000,00 a título de IPTU – Imposto Territorial Urbano aos cofres públicos.
Representando o Ministério Público, o procurador de Justiça, Dr. Alcir Raineri Filho, manifestou-se favoravelmente a homologação do acordo, ponderando a vantagem de se reconhecer a área em desapropriação como urbana, para fins de avaliação, e que, se levado em consideração o preço por metro quadrado aplicado hoje na capital, os valores acordados seriam razoáveis.
O Ministério Público ressaltou também, da importância de se finalizar o processo, evitando que se postergue por anos, para que não haja um maior custo social à população do Jardim Taquari, tão impactada pela falta de acesso a direitos básicos.
A Defensoria Pública do Estado do Tocantins, representado pelo defensor Arthur de Pádua foi ouvida e ratificou os termos do acordo previamente elaborado, reconhecendo e avaliando a área desapropriada como imóvel urbano, destacando a relevância do interesse público na solução do conflito e os benefícios que serão proporcionados a milhares de famílias que residem no local.
Foi importante também a participação do Estado, que somou esforços às ações que vinham sendo feitas pelo Município a partir do Decreto Municipal de Utilidade Pública para fins de desapropriação e regularização fundiária no setor baixado ainda no ano de 2015.
A dona de casa Cláudia Gomes foi contemplada com um lote no setor e há cinco anos, após concluir sua casa, mudou-se para o Taquari. Logo que mudou veio a notícia de que sua escritura estava suspensa por decisão judicial. “Eu fico feliz em saber que nosso sonho está se realizando, estamos bem perto de ter nossa escritura valendo novamente”, disse a moradora ciente de que com a homologação do acordo o poder público poderá investir também em benfeitorias para o setor. “O que mais queremos aqui é o asfalto, pois sofremos muito com a poeira no tempo seco e a lama no tempo de chuva”, ponderou.
CIDADES
Prêmio MPTO de Jornalismo destaca impacto social da informação e valoriza profissionais da imprensa
A 8ª edição do Prêmio MPTO de Jornalismo, cuja cerimônia ocorreu na noite desta terça-feira, 5, em Palmas, apresentou um panorama da produção jornalística comprometida com a transformação social no Tocantins. Mais do que uma entrega de troféus, o evento consolidou uma iniciativa que, desde 2016, utiliza o alcance da imprensa para fortalecer a cidadania e dar visibilidade aos direitos fundamentais.
Durante a solenidade, a diretora de Comunicação do Ministério Público do Tocantins (MPTO), Kézia Reis, destacou o papel da imprensa como parceira essencial da instituição. Segundo ela, a união entre as duas forças permite que a informação atue como “luz que garante os direitos” defendidos pelo Ministério Público.
“Onde a imprensa denuncia, o MPTO pode agir. Onde o MPTO protege, a imprensa conscientiza. Somos pontes para a cidadania”, destacou Kézia Reis
Uma década de incentivo à imprensa
Desde a primeira edição, o prêmio soma 287 trabalhos inscritos e 106 produções premiadas. Ao todo, já foram destinados R$317 mil em premiações, sendo R$75 mil apenas nesta 8ª edição.
A cerimônia também foi marcada por um momento de reconhecimento institucional às jornalistas Alayla Milhomem e Denise Soares, que estiveram à frente da Diretoria de Comunicação nas últimas sete edições do prêmio.
As duas foram homenageadas com placas em reconhecimento à atuação decisiva na criação e consolidação da premiação, destacando sua contribuição para o fortalecimento da comunicação pública e valorização do jornalismo no Tocantins como forma de fortalecer a defesa dos direitos dos cidadãos.
A valorização profissional também foi destacada pela presidente do Sindicato dos Jornalistas do Tocantins, Alessandra Bacelar, que ressaltou a importância da premiação no cenário estadual.
“Quando o Ministério Público destina valores em premiação que superam o piso mensal da categoria, ele reforça, na prática, o valor do trabalho jornalístico. Isso fortalece a profissão e incentiva a produção de conteúdos de interesse público”, disse.
Reconhecimento que ecoa na prática
O levantamento das pautas revelou a atenção da imprensa tocantinense para áreas de maior vulnerabilidade social. Saúde pública e direitos humanos lideraram os temas, concentrando mais de 43% das inscrições. Um dos destaques de 2026 foi o Programa Família Acolhedora, tema que mobilizou diferentes linguagens jornalísticas e pautou produções vencedoras em diversas categorias.
A reportagem de Elaine Jardim, vencedora em webjornalismo, abordou os desafios da política pública no estado, enquanto. Segundo a jornalista, a pauta surgiu de forma inesperada, mas rapidamente se transformou em uma reportagem de forte impacto social.
“Eu me encantei pela pauta. Era algo que eu mesma não conhecia, e isso me fez pensar: quantas pessoas também não sabem disso? Foi aí que decidi aprofundar.”
Ela também ressaltou que a repercussão da reportagem já contribuiu para avanços na política pública. “Depois da matéria, o programa foi regulamentado em Palmas. Mas ainda precisa de mais visibilidade para que mais famílias participem”, disse.
Já a fotografia de Djavan da Costa, premiada com o primeiro lugar, simbolizou a rede de apoio construída pelo programa.
“Aquela imagem é sobre pessoas reais e histórias que precisam ser respeitadas. As mãos entrelaçadas mostram que esse trabalho é coletivo e envolve o Ministério Público, os profissionais e as famílias. É um retrato de cuidado e conexão.”
Na categoria radiojornalismo, a vencedora Jaqueline Moraes enfatizou a responsabilidade ética na abordagem de temas sensíveis, como a violência contra a mulher. Destacou o cuidado em não revitimizar. Para ela, o jornalismo tem papel essencial na orientação da sociedade.
“Mostrar essas histórias ajuda outras mulheres a entender que existem caminhos, que há uma rede de proteção. Isso pode encorajar denúncias e salvar vidas.”
Primeiro lugar no telejornalismo, Kaliton Mota, enfatizou o impacto da reportagem premiada que revelou o déficit de mais de 1,2 mil profissionais na Polícia Civil do Tocantins. Segundo ele, o trabalho nasceu a partir de um relatório técnico do Ministério Público e ganhou força ao traduzir dados em realidade concreta.
“Quando a gente viu o documento, percebeu que aquilo precisava ser mostrado. Não era só um número, era delegacia fechada, investigação parada e vítima sem atendimento. Quando a população entende isso na prática, a discussão muda.”
Rigor técnico e critérios de avaliação
Para garantir a isenção e a qualidade das produções premiadas, o certame adota um rigoroso processo de avaliação técnica. Os trabalhos inscritos foram analisados por uma Comissão Julgadora composta por 10 jornalistas com experiência em veículos ou assessorias e cinco integrantes do Ministério Público do Tocantins.
A credibilidade do prêmio é sustentada por um corpo de jurados com ampla experiência em redações e trajetória acadêmica consolidada, incluindo profissionais com passagens por veículos como O Popular, Diário da Manhã, CBN e Globo, além de especialistas com atuação em emissoras como TV Anhanguera, Record e SBT. Todos os profissionais são de outros Estados, garantindo isenção nas escolhas.
Conforme o regulamento, cada jurado atribuiu notas de 0 a 10 para seis critérios fundamentais: adequação ao tema, linguagem, estética, originalidade, utilidade social, expertise e credibilidade.
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