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Paranã

Fiscalização sobre denúncia de máquinas públicas em fazenda termina em confusão entre prefeito e vereadora em Paranã

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Uma fiscalização feita pela vereadora Rosânia de Riba em uma fazenda ligada à família do prefeito de Paranã, Fábio da Farmácia, terminou em confronto, troca de acusações e registros de boletins de ocorrência na tarde de terça-feira, 6, na zona rural do município.

Segundo a vereadora, ela foi até a Fazenda Grota da Areia após receber denúncia anônima sobre o suposto uso de máquinas públicas na propriedade. Rosânia afirmou que acionou a Polícia Militar antes da ida ao local, mas recebeu a informação de que a equipe só poderia acompanhar a ocorrência após confirmação da denúncia. Ela relatou que seguiu até a fazenda acompanhada do filho, Pedro Lucas Carvalho, e do ex-candidato a vereador Cleuton Serralheiro.

De acordo com a parlamentar, nenhuma máquina foi encontrada na sede da propriedade no momento da chegada. A versão apresentada por Rosânia aponta que a confusão começou quando o grupo já deixava o local e encontrou o prefeito chegando à fazenda. A vereadora afirmou que Fábio da Farmácia teria iniciado uma discussão ao perceber a presença de Cleuton Serralheiro no veículo. Segundo ela, houve agressões físicas durante o episódio. Rosânia afirmou ainda que fez exame de corpo de delito após a confusão.

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O prefeito apresentou versão diferente sobre o caso. Fábio da Farmácia afirmou que a presença de Cleuton na propriedade motivou a discussão e alegou que reagiu após o acompanhante da vereadora avançar em sua direção. O gestor também declarou que acionou a Polícia Militar e afirmou que nenhuma máquina da prefeitura foi localizada na fazenda durante a vistoria feita no local.

Em relato apresentado à polícia, o prefeito afirmou que chegou à propriedade acompanhado da esposa e do filho após ser avisado pelo pai sobre a presença da vereadora na fazenda. Fábio também informou que registrou boletim de ocorrência e alegou ter sofrido lesões durante a confusão.

As versões coincidem apenas quanto à ida da vereadora à fazenda após denúncia sobre máquinas públicas, à discussão no local e ao acionamento da Polícia Militar. A Polícia Civil deve apurar as circunstâncias do caso.

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CIDADES

Prêmio MPTO de Jornalismo destaca impacto social da informação e valoriza profissionais da imprensa

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A 8ª edição do Prêmio MPTO de Jornalismo, cuja cerimônia ocorreu na noite desta terça-feira, 5, em Palmas, apresentou um panorama da produção jornalística comprometida com a transformação social no Tocantins. Mais do que uma entrega de troféus, o evento consolidou uma iniciativa que, desde 2016, utiliza o alcance da imprensa para fortalecer a cidadania e dar visibilidade aos direitos fundamentais.

Durante a solenidade, a diretora de Comunicação do Ministério Público do Tocantins (MPTO), Kézia Reis, destacou o papel da imprensa como parceira essencial da instituição. Segundo ela, a união entre as duas forças permite que a informação atue como “luz que garante os direitos” defendidos pelo Ministério Público.

“Onde a imprensa denuncia, o MPTO pode agir. Onde o MPTO protege, a imprensa conscientiza. Somos pontes para a cidadania”, destacou Kézia Reis

Uma década de incentivo à imprensa

Desde a primeira edição, o prêmio soma 287 trabalhos inscritos e 106 produções premiadas. Ao todo, já foram destinados R$317 mil em premiações, sendo R$75 mil apenas nesta 8ª edição.

A cerimônia também foi marcada por um momento de reconhecimento institucional às jornalistas Alayla Milhomem e Denise Soares, que estiveram à frente da Diretoria de Comunicação nas últimas sete edições do prêmio.

As duas foram homenageadas com placas em reconhecimento à atuação decisiva na criação e consolidação da premiação, destacando sua contribuição para o fortalecimento da comunicação pública e valorização do jornalismo no Tocantins como forma de fortalecer a defesa dos direitos dos cidadãos.

