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Audiência pública

Em audiência pública, Governo do Tocantins ouve população e recebe demandas para o novo Hospital da Mulher e Maternidade Dona Regina

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A convite do Governo do Tocantins, centenas de pessoas estiveram no auditório do Palácio Araguaia na tarde desta quarta-feira, 24, para participar da Audiência Pública sobre o novo Hospital da Mulher e Maternidade Dona Regina. O evento foi promovido pela Secretaria de Parcerias e Investimentos (SPI), Secretaria da Saúde (SES) e Tocantins Parcerias, com o objetivo de dialogar com a sociedade a respeito do projeto de construção da nova unidade hospitalar.

Além da população em geral, a audiência pública contou com a presença de órgãos do poder executivo estadual e municipal, trabalhadores da saúde, usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), órgãos de controle social, parlamentares, representantes do judiciário e do setor privado. Quem não conseguiu participar da Audiência Pública ainda pode contribuir com o projeto através da Consulta Pública que segue aberta até o dia 2 de junho, no site: https://www.to.gov.br/parcerias/hospital-da-mulher/2mblyivrx4g7.

Na abertura do evento, o secretário da SPI, Thomas Jefferson, ressaltou a necessidade de trazer a população para o centro da discussão sobre a construção de uma nova unidade hospitalar para o Tocantins. “Atualmente o Hospital Dona Regina tem uma média de seis mil partos por ano. A partir deste levantamento realizado, vimos a necessidade e a prioridade de construir uma nova estrutura que suporte a demanda do nosso Estado. Nossa prioridade é trazer infraestrutura social para a população tocantinense por meio do Hospital da Mulher e Maternidade Dona Regina”, pontuou.

O secretário da Saúde, Afonso Piva de Santana, destacou a prioridade do Governo do Tocantins em realizar essa obra visando a qualidade de saúde para toda população tocantinense. “Esse projeto é inovador, pois iremos fazer uma parceria público-privada. O novo hospital atenderá a demandas de todo o Tocantins e vai duplicar a capacidade do Dona Regina. Sabemos que a nossa atual estrutura não consegue suprir a demanda e por isso o nosso governador Wanderlei Barbosa tem essa obra como prioridade. Com um novo hospital entregaremos qualidade de saúde para toda população tocantinense”, enfatizou.

Ainda na ocasião, a superintendente da SPI, Eliane Grossmann, apresentou ao público as particularidades da proposta de parceria público-privada, com projeções acerca da construção, gestão, operação e manutenção da instalação predial e dos serviços hospitalares, destacando que será mantido o atendimento público destinado aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). No que se refere ao futuro dos profissionais de saúde que já prestam serviço no Hospital Maternidade Dona Regina, foi informado que estas equipes serão mantidas sob gerência do Estado.

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Projeto

O projeto Hospital da Mulher e Maternidade Dona Regina pretende não só suprir as demandas atuais da unidade hospitalar, como também prevê o aumento da quantidade de leitos e a ampliação e otimização de programas de referência a exemplo do Banco de Leite Humano, Serviço de Atenção Especializada às Pessoas em Situação de Violência Sexual (Savis) e Casa da Gestante, Bebê e Puérpera (CGBP). Outros serviços fundamentais para a saúde da mulher antes não ofertados, como UTI obstétrica-ginecológica, também serão contemplados pela nova estrutura, que contará com instalações e equipamentos de última geração, incluindo um heliponto.

O diretor geral do Hospital e Maternidade Dona Regina, Iatagan Barbosa, salientou que o intuito da reconstrução da unidade é também priorizar o conforto e a dignidade dos servidores públicos, assim como dos usuários. “Nosso principal intuito é ter uma estrutura que possa proporcionar um ambiente de dignidade aos nossos servidores. O Hospital Dona Regina é a maior maternidade do Estado do Tocantins, e no decorrer dessas duas décadas de funcionamento é notório o crescimento da demanda exponencial da nossa unidade. Atualmente realizamos mais de 500 partos mensais e 30 mil atendimentos por ano. E infelizmente a nossa estrutura física não vem comportando essa demanda atualmente”, pontuou o gestor.

Prioridade de Governo

A criação de uma unidade hospitalar para tratar as demandas da saúde das mulheres de forma qualificada é prioridade no plano de gestão do governador Wanderlei Barbosa, que no início deste ano assinou o decreto doando a área destinada à construção predial para a SES-TO. O terreno está localizado na Quadra ACSU SO 130 (1301 sul) e compreende a extensão de quatro lotes interligados que no total somam 24 mil m², uma área 6 vezes maior do que a que comporta a estrutura atual.

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A secretária de Estado da Mulher, Berenice Barbosa, relatou a satisfação em ter um hospital que possa atender a demanda da saúde da mulher no Estado do Tocantins. “No decorrer das minhas caminhadas, foi visto que a maior demanda da mulher é na área da saúde. A partir dessa reivindicação, vimos a necessidade de ter um hospital especializado na saúde da mulher. Representando as mulheres tocantinenses eu quero dizer que estamos apenas começando e nosso desejo é que ao fim desse mandato possamos ter entregue o novo hospital aos tocantinenses”, ressaltou.

