GERAL
Artigo: O impacto do isolamento social no comportamento das crianças
A maioria dos pais e responsáveis confirmam que o aprendizado à distância não é o mesmo.
Devido a pandemia, temos vivido há meses o chamado “novo normal”, que implicou especificamente em escolas fechadas e o público infantil em casa. Com a possibilidade do retorno das aulas presenciais, muitos acreditam ser a melhor opção, mas outros não. E embora seja o mais seguro estar em casa, qual tem sido o impacto do isolamento social no desenvolvimento das crianças? (continua abaixo)
Mesmo com o ensino a distância, a maioria dos pais e responsáveis confirmam que o aprendizado não é o mesmo. E que o confinamento não limita apenas esses horizontes, mas o próprio gasto de energia da garotada, que antes era estimulado pelo convívio entre amigos e agora se reflete em sinais de ansiedade.
Mas o que é ansiedade? Como ela se apresenta? Existe uma fórmula para perceber? A ansiedade é um quadro que faz com que as pessoas apresentem sintomas de preocupação e medo extremo diante de situações simples da rotina. Seus principais sinais são: dificuldade de concentração, irritação, preocupação desproporcional, pesadelos frequentes, dificuldade em aprender coisas novas e superar algumas fases, entre outros.
A microfisioterapeuta, Saionarya Leão, tem visto em seus atendimentos um crescimento desses sintomas nas crianças e relata as principais queixas. “Quadros de ansiedade e medo, podem surgir na vida da criança por situações e experiências vividas, que o corpo entende como agressões e deixa então uma espécie de “cicatriz” nos tecidos, uma memória do acontecimento, além de absorverem a ansiedade e preocupações dos pais. Tenho atendido crianças com medo de dormirem sozinhas durante à noite, ou com relatos de sentirem o coração batendo rápido, aperto no peito, tonturas e outras alterações associadas à disfunção do sistema nervoso autônomo”.
Para esses casos, a microfisioterapia tem sido uma grande aliada, auxiliando no tratamento de traumas passados ou presentes que ficaram gravados na memória celular. Essa uma técnica de origem na Francesa que estimula a auto regulação do organismo por meio de toques sutis em pontos estratégicos do corpo, fazendo com que o organismo volte a funcionar com eficiência tratando a causa dos sintomas.
“O procedimento é indicado para todas as idades e descobrir essas causas e tratá-las é uma boa forma de proporcionar mais saúde física e emocional. Como sempre costumo dizer: ‘é muito importante detectar e tratar a causa e não apenas os sintomas’, reforçou a Dra. Saionarya Leão.
GERAL
Aleto reage a medida do governo e aponta irregularidade na reedição de proposta sobre indenizações
A Assembleia Legislativa do Tocantins divulgou nota nesta sexta-feira, 17, para contestar o envio da Medida Provisória nº 21/2026 pelo governo estadual e apontar possível irregularidade no processo legislativo. O texto trata do pagamento de indenizações a categorias do serviço público.
Segundo a Casa, a medida foi encaminhada após o veto integral do executivo ao Autógrafo de Lei nº 36/2026, aprovado pelos deputados. O ponto central é que esse veto ainda não foi analisado pelo plenário, instância responsável por manter ou derrubar a decisão do governo.
Na avaliação da Assembleia, o envio de uma nova proposta com conteúdo semelhante, antes da apreciação do veto, contraria regras constitucionais. A Casa cita o artigo 62, parágrafo 10, da Constituição Federal de 1988, que impede a reapresentação de matéria na mesma sessão legislativa.
O legislativo também rebate a justificativa do executivo para barrar o projeto original. Ao vetar integralmente o texto, o governo alegou problemas de constitucionalidade e ausência de previsão orçamentária, com impacto nas contas públicas. A Assembleia sustenta que o projeto aprovado passou por análise técnica e recebeu emendas aprovadas por unanimidade na Comissão de Constituição e Justiça e no plenário.
Outro ponto levantado é a ausência, segundo a Casa, de estudos detalhados sobre aumento de despesas no material encaminhado pelo executivo, exigência prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal.
A nota também faz referência a entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre o uso de medidas provisórias. De acordo com a Assembleia, a Corte já estabeleceu que esse instrumento deve ser reservado a situações excepcionais.
No texto, o Legislativo compara o caso atual com a tramitação da Medida Provisória nº 20/2026, voltada à gratificação de professores. Na ocasião, o governo aplicou veto parcial apenas sobre trechos alterados pelos deputados, preservando a proposta original. Para a Assembleia, esse modelo seria juridicamente possível também no caso das indenizações.
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