Entrega nova estrutura
Cinthia Ribeiro entrega nova estrutura da ETI João Beltrão à comunidade de Taquaruçu Grande
Com capacidade para atender 212 crianças, a Escola de Tempo Integral (ETI) João Beltrão, localizada na Rodovia TO-020, KM 08, distrito de Taquaruçu Grande, foi reaberta e entregue à comunidade da região, pela prefeita Cinthia Ribeiro e secretário municipal da Educação de Palmas, professor Fábio Chaves, nesta segunda-feira, 1º. A unidade educacional recebeu reforma geral na estrutura existente e ampliação para atender às famílias residentes na região de chácaras próximas e também nos loteamentos Alto da Serra e Coqueirinho, um investimento de mais de R$ 370 mil, com recursos próprios. A Escola de Tempo Integral (ETI) João Beltrão vai atender crianças da Pré-escola I e II da Educação Infantil, e do 1º e 2º anos do Ensino Fundamental, a partir do segundo semestre letivo.
Em seu discurso, a prefeita Cinthia Ribeiro destacou a presença dos familiares do Sr. João Beltrão, que empresta o nome à escola e falou sobre a importância de preservar a estrutura já existente, que é recheada de significados para aquela comunidade. “Nós valorizamos a história de quem nos antecederam, lugar de honra para a placa de fundação da escola. Mantivemos o prédio original, mas revitalizamos e modernizamos a escola. Fruto do investimento dos impostos que pagamos para trazer uma melhoria aos moradores de Taquaruçu Grande. Nós temos que saber reconhecer a história de cada pessoa. Da mesma forma que o nosso legado está escrito e com certeza jamais será apagado”, destacou a prefeita Cinthia. Ela ressaltou ainda que tem buscado fazer uma gestão que vai além das entregas de obras físicas, e sim uma mudança de paradigmas, onde o centro da gestão é o bem-estar da população.
Já o secretário municipal da Educação, professor Fábio Chaves, disse que essa inauguração é diferente das demais entregas já realizadas até agora. “Essa reestruturação é muito mais do que ofertar vagas, nosso intuito inicial, já que a comunidade local cresceu muito e a única escola da região, a ETI Fidêncio Bogo, não era suficiente. No decorrer da execução desse plano de reestruturação a gente pôde perceber que era algo muito maior, por se tratar de uma escola que estava agregada à comunidade e muito representativa para os moradores daqui. Então, entregar essa unidade novamente à comunidade, é muito mais do que ofertar vagas. Na verdade, a sensação é de um recomeço de uma história muito bonita e que a gente vai fazer tudo para que seja preservada e esperamos que nunca mais seja interrompida”, pontuou o gestor.
A médica Miriam Silva Rocha dos Santos Nascimento mora na região e já pensa em matricular sua filha Sofia Silva Rocha Honorato, de seis anos, na ETI João Beltrão. Ela disse que essa nova estrutura “é um presente para a comunidade”, especialmente por ter ficado muito tempo fechada, sem condições de funcionamento. “Essa escola vai ajudar os que moram mais distante, porque aqui ela fica mais centralizada facilitando o acesso dos alunos. Ela ficou muito linda. Parabéns à prefeitura que conseguiu reestruturar, dar uma cara nova, com certeza é um ganho, um grande ganho para a comunidade”, disse.
A servidora Geovana Pereira da Silva Carneiro tem uma história de amor com a escola, ela está lotada na unidade educacional desde 2010, quando passou no concurso. Viu a escola ser desativada em 2019 e todos serem transferidos para outras escolas. Mas seu amor pelo local nunca acabou. Em uma das visitas técnicas do secretário Fábio e equipe à ETI Fidêncio Bogo, onde estava lotada, ela procurou o secretário e falou sobre o lugar que estava abandonado, dando início ao plano estratégico de reestruturação do local. “Meu primeiro emprego foi aqui nessa escola, quando passei no concurso. Para mim está sendo motivo de muita alegria ver como ficou linda. Estou muito feliz com toda essa estrutura ampliada e reformada. Hoje eu posso contemplar com grande gratidão, grande alegria essa escola sendo entregue à comunidade novamente. Vai ser um prazer trabalhar aqui e farei isso com muito amor, muito carinho”, comemora a servidora que atua no apoio escolar da unidade.