A valorização profissional também foi destacada pela presidente do Sindicato dos Jornalistas do Tocantins, Alessandra Bacelar, que ressaltou a importância da premiação no cenário estadual.

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“Quando o Ministério Público destina valores em premiação que superam o piso mensal da categoria, ele reforça, na prática, o valor do trabalho jornalístico. Isso fortalece a profissão e incentiva a produção de conteúdos de interesse público”, disse.

Reconhecimento que ecoa na prática

O levantamento das pautas revelou a atenção da imprensa tocantinense para áreas de maior vulnerabilidade social. Saúde pública e direitos humanos lideraram os temas, concentrando mais de 43% das inscrições. Um dos destaques de 2026 foi o Programa Família Acolhedora, tema que mobilizou diferentes linguagens jornalísticas e pautou produções vencedoras em diversas categorias.

A reportagem de Elaine Jardim, vencedora em webjornalismo, abordou os desafios da política pública no estado, enquanto. Segundo a jornalista,  a pauta surgiu de forma inesperada, mas rapidamente se transformou em uma reportagem de forte impacto social.

“Eu me encantei pela pauta. Era algo que eu mesma não conhecia, e isso me fez pensar: quantas pessoas também não sabem disso? Foi aí que decidi aprofundar.”

Ela  também ressaltou que a repercussão da reportagem já contribuiu para avanços na política pública. “Depois da matéria, o programa foi regulamentado em Palmas. Mas ainda precisa de mais visibilidade para que mais famílias participem”, disse.

Já a fotografia  de Djavan da Costa, premiada com o primeiro lugar, simbolizou a rede de apoio construída pelo programa.

“Aquela imagem é sobre pessoas reais e histórias que precisam ser respeitadas. As mãos entrelaçadas mostram que esse trabalho é coletivo e envolve o Ministério Público, os profissionais e as famílias. É um retrato de cuidado e conexão.”

Na categoria radiojornalismo, a vencedora Jaqueline Moraes enfatizou a responsabilidade ética na abordagem de temas sensíveis, como a violência contra a mulher. Destacou o cuidado em não revitimizar. Para ela, o jornalismo tem papel essencial na orientação da sociedade.

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“Mostrar essas histórias ajuda outras mulheres a entender que existem caminhos, que há uma rede de proteção. Isso pode encorajar denúncias e salvar vidas.”

Primeiro lugar no telejornalismo,  Kaliton Mota,  enfatizou o impacto da reportagem premiada que revelou o déficit de mais de 1,2 mil profissionais na Polícia Civil do Tocantins. Segundo ele, o trabalho nasceu a partir de um relatório técnico do Ministério Público e ganhou força ao traduzir dados em realidade concreta.

“Quando a gente viu o documento, percebeu que aquilo precisava ser mostrado. Não era só um número, era delegacia fechada, investigação parada e vítima sem atendimento. Quando a população entende isso na prática, a discussão muda.”

Rigor técnico e critérios de avaliação

Para garantir a isenção e a qualidade das produções premiadas, o certame adota um rigoroso processo de avaliação técnica. Os trabalhos inscritos foram analisados por uma Comissão Julgadora composta por 10 jornalistas com experiência em veículos ou assessorias e cinco integrantes do Ministério Público do Tocantins.

A credibilidade do prêmio é sustentada por um corpo de jurados com ampla experiência em redações e trajetória acadêmica consolidada, incluindo profissionais com passagens por veículos como O Popular, Diário da Manhã, CBN e Globo, além de especialistas com atuação em emissoras como TV Anhanguera, Record e SBT. Todos os profissionais são de outros Estados, garantindo isenção nas escolhas.

Conforme o regulamento, cada jurado atribuiu notas de 0 a 10 para seis critérios fundamentais: adequação ao tema, linguagem, estética, originalidade, utilidade social, expertise e credibilidade.

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