CIDADES
TCE encerra ciclo de escutas sociais em 12 municípios do Tocantins
O programa TCE de Olho no Futuro concluiu a segunda edição dos Encontros de Escuta, realizados entre abril e 16 de junho de 2026 em 12 municípios do Tocantins. As últimas etapas ocorreram em Couto Magalhães e Colméia, onde crianças, famílias e gestores apontaram demandas nas áreas de educação, saúde e assistência social.
TCE de Olho no Futuro conclui segunda edição com escutas em 12 municípios
O programa TCE de Olho no Futuro – Aliança pela Primeira Infância concluiu nesta terça‑feira (16 de junho de 2026) a etapa de Encontros de Escuta da segunda edição, iniciada em meados de abril de 2026. Ao todo, o Tribunal de Contas do Estado (TCETO) e 18 parceiros passaram por 12 municípios que apresentavam indicadores sociais desfavoráveis nas áreas de saúde, educação e assistência social.
Objetivo e metodologia
Os Encontros de Escuta propuseram a prática da escuta ativa, reunindo crianças, adolescentes, famílias, membros da comunidade, gestores públicos e representantes da sociedade civil. O objetivo foi identificar demandas locais e subsidiar diagnósticos situacionais para a construção de Planos de Ação Intersetoriais.
Couto Magalhães: diálogo e orientação técnica
Couto Magalhães recebeu a caravana na tarde de segunda‑feira, 15 de junho. O titular da relatoria da Região do Vale do Araguaia, Manoel Pires dos Santos, destacou a disponibilidade da equipe técnica do Tribunal para orientar os gestores no planejamento das ações após o diagnóstico.
Na abertura do encontro, realizado na Escola de Campo Senador João Ribeiro, a participação da comunidade foi ressaltada como essencial para a identificação das necessidades locais. Crianças e jovens manifestaram cobranças referentes à alimentação escolar, transporte, saúde e espaços de lazer.
Entre os relatos, o estudante Leonel Nascimento, de 12 anos, pediu mais aulas práticas de educação física na escola de tempo integral. A conselheira tutelar Isamar da Silva Oliveira, moradora do Projeto de Assentamento Bonanza, enalteceu o espaço de expressão proporcionado pela ação.
Colméia: segurança e infraestrutura escolar
O último encontro ocorreu nesta terça‑feira, 16 de junho, no Espaço Cultural de Colméia. Estudantes, como a aluna Maria Clara Alves dos Santos, de 12 anos, solicitaram maior segurança nas escolas e a instalação de laboratório de informática.
O prefeito Pedro Clesio Ribeiro registrou satisfação pela iniciativa do Tribunal e agradeceu o apoio dos parceiros e da equipe técnica para aprimorar as políticas públicas voltadas à primeira infância.
Compromissos e resultados locais
Nos encontros realizados em Couto Magalhães e Colméia houve avanço em ações de prevenção ao uso de drogas: ambos os prefeitos assinaram compromisso de adesão ao Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), coordenado pela Polícia Militar em parceria com as escolas.
Ao final, o coordenador do programa, conselheiro Severiano Costandrade, afirmou que a iniciativa oferece caminhos para solucionar problemas e entregar serviços de saúde, educação e assistência social de melhor qualidade às famílias tocantinenses.
Parcerias
O programa contou com a participação de 18 instituições parceiras, entre elas o Governo do Tocantins, o Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), o Ministério Público do Tocantins (MPTO), a Defensoria Pública do Estado (DPE), secretarias estaduais, órgãos de controle e entidades como UNICEF, FIETO, Energisa, BRK e o Hospital de Amor.
Material fotográfico
O Tribunal disponibilizou registros fotográficos dos encontros. Acesse as fotos do evento em Couto Magalhães e Colméia:
Próximos passos
Com os diagnósticos situacionais resultantes das escutas, a equipe técnica do Tribunal e os parceiros devem apoiar os municípios na elaboração e implementação dos Planos de Ação Intersetoriais para aprimorar políticas públicas voltadas à primeira infância e às famílias.
Assessoria de Comunicação
Tribunal de Contas do Estado do Tocantins
CIDADES
Investidores escolhem Araguaína: Lago Center atrai novos moradores
Lojistas do Lago Center Shopping relatam que a força econômica e o acolhimento de Araguaína motivaram a mudança para a cidade. Dados do Censo 2022 confirmam fluxo migratório e oportunidades locais.
Araguaína atrai investidores e vira destino de quem investe no Lago Center Shopping
O Lago Center Shopping, em Araguaína, tem servido de ímã para investidores e atraído pessoas que, após conhecerem a cidade, decidiram morar na região. Histórias de lojistas que abriram operações no empreendimento ilustram a combinação entre força econômica e acolhimento da população.
Do Sul ao Norte: o caso de Valdecir Flores

Valdecir Flores, empresário gaúcho, e a esposa Roziane Silveira Flores conheceram Araguaína em 2019, quando a esposa recebeu proposta de trabalho. O casal optou por se mudar para a cidade e investir em alimentação no Lago Center.
Valdecir é proprietário de cinco operações na praça de alimentação do shopping: Trilhas da Amazônia, Hamburgueria Santa Fé, Spaghetto, Montana e, mais recentemente, Boi de Ouro. Segundo ele, a experiência com a indústria alimentícia no Rio Grande do Sul motivou a permanência no mesmo ramo no shopping.

“No Sul, somos apaixonados por shoppings; eles fazem parte do nosso dia a dia para passeio, compras e alimentação. É um lugar seguro e organizado. Tudo o que mais admiramos nos shoppings nós encontramos aqui”, disse Valdecir.
Do Nordeste: Liliany e a franqueada Skyler

O casal Liliany de Souza Silva e José Josenilton de Castro Lemos decidiu mudar-se definitivamente para Araguaína em 2023, trazendo o filho Arthur. Natural de Fortaleza, Liliany já atuava com negócios no sul do Pará e reconheceu em Araguaína um ponto de apoio com oportunidades de negócios.
Liliany é franqueada da Skyler, maior marca de moda masculina do Norte e Nordeste, e contou ter sido visionária ao optar pelo Lago Center: esteve entre os primeiros lojistas a assinar contrato com o empreendimento.

O acolhimento e a força econômica como fatores de atração
Ambos os relatos destacam o acolhimento da população araguainense e a perspectiva de crescimento econômico como motivos centrais para permanecer na cidade após investir.

- Acolhimento: moradores e empresários relatam calor humano e recepção positiva.
- Oportunidades: novas empresas e espaços comerciais ampliam opções de negócio.
- Ambiente de consumo: shoppings oferecem segurança, organização e diversidade de serviços.
Dados do Censo que confirmam movimentação
O Censo Demográfico de 2022, citado no material, reforça a dinâmica migratória de Araguaína:
- Total de habitantes informado: 171.301.
- Dos moradores, pelo menos 92 mil já residiram fora da cidade.
- Mais de 31 mil pessoas moravam em Araguaína há menos de 10 anos; quase 5.300 residiam na cidade havia apenas um ano.
- Entre as origens das migrações na última década, destacam-se: Tocantins (quase 12.500), Pará (5.000), Maranhão (4.600) e Goiás (3.400).
Conclusão
O caso do Lago Center Shopping mostra como investimentos locais potencializam não apenas a economia, mas também a atração de novos moradores. Para empresários entrevistados, a soma de oportunidades, estrutura comercial e acolhimento foram decisivas para transformar Araguaína em lugar de moradia e trabalho.
Fotos: Ricardo Sottero
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