Participação Popular

Após a apresentação do projeto, o espaço foi aberto para contribuições do público. As perguntas e sugestões foram elucidadas e acolhidas pela equipe técnica composta pela SPI, Tocantins Parcerias e SES. A servidora pública, Carolina Barros, funcionária do Dona Regina, há 17 anos, destacou que a nova estrutura beneficiará também os profissionais de saúde. “A população cresceu e o hospital continua o mesmo. A atual estrutura do Dona Regina já não comporta a demanda que temos. Com a chegada da nova unidade com uma estrutura maior, com certeza trará benefícios não só para o usuário como também para os profissionais da saúde”, disse.

Todas as manifestações orais e escritas apresentadas durante a audiência foram e continuarão sendo registradas e poderão servir de subsídio para aprimoramento da proposta inicial.

Próxima Etapa

Finalizada a fase de diálogo público, as sugestões feitas pela população serão avaliadas, respondidas e adequadas à proposta. A partir daí, será realizada a etapa de licitação, onde é determinada a empresa ou o consórcio que executará o projeto do novo hospital.

A expectativa é de que, quando efetivada, a parceria público-privada possa entregar ao Tocantins uma das principais unidades hospitalares especializadas na assistência ao público feminino e neonatal do norte do País.

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Governo do Tocantins estabelece normativa de segurança para serviços digitais da ATI

Governo publica Instrução Normativa ATI nº 2/2026 com diretrizes para proteção de dados, controle de acesso e conformidade com a LGPD nos serviços digitais estaduais.

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Governo do Tocantins estabelece normativa de segurança para serviços digitais da ATI

O governo do Tocantins publicou a Instrução Normativa ATI nº 2/2026, estabelecendo diretrizes de segurança e controle de acesso aos serviços digitais da Agência de Tecnologia da Informação (ATI-TO). O documento, publicado no Diário Oficial nº 7034 desta terça-feira, 07, define requisitos essenciais para governança, proteção de dados e conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Abrangência da normativa

A regulamentação se aplica a servidores efetivos, comissionados e estagiários, além de colaboradores terceirizados, consultores, fornecedores e agentes de outros órgãos que utilizem sistemas geridos pela ATI-TO. Também abrange os cidadãos que acessam os serviços digitais estaduais.

Controle de acesso e autenticação

Entre as principais determinações, a norma estabelece que cada conta de usuário deve ser individual, vinculada ao CPF e ao nome completo do titular, com associação à unidade, função e tipo de vínculo. O uso de contas compartilhadas, genéricas ou anônimas está vedado.

Toda concessão, alteração ou revogação de acesso deve ser documentada e rastreável. A normativa consolida o princípio do menor privilégio, segundo o qual o usuário deve ter acesso apenas ao necessário para o desempenho de suas atividades. Para perfis com acesso privilegiado, a elevação de privilégio deverá ser temporária, justificada e formalmente autorizada.

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Proteção de dados e segurança cibernética

Para os serviços digitais oferecidos ao cidadão, a ATI passa a orientar a adoção obrigatória de mecanismos como:

  • Criptografia de dados em repouso e em trânsito;
  • Segregação entre ambientes de produção, homologação e desenvolvimento;
  • Proteção contra ataques cibernéticos;
  • Registros detalhados de acesso, operação e transação.

A normativa também prevê medidas de transparência sobre o tratamento de dados pessoais, garantindo ao cidadão direitos de acesso, correção e informação sobre o uso de seus dados, em consonância com a LGPD.

Governança e responsabilização

Os órgãos responsáveis pelos serviços digitais deverão manter documentação atualizada, realizar testes periódicos de segurança e comunicar imediatamente qualquer incidente à Equipe de Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos do Núcleo de Inteligência e Resiliência de Tecnologia da Informação (ETIR/NIRTI).

Declarações das autoridades

Segundo o presidente da ATI, Alírio Felix Martins Barros, a medida reforça a segurança da administração pública. “Com essa regulamentação, o Tocantins reforça uma diretriz essencial para a administração pública, que é garantir que o acesso aos sistemas e aos dados ocorra com segurança, responsabilidade e rastreabilidade. É uma medida que fortalece a proteção das informações do Estado e amplia a confiabilidade dos serviços digitais oferecidos ao cidadão”, destacou.

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O superintendente de Infraestrutura e Serviços de Tecnologia da Informação, Anderson Menezes, ressaltou a importância da conformidade legal. “Essa normativa consolida parâmetros fundamentais para a segurança, a rastreabilidade e a conformidade dos serviços digitais do Estado com a Lei Geral de Proteção de Dados. Trata-se de uma medida que fortalece essa proteção, reduz riscos e assegura maior responsabilidade na gestão dos acessos, em benefício da administração pública e do cidadão”, afirmou.

Vigência e revisão

A Instrução Normativa ATI nº 2/2026 entrou em vigor e poderá ser revisada sempre que houver alteração legislativa, mudança tecnológica significativa ou recomendação técnica dos órgãos competentes.

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