A reforma incluiu a revitalização do pátio, nova pintura das salas de aula, manutenção do telhado, substituição do forro, revisão geral da parte elétrica e troca de todo o piso por porcelanato. Estiveram presentes no evento, deputados estaduais, vereadores, lideranças e comunidade locais.
A ETI
A ETI João Beltrão tem raízes históricas anteriores ao surgimento de Palmas, pertencia ao Município de Porto Nacional. Com a criação de Palmas, em 1989, as três escolas da comunidade (Nossa Senhora Aparecida, Taquaruçu Grande e Fazenda Varjão) foram unificadas no processo conhecido como nucleação. A escola recebeu o nome de Escola Municipal João Beltrão em homenagem ao pai do doador do terreno, Ademar Nepomuceno, e foi inaugurada em 20 de maio de 1991. A partir de 2009, a Prefeitura de Palmas autorizou a escola a oferecer educação em tempo integral. Em 2019, foi desativada devido à necessidade de reforma estrutural e os alunos foram transferidos para a unidade mais próxima, a ETI Fidêncio Bogo. No entanto, com o passar dos anos, a demanda por matrículas aumentou, tornando necessária a ampliação e reabertura da ETI João Beltrão.
PALMAS
Apagões em Palmas chegam ao Ministério Público após afetarem escolas e feiras; Energisa é investigada
As sucessivas quedas de energia registradas em Palmas nos últimos dois meses levaram o Ministério Público do Tocantins a abrir uma investigação para apurar a qualidade do serviço prestado pela Energisa Tocantins. A portaria de instauração do inquérito civil público foi publicada nesta quinta-feira (28) e aponta indícios de falhas que teriam afetado consumidores, escolas públicas e atividades econômicas da capital.
Na investigação, o promotor Paulo Alexandre Rodrigues de Siqueira afirma que foram registradas reclamações recorrentes sobre interrupções e oscilações no fornecimento de energia elétrica em diferentes regiões da cidade. O documento menciona paralisação de atividades em feiras cobertas, suspensão de aulas em unidades das redes municipal e estadual de ensino e prejuízos causados por danos a equipamentos eletrodomésticos.
O Ministério Público também cita possíveis falhas na manutenção preventiva e corretiva da rede de distribuição. Segundo a portaria, há indícios de que indicadores de continuidade do serviço, medidos pelos índices de duração e frequência das interrupções de energia, possam ter ultrapassado os limites estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A investigação vai apurar ainda a demora no restabelecimento do fornecimento após interrupções, a lentidão para ligação de novas unidades consumidoras, a eficiência dos canais de atendimento da concessionária e os procedimentos adotados para ressarcimento de consumidores que tiveram aparelhos danificados por oscilações na rede elétrica.
Como primeiras medidas, o Ministério Público determinou o envio de ofícios à Energisa, à Aneel, aos órgãos de defesa do consumidor e às secretarias municipal e estadual de Educação. A concessionária terá prazo de 15 dias para apresentar esclarecimentos sobre as causas das interrupções registradas nos últimos dois meses, além de encaminhar relatórios técnicos sobre os indicadores de qualidade do serviço em Palmas.
A Aneel e a agência reguladora responsável pela fiscalização do setor no Estado deverão informar se existem procedimentos de fiscalização ou autuações relacionados à qualidade do fornecimento de energia na capital. Já os Procons municipal e estadual foram acionados para encaminhar dados sobre reclamações envolvendo oscilações de energia, queima de equipamentos, demora no restabelecimento do serviço e atendimento aos consumidores.
O Ministério Público também requisitou informações às redes municipal e estadual de ensino e à associação dos feirantes das feiras cobertas para levantar os prejuízos registrados durante os episódios de interrupção do fornecimento.
O inquérito civil busca verificar se houve violação aos direitos dos consumidores e eventual descumprimento das normas que regulam a prestação do serviço público de distribuição de energia elétrica.
Em nota, a Energisa reforçou que atua em conformidade com as normas e diretrizes do setor elétrico, sob regulação e fiscalização permanente da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
A concessionária afirmou ainda que mantém compromisso com a transparência, a responsabilidade e a melhoria contínua da qualidade dos serviços prestados à população de Palmas, colaborando de forma técnica e institucional com os órgãos competentes sempre que necessário.
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