CIDADES
Usuários podem adotar nome social na rede pública de saúde em Palmas
Desde outubro do ano passado, os usuários do Sistema de Saúde de Palmas já podem adotar o nome social nos atendimentos da rede pública.
Byanca Marchiori é o nome social da nossa entrevistada. Ela foi uma das primeiras transgêneras que residem em Palmas a mudar o seu nome de nascimento para o social. Byanca conta um pouco da sua trajetória de vida, da discriminação, do preconceito e das lutas sobre a liberdade de gênero e igualdade de direitos.
Ela já usa o nome social, como parte importante de sua identidade, há alguns anos. Byanca que é técnica de enfermagem e instrumentadora cirúrgica no Hospital Geral de Palmas, conta que durante muito tempo não se importava em ser chamada pelo nome do registro civil, mas quando começou a se descobrir e perceber que o seu lado feminino era mais forte tomou a decisão de trabalhar o seu psicológico e também o seu organismo para a transição. “Desde criança, eu já percebia que tinha um jeito mais delicado que o dos outros meninos, mas me comportava como menino. O tempo passou e minha cabeça foi mudando. Foi quando decidi tomar hormônios femininos, deixar o meu cabelo crescer, vestir roupas de mulheres e adotar outro nome”, conta Byanca.
Byanca diz que o problema é que muitas pessoas trans não desejam afrontar a sociedade; na maior parte do tempo, travestis e transexuais simplesmente tentam sobreviver e seguir com as tarefas cotidianas da vida. “Muitas vezes somos submetidas a um sofrimento incalculável, pois mesmo os seus direitos mais básicos, como estudar, trabalhar, ter um documento, comprar roupas ou mesmo ir ao banheiro, lhes são constantemente negados. Essas atividades podem ser questões corriqueiras para muita gente, mas certamente não são para quem é trans”, relata.
Ela espera que sua iniciativa de procurar o Sistema Único de Saúde e adotar o nome que escolheu para ser chamada, inspire outras trans. “Se a pessoa se identifica como mulher, ela deve ser tratada no feminino. Estou muito satisfeita como o meu novo cartão identificado com o nome que escolhi para ser conhecida”, fala.
Nome Social no Sus em Palmas
Desde o começo de outubro do ano passado, os usuários do Sistema de Saúde de Palmas já podem adotar o nome social nos atendimentos da rede pública. O secretário de saúde Nésio Fernandes explica que esse direito é válido a todos os usuários transgêneros, transexuais e travestis. “O SUS é um espaço de acolhimento e cuidado, onde as pessoas devem ter seus direitos respeitados. Não se pode tolerar que a população de travestis e transexuais, vítimas de todo tipo de constrangimento e preconceito na sociedade, sejam vítimas dos mesmos dentro dos serviços de saúde. É preciso garantir o pleno gozo dos direitos já previstos nas convenções internacionais e seus correspondentes legais e normativos no Brasil”, pontuou.
Palmas foi o primeiro município no Tocantins a pactuar o reconhecimento do nome social dos pacientes Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros (LGBT) em todos os seus serviços de saúde.
A pactuação, segundo o representante da Saúde dentro do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos (CEDDH), Alexandre Araripe, é uma medida que pode garantir a adesão da população transexual à rede municipal de saúde. “Essa é uma medida que pode incentivar essa população a buscar cuidados de saúde no serviço público e que qualifica a rede de saúde no atendimento à população LBGT”, explicou.
Um balanço da equipe técnica da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) aponta que a maioria dos pedidos é feita por pessoas que querem ser chamadas no feminino. “O uso do nome social é importante, pois é um sinal de respeito, conhecimento e o direito pela forma na qual as pessoas preferem ser chamadas e identificadas no meio social”, avalia a diretora de Atenção Secundária em Saúde, Juliana Ribeiro.
Inclusão
Para pedir a inclusão do nome social é preciso fazer o requerimento junto ao Centro de Saúde da Comunidade a qualquer momento e em qualquer período do ano, como destaca Juliana Ribeiro. Na sequência, o Centro de Saúde inclui o nome social no sistema de cadastro, a partir do qual são gerados os documentos, inclusive o Cartão do SUS.
Nome Social
Entende-se por nome social aquele adotado pela pessoa, por meio do qual se identifica e é reconhecido na sociedade, em contraste com o nome oficialmente registrado e que não reflete sua identidade de gênero. O direito do nome social já é assegurado por lei em órgãos do serviço público federal, como ministérios, universidades federais e empresas estatais. Em 28 de abril de 2016, a Presidente da República aprovou o Decreto nº 8.727, que dispõe sobre o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de pessoas travestis e transexuais no âmbito da administração pública federal.
Cartão SUS
O Cartão Nacional de Saúde contém o número nacional de identificação que permite a vinculação de todas as informações relativas aos atendimentos e procedimentos oferecidos a um usuário em um cadastro nacional e prevê a identificação de nome social adotado por qualquer usuário do SUS.
CIDADES
Após quase 20 anos de espera, obra histórica transforma acesso dos moradores à região norte de Palmas
Neste mês de maio, em que Palmas celebra 37 anos, a Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria de Comunicação (Secom), apresenta uma série de três matérias especiais sobre obras e ações que estão transformando as regiões norte, sul e o distrito de Taquaruçu, atendendo demandas históricas da população em pouco mais de um ano de gestão. Nesta quinta-feira, 14, as equipes de Jornalismo e Redes Sociais da Secom, em parceria com a Secretaria de Infraestrutura e Habitação, mostram as melhorias realizadas na região norte da Capital com a requalificação da ligação entre a Avenida NS-15 e os bairros da região. A obra solucionou antigos problemas de acesso enfrentados pela comunidade após quase duas décadas de reivindicações. Confira os detalhes dessas histórias também nos perfis das redes sociais da Prefeitura de Palmas (@cidadepalmas).
Cerca de 15 mil pessoas vivem na localidade, entre eles o jardineiro Thayllor Mendes, morador do Setor Fumaça, que utiliza o trecho diariamente, seja de bicicleta ou a pé até o ponto de ônibus, e tem sentido a diferença do investimento da gestão no local.
“Essa obra mudou completamente a nossa rotina. Foram muitos anos de sofrimento, convivendo com poeira, lama e insegurança. A ponte era estreita e perigosa, a gente precisava esperar os carros passarem para conseguir atravessar. Hoje posso andar de bicicleta com tranquilidade, porque tem ciclovia e está bem iluminado e o trecho organizado com sinalização. Quem mora aqui sente que finalmente está sendo valorizado”, destacou.
O novo corredor viário agora oferece deslocamento seguro e mais fluidez no trânsito, com via duplicada, pavimentação em Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), iluminação pública em LED, ciclovia, calçadas acessíveis e sinalização completa. O trecho é considerado estratégico por garantir acesso a mais de 20 setores da região norte, além de condomínios residenciais, chácaras e áreas de mineração.
Sonho realizado
Para o presidente da Associação Comunitária Sonho Meu, Raimundo Araújo, a modernização do acesso representa a concretização de uma luta histórica da comunidade. “Hoje vivemos um sonho realizado, com essa obra histórica. Foram anos de reivindicações e promessas que nunca saíam do papel. Antes, esse acesso colocava vidas em risco diariamente, com acidentes frequentes e moradores dividindo espaço com veículos pesados. Era muito triste ver crianças caminhando para a escola no meio daquele movimento. Hoje temos uma estrutura digna e moderna e mais dignidade para a nossa região”, afirmou.
A transformação também impacta diretamente o desenvolvimento econômico local. Proprietário de uma empresa do setor de aço e ferragem instalada às margens da nova avenida, o empresário Ismar Francisco relata que a obra impulsionou o crescimento dos negócios e valorizou toda a área comercial.
“Antes da duplicação, nossa empresa praticamente ficava escondida no fundo do terreno. A poeira era constante e dificultava até o atendimento aos clientes. Depois da obra, tudo mudou. Hoje temos acesso seguro e visibilidade e oferecemos mais conforto aos nossos clientes. O comércio da região começou a crescer rapidamente. Antes eu era o único comerciante aqui na entrada do córrego Água Fria, agora já somos quatro empresas funcionando no entorno. Minha filha inclusive abriu uma franquia de doces ao lado. Esse desenvolvimento é reflexo direto dos investimentos realizados pela Prefeitura nessa região”, ressaltou.

Infraestrutura completa
Com investimento superior a R$ 6 milhões, a obra contemplou a construção de bueiro triplo celular, pavimentação asfáltica da avenida duplicada, instalação de defensas metálicas, implantação de iluminação pública, ciclovia, calçadas acessíveis e toda a sinalização viária, fortalecendo a infraestrutura e a mobilidade urbana da região.
Formação da região
A região localizada ao norte do córrego Água Fria foi definida, ainda no plano original de Palmas, como área destinada à expansão urbana da Capital. A ocupação dos bairros no entorno do córrego começou a se intensificar no início dos anos 2000, em um processo marcado pelo parcelamento informal de chácaras que predominavam na localidade.
A partir desse movimento, surgiram comunidades como Água Fria, Sonho Meu, Fumaça, Diamante, Água Boa, Araras, São Francisco, Jaú, Sião, Luar do Sertão e Mirante. Inicialmente conhecidos por denominações populares e informais, esses bairros ganharam reconhecimento ao longo dos anos, impulsionados pelo crescimento populacional, pela expansão urbana e pela consolidação da região como uma importante área residencial da zona norte de Palmas.

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